Pesquisador da Embrapa levanta a 1a. possibilidade das vagens vazias no Paraná, a data de plantio

Publicado em 12/02/2021 15:20 e atualizado em 12/02/2021 18:27 3719 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi

O pesquisador André Prando, da Embrapa soja, de Londrina, enviou para o NA sua primeira conclusão (na verdade, o primeiro indício) que pode levar a descoberta das causas que provocam o abortamento das vagens nas lavouras de soja do Paraná. Acompanhe as informações:

"Por hora, nos diversos casos que estão surgindo e que chegaram até nós, tem uma coincidência da época de semeadura -- e possível estádio da planta.  Esse período de semeadura é em torno do dia 18 de outubro, ou seja nessas regiões onde tem problema, em lavouras do mesmo produtor, quando semeada mais tarde (em novembro) ou mais cedo (algo incomum nesses locais e nessa safra) não observei o problema, ao menos até o presente momento. Obs.: Essa época de semeadura está dentro do normal recomendado pelo ZARC nessas regiões. Detalhe, dependendo da região, mesmo nessa época de semeadura, não estamos registrando nenhum problema. Vamos continuar a investigação".

O NA alerta aos produtores para entrarem nas lavouras e confirmarem a condição das vagens; também devem prestara atenção nas datas de plantio, uma vez que as suspeitas recaem sobre as lavouras semeadas entre os dias 14 e 25/10. 

vagens abortadas  vagens abortadas  vagens abortadasvagens abortadas  vagens abortadas

Presidentes do Senado e da Câmara pedem ao governo auxílio até junho e vacinação em massa

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), transmitiram ao governo do presidente Jair Bolsonaro a expectativa de parlamentares de um auxílio emergencial pelos próximos três ou quatro meses e reforçaram a necessidade de ampliar a vacinação contra a Covid-19.

Em almoço com os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, Pacheco e Lira manifestaram o desejo do Congresso, e se comprometeram a tocar a agenda de melhora do ambiente econômico, que envolve a aprovação do Orçamento para este ano, de Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que podem abrir espaço fiscal, e das reformas, como a administrativa.

"A prioridade absoluta é a vacina e o auxílio emergencial, e só deixarão de ser prioridades quando a pandemia acabar", disse Pacheco em pronunciamento após o encontro.

"Nossa expectativa é que possa ter no mês de março, abril, maio e eventualmente num quarto mês de junho um auxílio emergencial", explicou o presidente do Senado, defendendo que a ajuda tenha um valor suficiente e que ao mesmo tempo esteja dentro das regras de responsabilidade fiscal.

"É essa a nossa expectativa e esse é o nosso desejo, que externamos aos ministros Paulo Guedes e ao ministro general Ramos."

Último a falar e num rápido pronunciamento, Guedes disse que as tratativas avançaram "bastante" no encontro. Sem entrar em detalhes, fez questão de destacar o compromisso dos presentes com a saúde --vacinação em massa e auxílio emergencial-- e a responsabilidade fiscal, citando o novo marco fiscal representado pelo pacto federativo com a cláusula de calamidade pública.

"Avançamos bastante, é extraordinariamente construtivo o clima entre Congresso --Senado e Câmara dos Deputados-- e o governo e nós estamos todos na mesma luta: vacina em massa, auxílio emergencial o mais rápido possível e as reformas, particularmente essa do marco fiscal que garante que vamos enfrentar essa guerra sem comprometer as futuras gerações", afirmou.

"Nós temos o senso e o compromisso de responsabilidade fiscal", acrescentou.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)

Bolsonaro quer projeto que autorize redução de impostos sem necessidade de compensação

LOGO REUTERS

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que pretende encaminhar ao Congresso um projeto de lei que permita ao Executivo desonerar impostos sem ter que apontar uma fonte de compensação para que seja possível baixar o valor do PIS/Cofins cobrado dos combustíveis.

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que pretende mandar a proposta depois do Carnaval.

"O outro projeto, em um estado de calamidade... você sabia que eu não posso reduzir imposto?", perguntou. "Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para eu reduzir imposto eu tenho que fazer a compensação. Eu quero que, no caos que nós vivemos, já que muita gente fala na situação crítica que nós vivemos, em parte eu concordo, se eu possa reduzir por exemplo o PIS/Cofins do combustível sem a compensação."

Bolsonaro afirmou que quer ter "a liberdade" de reduzir impostos sem a compensação, quando possível, e que espera que, se conseguir zerar o imposto --que hoje, segundo o próprio presidente, arrecada cerca de 23 bilhões para a União-- outros "possam seguir o exemplo."

O presidente voltou a dizer que entrega nesta sexta outro projeto de lei, esse para mudar a forma de cobrança do ICMS, um imposto estadual, sobre os combustíveis. A proposta pretende dar ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formado pelos secretários estaduais de Fazenda, o poder de decidir como será a cobrança do ICMS dos combustíveis nas refinarias.

