Meteorologia alerta aos produtores para correrem com a colheita porque, depois, vem mais água!

Publicado em 01/03/2021 16:21 3447 exibições
Tempo e Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta segunda-feira, 1.o de março/21, com João Batista Olivi

Inmet alerta para janela curta, de 4 dias, para avançar com a colheita nesta semana no Matopiba, MT e GO

As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam uma pausa nas chuvas no centro-norte do país ainda nesta semana. Segundo Francisco de Assis Diniz - Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, a região terá uma pausa de 4 dias e o produtor deve aproveitar a janela para avançar com a colheita em toda região. 

Entre esta segunda e terça-feira (2), a tendência ainda é de chuvas para o Centro-Oeste e Matopiba, mas segundo Francisco no decorrer na terça-feira os volumes de chuva devem diminuir em toda área, devido à atuação de um vórtice ciclonico. Segundo Assis, a pausa nas chuvas acontece entre terça e sexta-feira desta semana. 

Já na parte Sul do Brasil, o modelo Cosmo do Inmet mostra a previsão de uma frente fria entre a Argentina e o Paraguai, que deve aumentar os volumes de chuvas de forma significativa em toda área, com precipitação entre 40mm e 60mm em Santa Catarina e no Paraná. As previsões indicam que a partir de sábado, dia 6, as chuvas avançam ao norte do país, devolvendo a umidade no Centro-Oeste, Matopiba e também na área do café em Minas Gerais. 

Veja o mapa de previsão de precipitação para as próximas 93 horas: 

93 horas - Inmet - 0103
Fonte: Inmet 

 Futuros da soja na China tocam nível recorde com aperto na oferta e área menor

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PEQUIM/XANGAI (Reuters) - Os futuros da soja na China negociados na bolsa de commodities de Dalian atingiram um nível recorde nesta segunda-feira, em meio a uma oferta apertada e com expectativas de que alguns produtores reduzam a área de soja em favor do milho devido aos lucros potencialmente maiores.

O contrato mais ativos dos futuros da soja na bolsa de Dalian, para entrega em maio, chegou a subir 2,5%, para 6.058 iuanes (937,23 dólares) por tonelada no início das negociações.

"A oferta (doméstica) de soja está apertada", destacou uma fonte da indústria familiarizada com o mercado de soja, que disse que o setor de consumo tem aceitado bem os preços maiores.

"Também há expectativa de que a área de plantio de soja vá diminuir neste ano, uma vez que fazendeiros vão mudar da soja para o milho", disse essa fonte, que falou sob anonimato porque não tem autorização para conversar com a mídia.

Fazendeiros na região nordeste do país, que produzem tanto soja quanto milho, provavelmente plantarão mais milho no novo ano safra devido aos maiores lucros, uma vez que os preços do grão saltaram para níveis recordes, segundo analistas.

A China deve elevar sua área de plantio de milho em ao menos 667 mil hectares em 2021, disse o ministério de agricultura do país na semana passada.

Os futuros da soja também foram apoiados por preços mais altos de óleos de cozinha.

"Os preços do óleo de soja também subiram. Alguns consumidores estão dispostos a pagar um prêmio por óleo de soja não-transgênica e isso ajuda a apoiar os futuros da soja no mercado local também", disse Darin Friedrichs, analista da StoneX.

As chegadas de soja à China em março devem ser limitadas devido ao atraso na colheita no Brasil, principal exportador, que tem ajudado a impulsionar os preços domésticos do grão na China.

A China não permite o plantio de soja transgênica e sua soja doméstica é usada principalmente no setor de alimentos para fazer tofu e leite de soja, enquanto processadores de soja trazem grãos importados, quase todos geneticamente modificados, para esmagamento e uso no setor pecuário.

Ambos os grãos podem ser usados para fazer óleo de soja para cozinha, embora alguns consumidores na China tenham preferência por óleos não transgênicos.

Exportações de soja do Brasil caem 40% em fevereiro com atraso na colheita

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SÃO PAULO (Reuters) - As exportações brasileiras de soja recuaram 40% em fevereiro ante o mesmo mês de 2020, para 2,9 milhões de toneladas, mostraram dados do governo federal nesta segunda-feira, em meio a um forte atraso na colheita causado pelo plantio tardio da safra 2020/21 e chuvas que dificultaram o acesso às lavouras.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o milho, no entanto, saltou de 340,26 mil toneladas em fevereiro de 2020 para 822,9 mil toneladas embarcadas no mês passado.

