Estoques baixos fazem a soja subir ainda mais após os nº do USDA. Mas a safra brasileira virá cheia

Publicado em 12/05/2021 15:28 1625 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 4a. feira, 12/maio/21, com João Batista Olivi

USDA vê novo recorde para próxima safra de soja do Brasil, a 144 mi t

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de soja deve avançar para um novo recorde de 144 milhões de toneladas na próxima safra (2021/22), o que, se confirmado, representará alta de 5,88% ante a máxima histórica prevista para a temporada atual, estimou nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).

O órgão americano manteve sua projeção de 136 milhões de toneladas para o ciclo de 2020/21, cuja colheita caminha para a conclusão, ante a expectativa divulgada no mês anterior.

Para o milho, o USDA espera colheita de 118 milhões de toneladas na próxima safra, um avanço ante os 102 milhões projetados para a temporada atual, que tem sido fortemente afetada por uma seca.

O USDA rebaixou sua projeção mensal para o milho do Brasil, nesta safra, visto que a expectativa anterior era de 109 milhões de toneladas.

Indústria de carne do Brasil revive aflição da quebra de safra de milho de 2016

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SÃO PAULO (Reuters) - Motivado por um cenário de preços remuneradores, o produtor de milho do Brasil arriscou plantar boa parte da segunda safra 2020/21 fora do período ideal e ampliou o cultivo, mas agora se depara com uma seca que pode levar a indústria de carnes a reviver a aflição da última grande quebra ocorrida em 2016.

Naquele ano, as margens dos frigoríficos ficaram apertadas, algumas companhias tiveram resultados menores pelos preços altos dos insumos, os consumidores sofreram, e as importações do milho dispararam para um nível não visto em duas décadas, pelo menos.

Embora o setor de carnes afirme estar mais preparado do que em 2016 para enfrentar a escalada do preço do insumo mais importante da ração, principalmente de aves e suínos, do ponto de vista agrícola há grandes semelhanças entre o ciclo atual e a "safrinha" de 2015/16: um plantio atrasado e uma forte estiagem durante o mês de abril, segundo especialistas.

A segunda e maior safra do cereal do país começou esta temporada estimada em 90 milhões de toneladas e, atualmente, a projeção já baixou para 72,8 milhões, disse a analista da Céleres Daniely Santos, citando a falta de chuvas em importantes regiões produtoras. Em 2015/16, a redução anual da colheita foi de 15 milhões de toneladas, segundo a consultoria.

"Esse número infelizmente ainda pode cair porque não tem umidade no solo para o milho que está nos estágios em que mais precisa de chuvas, as etapas de floração e desenvolvimento vegetativo", explicou ela.

"Mas o grande ponto para a safra 2020/21 é que estamos com uma expectativa de quebra de safra e estamos com demanda muito aquecida tanto no mercado interno quanto externo", ressaltou.

Atualmente, a oferta total de milho é estimada pela Céleres em 113,3 milhões de toneladas, bem acima dos 86,9 milhões de 2015/16. No entanto, o consumo doméstico avançou 23,8% no período, para 74,4 milhões, e as exportações podem crescer quase 70% ante aquele ano, caso novas perdas na lavoura não sejam registradas, para 32 milhões de toneladas.

Com isso, o estoque final desta safra deve ficar em 6,9 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas abaixo das reservas finais de 2016. "Em termos de estoque/consumo, este é o menor patamar desde 1997", pontuou Daniely.

PRESSÃO NA INDÚSTRIA

A indústria de carnes viu os preços do milho mais do que dobrarem ao longo do último ano, para um nível recorde acima de 100 reais por saca de 60 kg, e também lida com a alta dos demais insumos, como o farelo de soja, outro componente da ração.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, concordou que as indústrias sofreram com a falta de milho em 2016, mas disse que o setor está mais preparado para enfrentar uma nova grande quebra neste ano.

"As importações de milho estão mais fortes e está havendo um movimento real de substituição de parte deste cereal pelo trigo na ração, com compras externas e também incentivo ao aumento do plantio (de trigo) no Rio Grande do Sul", disse o executivo.

Ele acrescentou que as compras antecipadas de insumos pelo setor também evoluíram desde 2016, quando muitas empresas foram surpreendidas por uma alta acentuada dos grãos.

