Mercado no vermelho! e não só por culpa do navio encalhado em Suez..., tem também o pavor do Covid!

Publicado em 25/03/2021 16:41 e atualizado em 25/03/2021 17:16 1543 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição desta 5a.feira, 25 de março/21, com João Batista Olivi

Canal de Suez suspende tráfego com navio ainda encalhado "como uma baleia"

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ISMAILIA, Egito (Reuters) - A liberação de um navio porta-contêineres que bloqueia o Canal de Suez como uma "baleia encalhada" pode demorar semanas, disse a companhia de resgate, enquanto autoridades impediram o acesso de todos as embarcações ao canal nesta quinta-feira, em novo revés para o comércio global.

O navio Ever Given, de 400 metros, comprimento quase tão longo quanto a altura do edifício Empire State, está bloqueando o trânsito em ambas direções em um dos mais movimentados canais de navegação do mundo, pelo qual trafegam petróleo e grãos, ligando a Ásia à Europa.

A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) disse que oito rebocadores estão trabalhando para mover o navio, que ficou preso na diagonal no trecho sul do canal de faixa única na manhã de terça-feira, em meio a fortes ventos e uma tempestade de areia.

"Nós não podemos descartar que isso possa levar semanas, dependendo da situação", disse o CEO da empresa holandesa Boskalis, que está tentando liberar o navio, Peter Berdowski, em entrevista ao programa de televisão holandês "Nieuwsuur".

Um total de 206 grandes navios porta-contêineres, petroleiros transportando petróleo e gás e navios graneleiros com grãos precisaram recuar em ambas as extremidades do canal, segundo dados de monitoramento marítimo, criando um dos piores engarrafamentos de navios já vistos em anos.

O bloqueio vem em meio a impactos sobre o comércio mundial já causados desde ano passado pela Covid-19, que gerou altas taxas de cancelamento de navios, escassez de contêineres e lentidão na movimentação nos portos.

A SCA, que permitiu que alguns navios entrassem no canal na esperança de que o bloqueio pudesse ser desobstruído, disse que suspendeu temporariamente todo o tráfego nesta quinta-feira.

A gigante do transporte marítimo Maersk disse em um comunicado a clientes que teve sete navios afetados.

Berdowski disse que a proa e a popa do navio foram erguidas em ambos os lados do canal.

"É como uma enorme baleia encalhada. É um peso enorme na areia. Podemos ter que trabalhar com uma combinação de redução do peso-- removendo contêineres, óleo e água do navio-- com rebocadores e dragagem de areia.

Dragas trabalhavam para retirar areia e lama do entorno do navio, enquanto os rebocadores, em conjunto com os guinchos do Ever Given, atuavam para movê-lo, afirmou a Bernhard Schulte Shipmanagement (BSM), gestora técnica da embarcação.

Outra autoridade com conhecimento da operação disse que é provável que se estenda por dias. "Se você acabar chegando ao cenário em que é necessário remover a carga, estará diante de um trabalho demorado", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Aproximadamente 30% do volume mundial de contêineres de transporte transita pelos 193 km do Canal de Suez diariamente, e cerca de 12% do comércio global total de todas as mercadorias.

Especialistas em transporte marítimo dizem que, se o bloqueio não for eliminado nos próximos dias, alguns navios podem ter que mudar de rota pela África, o que adicionaria cerca de uma semana à viagem.

Bolsonaro volta a criticar governadores e diz que desemprego parte de quem pratica lockdown

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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta quinta-feira, governadores e prefeitos que têm decretado medidas restritivas para conter a circulação do coronavírus no pior momento da pandemia no Brasil, um dia após ter anunciado a criação de um comitê para definir ações do combate à Covid-19 em coordenação com os governadores.

"O desemprego, o fechamento de empresas, parte diretamente de quem pratica o lockdown. Fazemos e faremos tudo possível para manter empregos", disse Bolsonaro em discurso durante cerimônia de anúncio de apoio financeiro a Santas Casas.

Bolsonaro citou medidas econômicas adotadas pelo governo para apoiar as empresas afetadas pela pandemia, e mencionou especificamente o setor de bares e restaurantes, "que tem sofrido muito com os decretos estaduais e municipais que têm fechado esses comércios", segundo o presidente.

Apesar da eficácia das medidas de isolamento atestada em outros países e mesmo no Brasil no primeiro momento da pandemia, Bolsonaro tem batido de frente com os governadores que as defendem e chegou a ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubá-las --até o momento sem sucesso.