StoneX eleva projeção de safra de soja do Brasil; reduz milho por plantio atrasado

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja 2020/21 do Brasil deve alcançar o recorde de 133,48 milhões de toneladas, estimou nesta segunda-feira a consultoria StoneX, com um avanço ante os 132,77 milhões projetados em fevereiro, enquanto a produção de milho foi revisada para baixo após atrasos no plantio da segunda safra.

Segundo a StoneX, os volumes mais significativos de chuvas registrados a partir de janeiro beneficiaram o desenvolvimento da oleaginosa, mesmo com preocupações sobre o clima afetando a colheita.

"O principal determinante desse crescimento foi a revisão dos números do Rio Grande do Sul, com aumento da área plantada e da produtividade. Também houve melhora dos rendimentos esperados em Goiás", disse a analista de inteligência de mercado da consultoria Ana Luiza Lodi.

Ela lembrou que no Rio Grande do Sul o ciclo da soja começa na segunda metade de outubro, e dessa forma o clima de janeiro e fevereiro é determinante para o resultado final.

"Mesmo com a irregularidade climática nos primeiros meses do ciclo da soja, as chuvas em janeiro e também em fevereiro permitiram a recuperação das lavouras em algumas áreas, principalmente do que foi plantado mais tarde", acrescentou.

Se por um lado as precipitações contribuíram para a produtividade da oleaginosa, por outro elas prejudicaram a colheita, o que consequentemente postergou o plantio do milho segunda safra.

A estimativa da StoneX para a produção total de milho no país caiu de 110,2 milhões de toneladas para 108,5 milhões.

"As preocupações com o atraso do plantio na safrinha de milho já têm refletido em expectativa de uma produção brasileira mais enxuta do cereal no ciclo 2020/21, junto aos impactos desfavoráveis também na safra de verão", alertou a consultoria.

A perspectiva leva em consideração as análises da StoneX para o cereal das safras de verão e inverno e o número da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a terceira safra, de 1,78 milhão de toneladas.

Para a primeira safra de milho 2020/21, a consultoria cortou sua previsão em 3,1%, ante a divulgação de fevereiro, para 25,4 milhões de toneladas.

"Apesar da melhora na produtividade da safra gaúcha, causada pela condição climática favorável ao rendimento do grão no nordeste do Estado, a maior produção no Rio Grande do Sul não foi capaz de compensar a redução na Bahia e em Goiás", explicou o analista de inteligência de mercado João Pedro Lopes.

Em relação à safrinha, a StoneX trouxe uma queda em sua estimativa mensal, de 82,4 milhões para 81,3 milhões de toneladas (-1,3%).

Contudo, mesmo com o recuo o volume, ainda representaria um recorde de produção.

"O corte foi motivado pela contração da produtividade em Mato Grosso e no Matopi (região que compreende os Estados do Maranhão, Tocantins e Piauí). Devido ao considerável atraso do plantio nessas regiões, boa parte da área deverá ser semeada fora da janela ideal, tornando a safra de inverno ainda mais arriscada", disse Lopes.

O analista ainda alerta que modelos climáticos apontam para uma ocorrência de chuvas acima do normal ao longo das próximas semanas, com exceção da região Sul, o que pode provocar novos atrasos para a safrinha de milho.

AgRural passa a ver aumento de 6,5% na safra de soja do Brasil

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SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil 2020/21 deverá somar um recorde de 133 milhões de toneladas, o que representará um crescimento de 6,5% ante a temporada anterior, após chuvas que atrasaram mais a colheita garantirem também uma boa produtividade na maioria das áreas, disse nesta segunda-feira a AgRural.

Com isso, a consultoria elevou a sua projeção a ante as 131,7 milhões de toneladas vistas em janeiro. A projeção, divulgada aos clientes da empresa de análises anteriormente, está próxima da média apontada na semana passada por uma pesquisa da Reuters com 13 analistas.

"Agora estamos entrando em março, a não ser que tenha um período muito chuvoso, que continue durante a colheita em março, que cause perdas de qualidade expressivas, estamos com uma safra boa", disse o analista da AgRural Adriano Gomes.