Apesar da melhora na eficiência da indústria, o head de agronegócios da Criteria Investimentos, Rodrigo Brolo, avaliou que a quebra do milho ainda deve trazer aperto para as margens das companhias de carnes, em maior ou menor intensidade, a depender da eficiência da mesa de hedge de cada empresa.

"Serão afetadas à medida que quando os preços das commodities sobem, principalmente no caso de BRF onde milho representa custo, isso causa uma queda nas margens dos produtos negociados, pois ela não consegue repassar o custo por completo", explicou o especialista.

Alguma indicação da situação de hedge de empresas como BRF e JBS poderá ser dada nesta semana, quando ambas divulgam resultados do primeiro trimestre (na quarta-feira) e realizam teleconferências com analistas (na quinta-feira).

De acordo com o balanço da BRF referente ao segundo trimestre de 2016, o aumento de custos com grãos gerou um impacto negativo de 608 milhões de reais sobre o lucro bruto do período. No semestre, o efeito foi de 1 bilhão de reais.

No caso da Seara, do grupo JBS, o balanço da época apontou queda de 51,6% no Ebitda e de 9,41 pontos na margem, com o custo do milho sendo o principal motivo.

Questionadas sobre o possível efeito do milho nos próximos balanços, a JBS e a BRF não quiseram comentar.

Neste cenário, o presidente da ABPA prevê que a saída será elevar os preços ao consumidor, além de ajustes na produção, como no caso do frango, principalmente nas indústrias menores.

IMPORTAÇÃO FORTE

Uma alternativa para as empresas será a importação de milho.

"O setor de carnes em polvorosa com esta redução da safrinha... O quadro de oferta e demanda não se resolve no curto prazo, vamos ter que importar muito milho", disse o analista da AgRural, Fernando Muraro, evitando fazer projeções no momento.

Em 2016, quando a segunda safra recuou fortemente, o Brasil importou 2,9 milhões de toneladas de milho, o maior volume em uma série histórica do Ministério da Agricultura desde 1997.

No primeiro trimestre, as compras de milho quase dobraram ante o mesmo período de 2020, para 681 mil toneladas, com a maior parte vinda do vizinho Paraguai, enquanto o governo zerou tarifa para importação de fora do Mercosul, a pedido da ABPA.

Além disso, Santin disse que pediu reunião com o presidente Jair Bolsonaro, na tentativa de pleitear outros benefícios fiscais, como a retirada do PIS/Cofins do cereal importado.

CLIMA ADVERSO

Do ponto de vista climático, a situação atual é ainda pior do que a registrada em 2016. Baseado em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o meteorologista da Somar Celso Oliveira disse que a precipitação acumulada nos cinco primeiros meses daquele ano, além de ter sido maior comparada ao mesmo período de 2021, foi mais bem distribuída.

No município de Cascavel (PR), por exemplo, a precipitação acumulada entre janeiro e maio de 2016 foi de 823,1 milímetros (mm). No mesmo intervalo de 2021, até a semana passada, este número ficou em 514,8 mm na região.

Em abril, a chuva chegou a 40,4 mm na cidade paranaense em 2016, contra apenas 3,8 mm em abril deste ano.

Até mesmo em Mato Grosso, onde o clima foi um pouco mais favorável, a precipitação de 48,6 mm vista em Campo Verde (MT) no mês passado está abaixo dos 112,7 mm de abril de 2016.

Oliveira alertou que, por enquanto, não há previsão clara sobre a ocorrência de geadas em junho, mas a neutralidade climática (sem fenômenos El Niño e La Niña) aumenta as chances de entrada de frio mais intenso, o que poderia prejudicar ainda mais a produtividade da segunda safra de milho.

Aço e minério de ferro têm novas máximas na China e analistas alertam sobre riscos

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PEQUIM (Reuters) - Os futuros de commodities ligadas ao ferro na China, incluindo minério de ferro e aço, fecharam em máximas recorde nesta quarta-feira, levando analistas a alertar o mercado sobre riscos em meio aos preços nas alturas.

O contrato de referência do vergalhão de aço na bolsa de Xangai avançou 2,2%, para 6.171 iuanes por tonelada, um recorde.

O minério de ferro mais ativo na bolsa de commodities de Dalian saltou 2,9%, para 1.337 iuanes por tonelada.

