Relatório do USDA dará novo rumo aos preços dos grãos, que já estão altos. E o dólar? E as chuvas?

Publicado em 08/03/2021 16:04 e atualizado em 08/03/2021 16:50 1653 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição desta segunda-feira, 8 de março/21, com João Batista Olivi

Dólar dispara e se aproxima de R$ 5,80 após decisão de Fachin sobre Lula mexer com xadrez para eleição 2022

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar já vinha em alta e disparou no meio da tarde desta segunda-feira, pulando cerca de 5 centavos de real em três minutos, depois da notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todas as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela 13ª Vara Federal de Curitiba no âmbito da operação Lava Jato.

Assim, Lula ficaria elegível para a eleição presidencial de 2022. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF. [L1N2L61TV]

No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro.

Às 15h56, o dólar à vista saltava 1,73%, a 5,7825 reais na venda. Na máxima, foi a 5,7865 reais, alta de 1,80%.

O real tem o segundo pior desempenho global na sessão com as perdas lideradas pela lira turca (-2,7%).

Exportação de soja do Brasil em março tem média abaixo de 2020; petróleo dispara

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SÃO PAULO (Reuters) - A média diária de embarques de soja do Brasil até a primeira semana de março atingiu 483,3 mil toneladas, queda de 2% em relação ao ritmo de exportações visto no mesmo mês do ano passado e única baixa entre as principais commodities negociadas pelo país, mostraram dados do governo federal nesta segunda-feira.

Apesar do ligeiro recuo na comparação anual, a exportação de soja deve dar um salto na comparação com fevereiro, quando somou menos de 3 milhões de toneladas, com um maior volume do produto chegando ao mercado após o atraso na colheita da safra 2020/21.

O desafio agora é o tempo chuvoso em algumas regiões, o que tem reduzido o ritmo de colheita no maior produtor e exportador global da commodity.

Em contrapartida, a média diária de embarques de milho disparou 72% na primeira semana de março, para 37,05 mil toneladas, enquanto o algodão viu as vendas ao dia subirem 88%, para 12 mil toneladas.

Outro destaque entre os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) foi o minério de ferro, cuja média diária de exportações atingiu 1,3 milhão de toneladas ante 964 mil toneladas em março do ano passado.

No mesmo intervalo, o ritmo de vendas externas do petróleo saltou de 290,08 mil toneladas ao dia para 468,17 mil.

Mercado reage mal à decisão de Fachin sobre Lula: Ibovespa cai mais de 3%

Mercado vê risco com reformas; Índice intensificou perdas (no Poder360)

Depois da decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular os processos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondia na operação Lava Jato, o Ibovespa intensificou as perdas e o dólar encostou nos R$ 5,80 nesta 2ª feira (8.mar.2021). Às 16h, o índice registrava queda de 3,04%, aos 111.702 pontos. A moeda norte-americana chegou aos R$ 5,78, com alta de 1,67%.

O principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) já operava em queda, mas intensificou depois da decisão de Fachin, que retoma os direitos políticos de Lula e coloca o ex-presidente apto a disputar novamente as eleições.

Investidores da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) operaram com pessimismo em relação ao cenário político do país. Com o petista se tornando elegível, Lula pode ser candidato nas Eleições de 2022, o que, na avaliação de parte do mercado, coloca em risco o andamento da agenda de reformas e cria risco de regressão nas medidas de ajuste fiscal.

Fachin determinou, de forma monocrática, a anulação das investigações e do recebimento das denúncias. A decisão inclui 4 processos:

  • triplex do Guarujá;
  • Sítio de Atibaia;
  • da sede do Instituto Lula;
  • da doações ao Instituto.

Importação de soja pela China em janeiro e fevereiro recua com atrasos em cargas

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PEQUIM (Reuters) - As importações de soja pela China nos primeiros dois meses de 2021 caíram ligeiramente na comparação com o ano anterior, mostraram dados de alfândega no domingo, conforme chuvas no Brasil, maior exportador, atrasaram alguns embarques.

O principal mercado mundial para soja importou 13,41 milhões de toneladas da oleaginosas em janeiro e fevereiro, com queda de 0,8% na comparação com os 13,51 milhões do ano anterior, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas.

A China divulga dados preliminares de janeiro e fevereiro juntos para evitar distorções geradas pelo feriado de Ano Novo Lunar, que dura uma semana, e neste ano foi em meados de fevereiro.