"Não é uma safra excepcional, mas é boa. Se não fossem problemas de seca no início do plantio, que deixaram o 'standy' bem irregular, poderia ter sido colhida uma safra ainda melhor", afirmou.

A consultoria também apontou que, por conta da seca no plantio e chuvas na colheita, segue o atraso na retirada da soja dos campos, apesar de o ritmo ter melhorado na semana passada.

O levantamento mostra que, até quinta-feira, 25% da área cultivada com a oleaginosa no Brasil estava colhida, contra 15% uma semana antes e 40% no mesmo período do ano passado.

"Mesmo com o avanço recente, os 25% colhidos ainda representam o índice mais baixo para esta época do ano desde a safra 2010/11", disse.

"Não fosse o excesso de chuva em fevereiro, que ampliou o atraso causado pelo plantio tardio, a colheita poderia ter chegado a pelo menos 33% da área, de acordo com cálculos da AgRural." 

Dessa forma, a colheita de soja no maior produtor e exportador de soja do mundo vai ser bem concentrada em março, disse Gomes, lembrando que a tendência é um aumento nos embarques neste mês, após a baixa disponibilidade atrasar o escoamento do produto para os mercados de exportação em fevereiro.

Isso resultou em uma programação de navios de 15 milhões de toneladas nos portos brasileiros. "Agora, basta saber se vão conseguir embarcar (em março) esse volume ou não", disse ele, em referência ao "line-up" de navios.

Ele lembrou ainda que o fluxo de soja também está afetado pela umidade do produto colhido, o que reduz a velocidade do recebimento da soja nos armazéns.

"No recebimento acaba tendo de fazer a padronização dessa soja, tem filas de caminhões... Tem que passar pelo secador, isso demanda tempo, acaba causando filas...", explicou.

MILHO

Com o atraso da soja, a segunda safra de 2021 de milho estava 39% plantada até quinta-feira, com bom avanço sobre os 24% de uma semana antes, mas ainda com atraso significativo em relação aos 67% do mesmo período do ano passado, afirmou a AgRural.

Apesar dos riscos climáticos associados ao atraso, a AgRural ainda projeta uma grande segunda safra, considerando a linha de tendência de produtividade dos últimos anos.

A produção, considerando dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Norte e Nordeste, poderia atingir cerca de 80,5 milhões de toneladas, com um aumento da área de 5,2% projetado pela consultoria para o centro-sul.

"Um plantio fora da janela é um plantio com maior risco, principalmente em sul de Mato Grosso do Sul e oeste do Paraná, quanto mais avanço em março, maior risco dessas áreas pegarem uma geada precoce em junho e julho", disse ele.

"Sem falar que milho plantado em março quer dizer que vai precisar de boas chuvas em abril e maio, não só nessas regiões...", acrescentou.

Petrobras eleva diesel em 5%; mercado aguarda suspensão de PIS/Cofins

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras vai elevar os preços da gasolina e do diesel em cerca de 5% a partir de terça-feira, informou a companhia nesta segunda-feira, com ambos os combustíveis renovando os maiores níveis em mais de um ano nas refinarias da estatal.

O reajuste ocorre em um momento em que o mercado indica a necessidade de importações pelo Brasil para abastecer os consumidores, uma vez que a petroleira estatal não garantiu às distribuidoras 100% da demanda de diesel apontada para março, conforme a Reuters publicou na semana passada.

Com o reajuste, o preço médio de venda da gasolina passará a ser de 2,60 reais por litro, alta de 12 centavos por litro (ou 4,8%), enquanto o diesel passará a média de 2,71 reais por litro, aumento de 13 centavos por litro (5%), disse a Petrobras.

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, apontou que foi o segundo reajuste "forte", em linha com o mercado internacional, em menos de 15 dias, contrastando com o comportamento adotado pela empresa nos últimos quatro meses, "marcados por uma crescente defasagem e lentos ajustes".

"O suprimento para o mercado brasileiro que já está bastante ameaçado e a atual diretoria da Petrobras agora sem nada a perder são os principais responsáveis pela mudança de postura", afirmou o especialista.

O novo reajuste da Petrobras segue-se a um aumento de 15% no diesel e de 10% da gasolina anunciado em 18 de fevereiro, que gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro e acabou levando à indicação pelo governo de um novo CEO para a Petrobras logo no dia seguinte.