O presidente sempre foi um crítico do isolamento social, argumentando que os impactos financeiros são piores do que o próprio vírus, que já chamou de "gripezinha"

No entanto, pressionado pelo Congresso e a sociedade pela falta de ação e os equívocos do governo contra a pandemia, Bolsonaro participou de reunião na quarta-feira entre os presidentes dos Poderes, ministros e governadores para tratar do enfrentamento à pandemia, e defendeu a união de esforços.

Dólar fecha em alta de 0,56%, a R$ 5,6698

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, ficando perto de 5,67 reais, nas máximas em duas semanas, impulsionado por nova rodada de fortalecimento global da moeda norte-americana, movimento que no Brasil teve seus efeitos ampliados pelo desconforto com o agravamento da pandemia e contínuas incertezas fiscais.

O dólar à vista subiu 0,56%, a 5,6698 reais --maior valor desde o último dia 9 (5,7927 reais).

No exterior, o dólar ganhava 0,3%, operando em máximas em quatro meses.

Ibovespa fecha em alta com ajuda de Campos Neto e elétricas em destaque

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, com o setor elétrico entre os destaques positivos, notadamente Equatorial após resultado trimestral robusto e Eletrobras, com a indicação de um nome considerado técnico para comandar a estatal.

Declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também tiveram participação relevante na melhora da bolsa paulista, após hesitação na primeira etapa, uma vez que trouxe alívio na curva futura de juros.

Campos Neto procurou explicar a "normalização parcial" da política monetária citada pelo Copom na última decisão, que elevou a Selic a 2,75% ao ano, e que fazer "mais e mais rápido" reduz intensidade do ajuste total.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,6%, a 113.851,83 pontos, segundo dados preliminares. Mais cedo, na mínima, o índice chegou a 110.926,74 pontos, em queda de 1%. Na máxima, flertou com 114 mil pontos.

O volume financeiro somava 29 bilhões de reais.

"Sinal amarelo" de Lira demonstra insatisfação do Congresso com governo, diz Pacheco

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira que o pronunciamento na véspera do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em que fala em acender um "sinal amarelo" e menciona remédios amargos sinalizam a insatisfação do Congresso com o governo federal.

Pacheco defendeu que o governo assuma a postura de atuar pela pacificação. Para ele, a fala de Lira na quarta-feira pode ajudar a encontrar uma saída para a crise.

"É uma demonstração de insatisfação porque de nossa parte no Congresso Nacional, tanto Câmara quanto Senado, nós estamos buscando de todas as formas ter um ambiente de consenso, de pacificação, de busca de soluções, e isso precisa também, do outro lado, por parte do governo federal, ter essa mesma postura e essa mesma vontade", disse o presidente do Senado a jornalistas.

"A manifestação do deputado Arthur Lira é uma manifestação legítima de alguém que preside uma Casa que é a Casa do povo", acrescentou.

"Mas isso obviamente que é uma manifestação que será capaz de significar uma possibilidade de solução desse problema que eu quero crer que seja um anseio também do presidente da República, de consertamos alguns pontos para poder termos de fato uma união nacional no enfrentamento dessa crise", avaliou.

Na quarta-feira, Lira alertou que estava apertando um sinal amarelo, propondo um freio nas votações na Câmara para se dedicar por duas semanas a temas ligados à pandemia, quando o Brasil enfrente o pior momento da Covid-19, com seguidos recordes de mortes pela doença e novos casos.

O presidente da Câmara pediu união e ponderou não ser justo "descarregar toda a culpa" no governo ou no presidente, mas alertou que "os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos", "alguns, fatais", no que pode ser encarado como uma referência indireta a um processo de impeachment.

Falta de vacinas eclipsa cúpula da UE em meio a avanço de terceira onda

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BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia se reuniram nesta quinta-feira para traçar uma rota de saída da pandemia de Covid-19 enquanto as infecções aumentam em muitos de seus países, buscando um consenso sobre como aumentar os suprimentos de vacinas após um início de imunização lento.

Como a distribuição de vacinas está desigual no bloco e países-membros estão divididos sobre adotar ou não uma postura mais rígida nas exportações de vacina, o presidente francês, Emmanuel Macron, expressou frustração com programas nacionais de inoculação que estão muito atrás do britânico e do norte-americano.

"Não pensamos grande. Isto deveria ser uma lição para todos nós. Erramos de não ter a ambição, de não ter a loucura, eu diria, de dizer: é possível, vamos fazê-lo'", disse ele ao canal de televisão grego ERT antes da cúpula.

Até 23 de março, o Reino Unido havia administrado quase 46 vacinas para cada 100 pessoas – número muito superior ao de menos de 14 para 100 do bloco de 27 nações do qual se desfiliou no ano passado, de acordo com cifras compiladas pelo site Our World In Data.

Assolada por atrasos, a distribuição europeia criou um atrito com o Reino Unido, que importou 21 milhões de doses feitas na UE, de acordo com uma autoridade do bloco. O Reino Unido diz que fez um trabalho melhor ao negociar com fabricantes e organizar cadeias de suprimento.

A UE diz que o vizinho deveria compartilhar mais, sobretudo para ajudar a compensar uma forte redução nas entregas contratadas da vacina da AstraZeneca. O bloco enviou pouco mais de um milhão de doses da AstraZeneca ao Reino Unido antes de fevereiro, disse o funcionário da UE, que não quis se identificar.

Sublinhando as dificuldades da UE, a empresa de biotecnologia norte-americana Novavax está adiando a assinatura de um contrato de suprimento de sua vacina ao bloco, disse uma autoridade da UE nesta quinta-feira, devido a problemas para obter algumas matérias-primas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, pressionada em casa após um recuo nos planos de um feriado de Páscoa prolongado para interromper uma terceira onda de Covid-19, defendeu a decisão da UE de adquirir vacinas conjuntamente para os países-membros.

Na quarta-feira, o Executivo da UE revelou planos de endurecer a supervisão das exportações da vacina, o que lhe daria mais liberdade para bloquear carregamentos a países com taxas de inoculação mais altas.

Temores sobre pandemia pressionam mercados acionários europeus

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(Reuters) - As ações europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, com temores sobre as restrições ao coronavírus na zona do euro provocando uma fuga das ações de energia e financeiras para empresas consideradas mais seguras durante o aumento da incerteza econômica.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,04%, a 1.630 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,07%, a 423 pontos.

As ações de petróleo e gás pressionaram o índice de referência devido aos preços mais fracos do petróleo, enquanto os bancos caíram em linha com as perdas nos rendimentos dos títulos.

O índice STOXX 600 recuou de máximas em 13 meses alcançadas na semana passada, com uma nova onda de infecções por coronavírus e novos lockdowns regionais ofuscando uma recuperação surpreendentemente forte na atividade empresarial de março.

As ações listadas em Londres apresentaram desempenho inferior ao de seus pares regionais, pois a União Europeia cogitou a possibilidade de bloquear embarques de vacinas para países com taxas de inoculação mais altas, como o Reino Unido, ou que não estão compartilhando as doses que produzem.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,57%, a 6.674,83 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,08%, a 14.621,36 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,09%, a 5.952,41 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,04%, a 24.218,55 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,41%, a 8.409,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,67%, a 4.763,81 pontos.

BC do Brasil reduz a 3,6% projeção de alta do PIB em 2021 e vê inflação (IPCA) de 7,8% no 2º tri

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BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano a 3,6%, ante alta de 3,8% projetada em dezembro, citando o impacto esperado do recrudescimento da pandemia sobre a atividade, mostrou o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI) da autarquia, divulgado nesta quinta-feira.

No documento, o BC disse que o ajuste na estimativa refletiu, de um lado, o carregamento estatístico para o PIB anual maior do que o esperado, após surpresa positiva com o dado do quarto trimestre, e a manutenção da atividade econômica em nível elevado no início deste ano; e, do outro, o recrudescimento recente da pandemia.

"Em termos de trajetória, a projeção para o PIB é de recuo moderado ao longo do primeiro semestre, seguido de recuperação relevante nos últimos dois trimestres do ano, decorrente da redução esperada na taxa de letalidade da Covid-19 e no número de internações, com o avanço da vacinação", diz o relatório.

A estimativa do BC considera a manutenção do regime fiscal no país, uma nova rodada de auxílio emergencial de cerca de 44 bilhões de reais --conforme já previsto por medida provisória do governo-- e a perspectiva de que o cronograma de vacinação contra a Covid-19 siga sem desvios importantes.

Ao comentar a nova estimativa, o diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, disse que, por ora, os indicadores do país seguem mostrando recuperação em formato de "V", contrariando expectativa do BC de que a retomada suavizaria no fim do ano passado.

Para o diretor, a principal motivação para que a economia tenha surpreendido positivamente no quarto trimestre de 2020, mesmo com a redução dos auxílios emergenciais, está relacionada ao mercado de trabalho.

"O mercado de trabalho formal se recuperou mais firme do que se esperava. Isso melhorou a confiança, e a poupança que tinha sido criada, a circunstancial, pode se transformar em consumo, e fez com que a economia fosse mais forte do que a gente tinha inicialmente projetado", afirmou.

Apesar de a projeção para a alta do PIB não ter sofrido mudança significativa, o BC alterou o prognóstico para sua composição e previu desempenho melhor da indústria, com acréscimo de 6,4% (5,1% antes) e pior dos serviços, com crescimento de 2,8% (3,8% antes).

No caso de serviços, a revisão refletiu a intensificação da pandemia, que deve prejudicar a normalização de segmentos como transportes, armazenagem, alojamento e alimentação fora de casa, disse o BC.

INFLAÇÃO

Em relação à inflação, o BC repetiu as projeções divulgadas na semana passada para seu cenário básico --que apontam IPCA em torno de 5% para este ano e de 3,5% para 2022--, mas o relatório também detalhou os prognósticos de curto prazo, mostrando que a autoridade monetária espera que o IPCA chegue a 7,8% em 12 meses ao fim do segundo trimestre deste ano, antes de começar a recuar.

A estimativa do Bacen é que, em março, o IPCA fique em 0,82%, passando a 0,61% em abril e a 0,31% no mês seguinte.

"A inflação ainda elevada projetada para esses três meses se deve, principalmente, à continuidade do repasse da alta dos condicionantes para os preços dos combustíveis", disse o BC.

Sobre o pico no segundo trimestre, a justificativa é que meses de inflação mais baixa em meados do ano passado serão substituídos na estatística por meses de IPCA maior.

O documento do BC também trouxe cenários alternativos para a inflação em que considera a possibilidade de condições mais adversas.

Um dos cenários incorpora uma "significativa deterioração" da percepção sobre a situação fiscal do país, outro considera um agravamento adicional da pandemia da Covid-19 e o terceiro cenário leva em conta uma combinação parcial dos dois primeiros.

O cenário de deterioração fiscal, que considerou alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas, foi o que gerou o maior impacto inflacionário. A projeção é que, nessas condições, o país terminaria este ano com inflação de 5,7%, escalando para 5,9% em 2022. Ambos os números estariam bem acima dos tetos dos intervalos de tolerância para o período --5,25% e 5%, respectivamente.

"Questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas têm o potencial de aumentar a incerteza econômica, os prêmios de risco e a taxa de juros estrutural da economia e depreciar a taxa de câmbio", disse o documento.

A meta de inflação é de 3,75% para este ano e 3,50% para 2022, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, nos dois anos.

NORMALIZAÇÃO PARCIAL

No que diz respeito à política monetária, o documento repetiu diagnóstico feito na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira.

Na semana passada, o BC elevou a taxa básica de juros pela primeira vez desde 2015, em 0,75 ponto percentual, e indicou que deve entregar nova alta na mesma magnitude em maio, ressaltando preocupações com a piora das projeções para a inflação.

O presidente do BC, Roberto Campos, afirmou que, ao promover um ajuste mais célere, o Copom parte do princípio de que "fazer mais, e fazer mais rápido, faz com que a intensidade total (do ajuste) deva ser menor".

Ele também esclareceu que a expressão "normalização parcial" usada pelo BC para se referir ao início do aperto monetário é uma referência a um movimento em direção à taxa de juros neutra --nível da Selic que contém a inflação sem inibir a atividade econômica.

"Nós entendemos que precisamos fazer essa normalização parcial em parte porque o juro de 2% estava dentro de um entendimento de um cenário que não ocorreu, por isso normalização parcial", afirmou.

JBS mostra otimismo sobre cenário de importações de carne pela China

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SÃO PAULO (Reuters) - A JBS espera forte demanda da China por carne neste ano diante de um quadro em que o rebanho do país ainda se recupera da epidemia de peste suína africana.

Executivos da JBS afirmaram durante teleconferência sobre os resultados de quarto trimestre que ainda não está claro quando os rebanhos na China vão se recuperar totalmente, o que implica que o país vai continuar a depender de importações de alimentos.

O quadro beneficia as fábricas da JBS que exportam para a China a partir dos Estados Unidos e Brasil, disseram os executivos.

A China foi destino de cerca de um terço das exportações da JBS no ano passado e há espaço para crescimento, disse André Nogueira, presidente da operação norte-americana da companhia.

O lucro da JBS no quarto trimestre subiu 65% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionado pelas exportações à China, demanda firme por carne bovina nos EUA e fortes volumes de vendas no Brasil. O resultado também foi apoiado na desvalorização do real ante o dólar.

As ações da JBS exibiam alta de 2,25% às 12h07, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,26%.

Executivos da JBS afirmaram que a empresa poderá usar sua forte posição de caixa para fazer aquisições, mas não deram detalhes.

Segundo eles, no Brasil, os preços elevados do milho vão continuar a pressionar as margens da unidade de processados Seara.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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