Soja perde 11% com queda do dólar; Se as geadas não afetarem o corn belt, vamos ter fortes emoções.

Publicado em 07/05/2021 16:14 e atualizado em 07/05/2021 17:30 4442 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 6a.feira, 7 de maio/21 com João Batista Olivi

Dólar fecha em queda de 0,97%, a R$ 5,2276

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a cair nesta sexta-feira, fechando numa mínima em quase quatro meses e contabilizando a maior queda semanal desde dezembro, com reação a ingressos de recursos e a um contínuo movimento de desmonte de posições compradas na moeda norte-americana por perspectiva de mais alta de juros no Brasil e de permanência de estímulos globais.

O dólar à vista caiu 0,97%, a 5,2276 reais na venda, menor valor desde 14 de janeiro (5,212 reais).

Na semana, a moeda caiu 3,75%, mais forte baixa desde a semana encerrada em 4 de dezembro passado (-3,77%).

O dólar já cai por seis semanas consecutivas, mais longa série do tipo desde as mesmas seis semanas de queda findas em 26 de outubro de 2018.

Na atual sequência de baixas, a cotação acumula recuo de 8,94%.

No exterior, o dólar tocou mínimas em dois meses frente a seus pares mais importantes e perdia terreno ante 32 de 33 rivais.

Dólar pode bater R$ 5 até o final do ano, prevê XP

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SÃO PAULO (Reuters) - Os fundamentos da taxa de câmbio indicam que o real poderá continuar em apreciação nos próximos meses, mas até o fim do ano a moeda seguirá suscetível a episódios de volatilidade decorrentes de ruído político e incertezas fiscais e pandêmicas, disse Caio Megale, economista-chefe da XP.

A XP está em processo de revisão de cenários e, por ora, vê o dólar encerrando o ano em 5,30 reais, mas não descarta chances de a moeda bater 5 reais até lá. A cotação estava próxima de 5,22 reais nesta sexta.

"O viés do dólar no curto prazo é de baixa. (...) As pessoas se preocupam com a CPI da Covid. Sem nada catastrófico, a CPI da Covid tende a tirar foco do Ministério da Economia, alivia o ambiente econômico, tira foco do fiscal", avaliou Megale.

"Mas com os elementos de risco até o fim do ano tenho menos convicção de mudar a estimativa para o câmbio", afirmou o economista. "O que pode acontecer é uma espécie de 'sorriso', com o dólar baixando agora no próximos meses e depois mostrando alguma recuperação."

A taxa de câmbio de equilíbrio --que leva em conta números das transações correntes, por exemplo-- estaria atualmente em torno de 4,50 reais, segundo Megale.

"A taxa de câmbio é um fundamento econômico, mas também é um ativo de risco, é um ativo de risco que reflete o risco-país. E o risco-país piorou depois da pandemia com o aumento importante da dívida pública."

Para outras variáveis, as projeções da XP para este ano por ora ainda indicam Selic de 5%, crescimento do PIB de 3,20% e IPCA de 4,90%. Mas a inclinação é de alta para todas.

"Vamos revisar para cima os juros, e houve uma alta adicional das commodities. A economia está se mostrando mais forte do que o esperado", completou.

Safras vê vendas antecipadas de soja mais lentas para novo ciclo

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SÃO PAULO (Reuters) - As vendas antecipadas da próxima safra (2021/22) de soja do Brasil atingiram de 16,7% de uma estimativa de produção hipotética, mais lentas do que a média histórica para o período (20%), estimou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado.

O volume também fica aquém dos 32% vistos nesta época do ano passado para as vendas antecipadas de 2020/21, mostrando que os produtores estão mais cautelosos com os negócios.

Segundo a Safras, a primeira estimativa para a colheita brasileira 2021/22 da consultoria será divulgada em julho, e por isso a porcentagem de vendas antecipadas para o novo ciclo considera um valor igual ao da temporada atual.