Em resposta a pressões feitas por caminhoneiros, que reclamam contra a alta do diesel, Bolsonaro também havia anunciado que seu governo suspenderia a cobrança de PIS/Cofins sobre diesel por dois meses, a partir de 1º de março, o que ainda não aconteceu.

Uma fonte do governo afirmou à Reuters que medida para a suspensão dos tributos federais poderá sair nesta segunda-feira, em edição extra do Diário Oficial.

SUSPENSÃO DE IMPOSTOS

Silva afirmou à Reuters que, com o risco de retirada do PIS/Cofins, as empresas reduziram ao máximo os estoques --em muitos casos pagaram multa para atrasar a retirada com a Petrobras para segunda-feira-- e agora vão ter que preencher os estoques com preço já elevado também.

O atraso na retirada visava não ter que recolher os impostos federais, uma vez que provavelmente não conseguiriam repassá-los aos clientes na hora da venda, amargando perdas.

"Além disso, não é possível confiar em uma janela de importação aberta por uma equipe que se despede da empresa e com o cenário político rumando aceleradamente para a ruptura", afirmou.

"O resultado é que apesar de estarmos com paridade para importação nos próximos dias, não há garantia de suprimento e a operação de importação ainda se mostra arriscada até sentirmos as reações da opinião pública e do caminhoneiro."

Procurada na semana passada, a Petrobras não respondeu se deixou de atender as distribuidoras, dizendo apenas que informou sua disponibilidade de atendimento de óleo diesel para março dentro dos prazos e volumes previstos em contrato, e que os volumes aceitos estão muito acima da média dos últimos meses.

A busca por mais volumes da Petrobras vem como um dos resultados de uma queda das importações por agentes privados --em 2020, a importação total de diesel caiu quase 8%--, uma vez que o preço da estatal não favoreceria negócios com o combustível importado. Além disso, março deve ter forte demanda, com o escoamento de uma safra recorde de soja.

O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, pontuou à Reuters que esperava aumentos maiores e que ainda há defasagens na gasolina e no diesel.

Após os reajustes anunciados nesta segunda-feira, os valores do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, passarão a acumular disparada de cerca de 34% em 2021 nas refinarias da estatal, que tem quase 100% da capacidade de refino do país, enquanto a gasolina somará elevação de 41,5% neste ano.

A petroleira defendeu em nota que os reajustes visam seguir a chamada "paridade de importação", que leva em conta as variações do dólar e do barril de petróleo nos mercados internacionais.

Eficácia da CoronaVac contra variante de Manaus deve ser conhecida nesta semana

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SÃO PAULO (Reuters) - O Butantan deve ter até o final desta semana o resultado da eficácia da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, contra a variante de Manaus do coronavírus, disse nesta segunda-feira o médico Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 do governo do Estado de São Paulo.

"O Instituto Butantan está concluindo a análise sobre a eficácia da CoronaVac contra a variante de Manaus. Nós já sabemos que há eficácia em testes feitos na China da CoronaVac contra as variantes chamadas do Reino Unido e da África do Sul", disse Menezes em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

"Esperamos que até o final desta semana tenhamos resultados para a variante de Manaus. Nós estamos otimistas, porque a CoronaVac, como vocês sabem, é feita a partir de vírus inativado, não é uma partícula específica do vírus, de forma que mesmo quando há essas mutações nas partículas, a chance da CoronaVac continuar a ser efetiva continua bastante alta", acrescentou ele.

A variante de Manaus do coronavírus tem se mostrado mais transmissível e é apontada como um dos fatores para o recrudescimento da pandemia no Brasil, que vive o pior momento da doença, com recorde na média móvel de mortos pela doença, que já matou quase 255 mil pessoas no país até domingo, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Lira diz que auxílio emergencial terá valor mensal de R$ 250 e será pago até junho

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira que o auxílio emergencial será pago até junho deste ano, em parcelas mensais de 250 reais, apesar da Proposta de Emenda à Constituição que inclui o pagamento, a chamada PEC Emergencial, não ter ainda acordo para ir à votação.

A afirmação foi feita em uma publicação no Twitter depois de entrevista à TV Record. Segundo Lira, a decisão foi tomada depois de reunião na tarde de domingo com o presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ministros.

Lira disse ainda que o Ministério da Saúde entregará 140 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 nos meses de março, abril e maio, mas não detalhou de onde viriam as vacinas.

 

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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