"Embora ainda estejamos em um mercado altista, a rápida elevação dos preços no curto prazo acumulou riscos e há possibilidade de um ajuste", disseram analistas da SinoSteel em nota.

Apesar do mercado aquecido para produtos de metal nos últimos meses, a região sul da China está para entrar em uma temporada de chuvas que pode potencialmente impactar a demanda por materiais de construção.

A SinoSteel disse ainda que o minério de ferro foi apoiado significativamente pela intensificação das tensões na relação entre China e Austrália. Ela acrescentou que a possibilidade de limitação às importações de minério de ferro da Austrália é muito pequena, mas que o sentimento pode afetar o mercado no curto prazo.

Produção de milho na China deve crescer 4,3% em 2021/22, diz ministério

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PEQUIM (Reuters) - A produção de milho de 2021/22 da China deverá aumentar 4,3%, com impulso de um aumento da área plantada e das produtividades, disse o Ministério da Agricultura chinês nesta quarta-feira.

A previsão é que a China produza 271,81 milhões de toneladas de milho no ano de 2021/22, ante 260,67 milhões de toneladas no ciclo anterior, disse a pasta.

A área de plantio de milho deste ano deverá aumentar 3,4% para 42,67 milhões de hectares, com os agricultores dispostos a expandir a área de plantio em busca de maiores ganhos.

As estimativas aparecem no momento em que os preços do milho na China atingem níveis recordes devido à oferta restrita, depois que o país vendeu suas enormes reservas estatais, enquanto tufões prejudicaram a colheita no ano passado.

Na semana passada, um órgão de análises oficial divulgou suas estimativas sobre a produção e a área plantada para a safra 2021/22.

Analistas, no entanto, disseram que as previsões oficiais sobre o aumento da produção e da área plantada de milho podem ser um pouco conservadoras.

"No que me diz respeito, as vendas de sementes de milho no nordeste (da China) estão muito altas este ano. Parece que o aumento da área plantada com milho vai exceder em muito a expectativa (oficial)", disse um analista, que não quis ser identificado devido à sensibilidade do assunto.

Os agricultores da região nordeste, importante área produtora do país, estão mais inclinados a mudar do cultivo de soja e beterraba para o milho, de acordo com o relatório.

A expectativa é de que a produtividade do milho no ano de 2021/22 aumente 0,8% em relação ao ano anterior, devido às condições favoráveis ​​do solo durante o plantio da primavera e às variedades melhoradas, disse o relatório.

As importações chinesas de milho em 2021/22 foram estimadas em 20 milhões de toneladas, de 22 milhões de toneladas anteriormente, de acordo com o relatório.

As importações de grãos pela China em 2020 atingiram um recorde em meio aos altos preços do milho doméstico.

Enquanto isso, a área plantada com soja deve cair 5,4% em relação ao ano anterior, para 9,35 milhões de hectares, conforme alguns agricultores nas principais áreas de produção mudam para o milho.

Real pode manter valorização no curto prazo, mas será pressionado depois por fiscal e Fed, diz Itaú

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SÃO PAULO (Reuters) - O real pode continuar a se fortalecer "mais intensamente" no curto prazo, passado o "susto" com a inflação nos Estados Unidos, mas a moeda brasileira voltará a ser pressionada mais para o fim do ano pelas recorrentes incertezas fiscais domésticas e pelo debate sobre redução de estímulos nos EUA, disse o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita.

Em 2021, a taxa de câmbio ainda deve se beneficiar dos preços mais altos das commodities e da posição relativa da política monetária brasileira em relação à dos EUA --o BC aqui sobe os juros, enquanto o Fed ainda promete manter as taxas perto de zero.

"Mas não vai ser tanto esse o caso no ano que vem", disse Mesquita ao se referir à situação da política monetária norte-americana em 2022, quando, segundo o economista, o Fed deverá reduzir estímulos, diminuindo a oferta de dólares no sistema.

Os mercados reagiam com forte alta do dólar em todo o mundo nesta quarta a dados mostrando que a inflação ao consumidor norte-americano teve em abril a maior alta em quase 12 anos, o que voltava a turbinar expectativas de alta de juros e corte de estímulos nos EUA.

"Também a gente admite que pode ter preços de commodities sustentados por mais tempo, alguns trimestres, mas a gente não acha que estamos num novo superciclo de commodities, que seria positivo para o real", afirmou.