As vendas futuras mais lentas ocorrem após a colheita de uma safra recorde em 2020/21, cuja comercialização até o momento atingiu 71,4% até 7 de maio, ante 67,4% no mês anterior, disse a consultoria.

Os negócios da temporada atual, que começou com vendas bastante antecipadas, agora estão mais lentos na comparação com o ciclo anterior nesta época (85,2%), mas ainda superam a média histórica (64%).

Ibovespa fecha perto de 122 mil pontos com noticiário corporativo, payroll nos EUA

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançou para perto de 122 mil pontos nesta sexta-feira, acumulando desempenho semanal positivo, com uma bateria de resultados corporativos sob os holofotes e dados norte-americanos de emprego amenizando receios de antecipação na retirada de estímulos monetários nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com alta de 1,49%, a 121.710,79 pontos, acumulando elevação de 2,37% na semana, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 28,95 bilhões de reais.

CCR ON capitaneou os ganhos do Ibovespa com salto de 9,75%, após a Andrade Gutierrez avisar a administradora de concessões de infraestrutura sobre intenção de vender sua participação de 14,86% na empresa, diante de uma oferta vinculante feita pela IG4 Capital Investimentos.

Na ponta negativa, Locaweb ON recuou 2,75%, na quarta queda na semana, em movimento de correção após subir 25,9% em abril. A Locaweb, cuja ação passou a fazer parte do Ibovespa neste mês, reporta balanço no próximo dia 12.

Preferimos morrer lutando do que perecer em casa, diz Bolsonaro

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nessa sexta-feira que ele e seus apoiadores preferem "morrer lutando do que perecer em casa", e voltou a afirmar que "seu Exército" não será usado para manter as pessoas em casa, ao reforçar os ataques contra as medidas de restrição de circulação impostas por governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19.

"Se cada um de nós aqui militares juramos dar a vida pela nossa pátria, vocês que são o grande exército brasileiro darão tudo, até a própria vida, para garantir a liberdade", disse Bolsonaro a apoiadores em discurso durante inauguração de uma ponte em Rondônia. "Todos nós preferimos morrer lutando que perecer em casa."

Bolsonaro voltou a chamar o Exército brasileiro de seu, acrescentando agora também as demais Forças --Marinha e Aeronáutica-- na lista, para dizer que os militares não serão usados para cumprir medidas de restrição.

"O meu Exército jamais irá as ruas para mantê-los dentro de casa. A minha Marinha, o meu Exército e a minha Aeronáutica jogam dentro das quatro linhas da Constituição", afirmou.

O presidente disse mais uma vez que tem um decreto pronto para revogar medidas de restrição de circulação baseado no artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos e deveres do cidadão, como já havia anunciado esta semana ao criticar, mais uma vez, governadores e prefeitos por medidas de restrição de circulação para conter a pandemia de Covid-19.

Mas, de novo, Bolsonaro apenas deixou a ameaça no ar, sem confirmar se e quando iria publicá-lo.

"Se baixar um decreto, que já está pronto, todos cumprirão. Por que todos cumprirão? Porque esse decreto nada mais é que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição que todos nós juramos defendê-la", afirmou.

S&P 500 e Dow Jones fecham em níveis recordes com dados de emprego reduzindo preocupação com juros

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NOVA YORK (Reuters) - Os índices S&P 500 e Dow Jones atingiram máximas recordes e registraram seus melhores ganhos semanais desde março nesta sexta-feira, enquanto as ações de crescimento de grande capitalização levaram a uma recuperação no índice Nasdaq depois que dados de empregos nos Estados Unidos aliviaram preocupações em torno de um aumento nos juros.

O crescimento do emprego nos EUA desacelerou inesperadamente em abril, provavelmente contido pela escassez de mão de obra, mostrou o relatório do Departamento do Trabalho desta sexta.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones encerrou em alta de 0,66%, aos 34.776,44 pontos, o S&P 500 valorizou-se 0,73%, aos 4.232,43 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,88%, aos 13.752,24 pontos.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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