As importações de hoje saltaram para nível recorde no ano passado, com processadores aumentando compras devido às melhores margens e boa demanda do setor de criação de suínos.

Importadores chineses tipicamente se voltam para carga dos EUA no quarto trimestre e primeiros meses do ano, quando os grãos norte-americanos dominam o mercado. Pequim aumentou as compras de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja, para cumprir seu compromisso dentro de um acordo comercial Fase 1 com os EUA atingido em janeiro de 2020.

Processadores começariam a comprar soja do Brasil no início do ano, com a nova safra do país sul-americano entrando no mercado, mas chuvas que atrasaram a colheita no país contribuíram para aumentar as exportações dos EUA.

Previsão do tempo: Chuvas voltam a ficar estacionadas sobre o Brasil Central nesta semana

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A semana começa com previsão de pancadas de chuvas em quase todo o Brasil. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) volta a favorecer os maiores volumes de chuvas em todo o Brasil Central. 

De acordo com Francisco de Assis Diniz - meteorologista do Inmet, nas próximas 24 horas, são esperadas pancadas de chuvas com trovoadas no Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo.  "A chuva volta a ficar "estacionária" sobre o Brasil Central e os sistemas vão tentar estabelecer uma nova ZCAS, o que aumenta as áreas de instabilidade em toda área", comenta Francisco. 

Em relação os volumes, o modelo Cosmo indica que as maiores precipitações são previstas para o Mato Grosso nesta segunda-feira (8), com acumulados entre 20mm e 30mm na região norte do estado, podendo ter pontos de chuvas isoladas com precipitação de até 60mm. Ainda no Centro-Oeste, o modelo também mantém a umidade no Mato Grosso do Sul e em Goiás. 

Na região Sudeste do Brasil, o norte de São Paulo e pontos isolados de Minas Gerais podem registrar chuvas de até 20mm. Segundo Francisco, no Espírito Santo as chuvas chegam com mais intensidade, com previsão de acumulados de até 40mm. 

O Inmet mantém ainda a condição de chuvas para o Matopiba, porém com volumes mais baixos quando comparados com a última semana. Ainda de acordo com os modelos, a umidade avança e volta a chover no oeste da Bahia nos próximos dias. Segundo o Cosmo, a partir de terça-feira (9), as chuvas na região ganham intensidade, com previsão de precipitação de até 60mm no oeste da Bahia. 

Veja o mapa de previsão de precipitação para as próximas 93 horas: 

93 horas - Inmet - 0803
Fonte: Inmet 

 

A atualização do modelo GFS, divulgada nesta segunda-feira (8), também mantém a condição de chuvas para o Brasil Central nos próximos sete dias. 

No período entre 8 e 16 de março, o NOAA prevê precipitação entre 70mm e 90mm para o Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso do Sul que deve permanecer com tempo estável no período. As mesmas condições são previstas para o Matopiba, enquanto o Sudeste pode ter precipitação de até 100mm no período. 

Já no período entre 16 e 26 de março, o NOAA prevê chuvas mais intensas no Centro-Oeste, com precipitação acima dos 100mm. Mantém ainda a projeção de chuvas para o Sudeste e indica o retorno da umidade para o sul do Brasil, com precipitação entre 35mm e 40mm. 

Veja o mapa de previsão estendida para todo Brasil: 

NOAA - 0803
Fonte: NOAA  

 

Últimos cinco dias

Segundo dados coletados nas estações meteorológicas do Inmet, os maiores volumes foram registrados no Paraná, conforme indicavam as previsões.

Choveu em todo o estado, com precipitação entre 80mm e 100mm, sendo os maiores volumes registrados na região oeste do estado. Ainda na região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram chuvas entre 30mm e 40mm no período. 

No Centro-Oeste, os maiores volumes foram registrados no norte do Mato Grosso, com precipitação entre 40mm e 80mm. Mato Grosso do Sul e Goiás registraram chuvas entre 30mm e 40mm. 

No Matopiba, o Maranhão recebeu os maiores volumes, com chuvas entre 40mm e 50mm no centro-norte do estado. Tocantins e Piauí registrou chuvas entre 20mm e 30mm, enquanto o oeste da Bahia manteve o tempo estável. 

Já na região Sudeste, os maiores volumes de chuva foram registrados no centro-sul de São Paulo, entre 20mm e 40mm. Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo registraram chuvas entre 20mm e 30mm no período.

Veja o mapa de precipitação acumulada nos últimos 5 dias: 

Últimos 5 dias - Inmet - 0803
Fonte: Inmet 

 

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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