"O Confaz vai decidir se o cobrado em cada litro de combustível pelos governadores é um valor fixo ou um percentual do preço do combustível na refinaria. E, num segundo tempo, os senhores governadores, junto com as Assembleias Legislativas, vão decidir o valor desse percentual fixo ou o percentual em cima do preço da refinaria", afirmou.

Na conversa, Bolsonaro disse ainda que pretende fazer um decreto para que sejam colocadas placas nos postos de combustíveis com os valores do combustível na refinaria e os demais custos que incidem sobre cada litro.

" Eu quero botar uma plaquinha em cada posto para saber quem está pegando mais imposto de vocês", afirmou.

Poder360: “Não podemos ser escravos do mercado”, diz Mourão sobre estender auxílio

O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse nesta 6ª feira (12.fev.2021) que o governo federal não pode ser “escravo” do mercado financeiro ao decidir sobre a extensão do auxílio emergencial. Em declaração feita a jornalistas no Palácio do Planalto, o general afirmou que o governo tem buscado soluções para a retomada do benefício.

“A gente tem 40 milhões de brasileiros que estão numa situação difícil. A gente ainda continua com a pandemia”, disse. “Então o presidente é obrigado a decidir alguma forma de auxiliar essa gente. Se ele disser que vai auxiliar, ele vai tomar pau. Se ele disser que não vai auxiliar ele vai tomar pau também”.

Para o vice, há apenas duas formas de estender o auxílio emergencial. “Ou você faz um crédito extraordinário, que seria o tal orçamento de guerra, ou você corta no nosso Orçamento para atender as necessidades. Não tem nenhuma outra linha de ação fora disso”, declarou.

“MERCADO IRRITADINHO”

Nessa 5ª feira (11.fev), o presidente Jair Bolsonaro criticou o mercado financeiro por se “irritar” com “qualquer coisa que se fala”. O chefe do Executivo alfinetou os investidores quando comentava a busca de soluções para reduzir o PIS/Cofins que incide sobre o diesel e sobre a extensão do auxílio emergencial.

“Queremos tratar de diminuir impostos em um clima de tranquilidade, não em um clima conflituoso. O pessoal do mercado, qualquer coisa que se fala aqui, vocês ficam irritadinhos na ponta da linha”, disse em transmissão ao vivo em sua conta oficial nas redes sociais.

“Não pode, quando se fala em discutir por mais alguns meses, poucos meses, a prorrogação do auxílio emergencial, o mercado ficar aí se comportando dessa forma. Ah, vamos dar um sinal para eles que não queremos isso. Pessoal, vocês sabem o que é passar fome?”, declarou.

Mais cedo na 5ª feia (11.fev), antes da transmissão, Bolsonaro disse que o auxílio emergencial deve voltar a ser pago em março. Segundo ele, a nova versão do benefício para a população de baixa ou nenhuma renda terá duração de 3 ou 4 meses.

VBP do Brasil deve atingir recorde de R$1 tri em 2021 com impulso das lavouras

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deverá atingir um recorde de 1,002 trilhão de reais em 2021, alta de 11,8% na comparação anual, impulsionado por um acréscimo de mais de 15% no segmento de lavouras, disse nesta sexta-feira o Ministério da Agricultura.

A pasta elevou sua projeção em relação ao mês passado, quando via o VBP abaixo da casa de 1 trilhão de reais. Também reajustou para cima o dado de 2020, passando a fixá-lo em 896,7 bilhões de reais, versus 871,3 bilhões divulgados em janeiro.

O valor das lavouras em 2021 foi projetado em 688,4 bilhões de reais, avanço de 15,2% no ano a ano, enquanto o resultado da pecuária é visto em 314,5 bilhões de reais, acréscimo de 5,1%.

"Dois fatores são decisivos para este resultado: preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e boas previsões para a safra deste ano", disse em nota o coordenador geral de avaliação de Políticas e Informação do ministério, José Garcia Gasques.

Os produtos agrícolas brasileiros têm verificado recentemente firme demanda por exportações, especialmente da China, beneficiados também pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que os torna mais competitivos no mercado global.

Além disso, os preços internacionais de alguns dos principais produtos de exportação do Brasil, como soja, milho e açúcar, têm girado em torno de máximas de vários anos diante de sinais de ofertas apertadas no curto prazo e possível estresse logístico.

A pasta projetou aumentos de 30,3% no VBP da soja, para 326,8 bilhões de reais, e de 23,2% no do milho, a 126 bilhões de reais.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher uma safra recorde de 268,3 milhões de toneladas de grãos em 2020/21.

O ministério também destacou, no segmento de pecuária, altas de 9,9% no VBP da carne bovina e de 2,5% na carne de frango.

Em relação às quedas, o governo chamou atenção para recuos de 28,4% no café, puxado por uma baixa na produção de arábica --variedade que está em um ano de baixa em seu ciclo bienal--, e de 1,8% na cana-de-açúcar.

"A cana de açúcar tem tido redução sistemática no valor da produção nos últimos cinco anos. Isso afeta os resultados de São Paulo e de outros estados, onde a cana é relevante", disse Gasques.

 

Tags:
Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário