Chicago novamente em alta!!! Mas o que adianta ver o cavalinho passando, se poucos montam nele??

Publicado em 04/05/2021 15:34 e atualizado em 04/05/2021 17:18 1867 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 3a.feira/21, com João Batista Olivi

Paulo Guedes prevê queda do dólar à frente com superavit nas exportações

BRASÍLIA --  A tendência é que a moeda norte-americana comece a cair à frente, disse hoje o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele avaliou que o superávit comercial muito forte do Brasil deve ajudar a baixar a cotação do dólar no País. A equipe econômica espera um saldo positivo recorde US$ 89,4 bilhões na balança comercial em 2021. "Acho que o dólar vai cair mais para frente", projetou.

"O superávit está muito forte, o dólar vai começar a cair, é da vida isso aí", disse o ministro em audiência pública na Câmara dos Deputados, destacando que seria "ótimo" que o dólar caísse.

Segundo Guedes, o câmbio de equilíbrio brasileiro "não é tão alto quanto está agora". O ministro voltou a dizer que o governo alterou o mix de juros altos com dólar baixo.

"Dissemos que iríamos mudar e os juros realmente chegaram a 2% ao ano, e o câmbio ficou mais alto um pouco. O câmbio brasileiro estava fora do lugar equilíbrio, que é mais alto. Não é tão alto como está agora, mas todas essas incertezas, doenças, perspectiva de recessão, dúvidas sobre reformas, boatos de que toda hora o ministro pode cair. Vivemos uma fase difícil, turbulenta", afirmou, em audiência pública conjunta da Câmara dos Deputados.

Guedes alegou que o Brasil ficou mais rico com a alta dos preços das commodities no mercado internacional, mas disse que essa riqueza precisa ser repartida com os mais pobres. Segundo ele, a competição no mercado de gás natural deve baratear o custo do combustível. "Espero que dentro de um ano, um ano e meio, o preço do gás natural possa cair 40%", completou.

Guedes diz que governo deve lançar em breve novo programa para "invisíveis"

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira que o governo "possivelmente" lançará em breve o programa denominado bônus de inclusão produtiva, voltado a trabalhadores informais que estão fora da rede de proteção social pública.

"Algum programa nós vamos dirigir para os invisíveis, para esses que não têm nem BPC (Benefício de Prestação Continuada) nem Bolsa Família e estão andando por aí em busca do ganha-pão", disse o ministro ao responder a questionamentos de deputados durante audiência pública a um conjunto de comissões da Câmara.

"É o principal desafio nosso, nós já formulamos um bônus de inclusão produtiva, vamos estar analisando e possivelmente soltando isso brevemente."

Guedes já havia mencionado o novo programa em comentários à imprensa na semana passada. Na ocasião, o secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse que a ideia é estabelecer um novo contrato de trabalho, mirando principalmente novos modelos de prestação de serviços que ganharam força com a pandemia da Covid-19.

O ministro comentou, ainda, o corte dos recursos destinados ao Censo Demográfico no Orçamento de 2021, ressaltando que a medida foi tomada pelo Congresso em decisão que ele entende ter derivado dos riscos ditados pela pandemia.

Guedes ressaltou que o projeto orçamentário encaminhado em agosto pelo governo trazia uma previsão de 2 bilhões de reais para o Censo.

"O processo político preferiu adiar (o Censo), eu imagino que em função do recrudescimento da pandemia", afirmou.

Exportação de soja do Brasil deve cair em maio após recorde; AgRural vê China 'sumida'

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SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil em maio deverão recuar após terem registrado um recorde histórico para todos os meses em abril, com o mercado um pouco mais abastecido depois de grandes embarques do maior produtor e exportador global, conforme analistas e dados da programação de navios nos portos.

Além disso, a China mais cautelosa em negócios --após os preços do produto na bolsa de Chicago atingirem os maiores níveis em cerca de oito anos-- e os prêmios negativos ante os contratos futuros nos portos brasileiros trazem a confirmação de que "o melhor já passou" para a exportação do Brasil este ano, disse o analista da AgRural Fernando Muraro.

"A China deu uma ausência no nosso mercado, após grandes compras. Eles (chineses) deram uma sumida no mercado brasileiro", afirmou Muraro, a Reuters, notando que a estratégia chinesa "foi perfeita", quando compraram antecipadamente grandes volumes, antes da "explosão" dos preços.

Após um abril "maravilhoso", com embarques históricos de 17,38 milhões de toneladas, Muraro avalia que um número "bom" para maio indique algo entre 14 milhões e 15 milhões de toneladas na exportação nacional.

Dados da agência marítima Cargonave apontam uma programação de navios para embarque de soja nos portos brasileiros menos intensa ante o visto para abril.

Segundo a Cargonave, havia cerca de 180 navios programados para embarcar soja em maio, número semelhante ao visto na programação para o mesmo mês do ano passado. Contudo, o "line-up" para abril indicava cerca de 250 embarcações no início do mês passado.

Considerando que cada navio carrega cerca de 60 mil toneladas, os embarques previstos para este mês, até o momento, atingiriam quase 11 milhões de toneladas.

Com exportações volumosas em maio --ainda que abaixo do recorde de abril--, a indicação é de concentração dos embarques brasileiros no primeiro semestre, afirmou o analista da AgRural, que projeta para o ano entre 83 milhões e 85 milhões de toneladas --total que poderia ser recorde, se atingir a faixa superior.

Entre janeiro e abril, as exportações de soja do Brasil avançaram 6,5% em volume, para quase 34 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

"Vamos ter ritmo forte no primeiro semestre, mas muitas dúvidas começam a pairar no ar para o segundo semestre, estamos vendo ausência da China, enquanto a safra americana está em jogo...", disse Muraro, lembrando que os chineses após comprarem muita soja estão esperando sinalizações do tamanho da produção dos Estados Unidos, que estão plantando atualmente a próxima colheita.

Outra sinalização de que o "melhor já passou" para a exportação de soja do Brasil, disse o analista, é que operadores de logística estão atrás de carga para junho.

"Está tudo contratado em maio, mas junho... quero ver de junho para frente..."

Vendas de máquinas agrícolas crescem 22,26% no 1º trimestre, diz Fenabrave

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SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de tratores e máquinas agrícolas totalizaram 10.855 unidades no primeiro trimestre do ano, alta de 22,26% em relação ao mesmo período de 2020 impulsionada pelo desempenho favorável das commodities no país, afirmou nesta terça-feira a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Somente em março foram comercializadas 4.164 unidades de veículos do segmento, um avanço de 15,47% ante o mês anterior. Na comparação com março do ano passado, o crescimento foi de 11,7%, mostraram os dados.

"O cenário permanece positivo para o agronegócio e, considerando o bom desempenho das commodities, a demanda de tratores e máquinas agrícolas se mantém aquecida", disse em nota o presidente da federação, Alarico Assumpção Júnior.

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o faturamento total de 11,57 bilhões de dólares em março, um recorde para o mês que nunca havia ultrapassado a marca de 10 bilhões de dólares na série histórica iniciada em 1997, de acordo com o Ministério da Agricultura.

A Fenabrave ressaltou ainda que, por não serem emplacados, os tratores e as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamento junto aos fabricantes. Para outros tipos de veículos, os dados da entidade foram mensurados até abril.

Bunge mais que triplica lucro no 1º tri; melhora previsão para o ano

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(Reuters) - A empresas de commodities agrícolas Bunge anunciou nesta terça-feira que o lucro ajustado aumentou mais de três vezes no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, com a firme demanda por exportações e as margens positivas de processamento de oleaginosas fortalecendo seu principal segmento, o agronegócio.

A empresa também aumentou sua perspectiva de lucro ajustado por ação para o ano inteiro de 2021 para cerca de 7,50 dólares, ante previsão anterior de pelo menos 6 dólares por ação, à medida que a flexibilização de restrições impostas em função da Covid-19 gera maior demanda em serviços alimentícios e diante de um aumento na produção de biocombustíveis.

"A Covid continua sendo um fator significativo na maior parte do mundo, especialmente no Brasil e na Índia... Em regiões onde as restrições estão sendo relaxadas, estamos vendo um aumento na demanda em toda a gama de produtos, à medida que as pessoas começam a retomar seus padrões de vida normais", disse o CEO Greg Heckman.

A Bunge engatou o sexto trimestre consecutivo com aumento no lucro, com a alta dos preços agrícolas desencadeando vendas ativas por produtores na América do Norte e Austrália, dando um impulso de ofertas à unidade de agronegócio da Bunge, principal segmento da empresa, para compras, vendas e processamento.

A companhia tem trabalhado para extrair uma maior produção de suas operações já existentes em refino e esmagamento de oleaginosas, visando capitalizar a crescente demanda do setor de diesel renovável por óleos vegetais, disse Heckman.

Embora algumas concorrentes tenham anunciado planos de construir novas instalações de processamento, Heckman afirmou que a Bunge precisa primeiro estar "confortável com os retornos de longo prazo".

Os resultados da Bunge oferecem aos investidores um desenho de como os maiores comerciantes de grãos do mundo estão começando a emergir da pandemia de Covid-19, que desencadeou grandes mudanças na demanda por alimentos e combustíveis, à medida que os consumidores preparam mais refeições em casa e evitam viagens desnecessárias.

O balanço acompanha os fortes resultados reportados na semana passada pela rival Archer Daniels Midland.

O lucro líquido ajustado da Bunge ficou em 471 milhões de dólares, ou 3,13 dólares por ação, no trimestre encerrado em 31 de março, superior aos 139 milhões de dólares, ou 91 centavos por ação, um ano antes.

A cifra também superou a estimativa média de analistas, de 1,54 dólar por ação, segundo dados da Refinitiv.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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