Mesquita explicou que o superciclo de "dez, 15 anos atrás" teve muita relação com o estágio de desenvolvimento da economia chinesa na época, que hoje está diferente.

"As commodities ajudam um pouco (o real), mas nem tanto. A política monetária ajuda, mas nem tanto. E o risco fiscal segue elevado", resumiu o ex-diretor do Banco Central.

O Itaú projeta que o dólar fechará este ano em 5,30 reais, indo a 5,50 reais ao fim de 2022. A moeda era negociada no mercado à vista em torno de 5,26 reais nesta quarta-feira.

A taxa de câmbio experimentou um importante alívio recentemente. Desde as máximas de abril, um pouco acima de 5,76 reais, o dólar acumula baixa nominal de 8,6% ante o real, com base em contratos futuros da B3. A moeda dos EUA fechou na véspera nas mínimas em quatro meses.

Ao mesmo tempo, a volatilidade implícita --uma medida de incerteza sobre os rumos da moeda brasileira-- caiu a mínimas desde março do ano passado, sugerindo menos pressão cambial no curto prazo.

Para Mesquita, a queda na volatilidade implícita pode ter a ver com as recentes altas de juros pelo BC, que já elevaram a Selic em 150 pontos-base desde março, tirando a taxa de uma mínima recorde de 2% para 3,50%.

Maioria vê retomada do PIB a nível pré-pandemia no 4º tri, mostra pesquisa do BC

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BRASÍLIA (Reuters) - Pesquisa feita pelo Banco Central com profissionais do mercado financeiro neste mês mostra que a maioria dos participantes prevê que o PIB retomará o patamar pré-Covid no quarto trimestre deste ano, com um segundo grupo mais representativo estimando que isso vai acontecer apenas no primeiro trimestre de 2022.

A questão foi colocada pelo BC em seu mais recente "questionário pré-Copom" encaminhado regularmente a mais de 100 instituições que participam do Sistema de Expectativas de Mercado do BC, fonte dos dados do relatório Focus, já publicado semanalmente pela autarquia.

A partir deste mês, o BC passa a divulgar também estatísticas agregadas compiladas a partir do questionário, encaminhado às instituições antes das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e que traz algumas perguntas adicionais às do Focus.

De um universo de 85 instituições que responderam à questão da retomada do PIB ao nível pré-Covid no questionário, 29 citaram o quarto trimestre de 2021, enquanto 23 falaram o primeiro trimestre do próximo ano. Houve desde apostas em uma recuperação já no segundo trimestre deste ano (1 resposta) até o segundo trimestre de 2023 (3).

Em relação ao mercado de trabalho, os participantes da pesquisa previram que o desemprego medido pela pesquisa Pnad-Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegará ao final do ano em 13,8%, segundo a mediana das respostas. A taxa ficou em 14,4% nos três meses até fevereiro, segundo o dado mais recente do IBGE.

Os respondentes previram, ainda, que a dívida bruta do Brasil vai atingir um pico de 97% do PIB em 2027 antes de recuar, segundo a mediana das projeções. Já no caso da dívida líquida, a projeção é que o patamar máximo, de 76%, seja alcançado em 2028. A dívida bruta fechou 2020 em 88,8% do PIB, enquanto a dívida líquida ficou em 62,7%.

Unica registra queda na produção e alta nas vendas de etanol em abril

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção de etanol do centro-sul do Brasil caiu 19,9% na segunda quinzena de abril, para 1,28 bilhão de litros, uma vez que um menor número de usinas está em operação, como reflexo da produtividade agrícola mais baixa esperada para a safra 2021/22, afirmou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) nesta quarta-feira.

Já as vendas de etanol pelas usinas na segunda parte do mês passado somaram 1,16 bilhão de litros, alta de 15% ante o mesmo período do ciclo passado, quando o consumo caiu fortemente por impacto das medidas para combater a Covid-19, comentou a Unica.

"No ano passado, a pandemia prejudicou muito o consumo de combustíveis no país. Além disso, nesse momento o etanol continua bastante atrativo ao consumidor. Esses dois elementos explicam o crescimento das vendas registrado em abril deste ano", disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em nota.

Em abril completo, as vendas de etanol pelas usinas somaram 2,15 bilhões de litros, alta de 18,4% na comparação anual.

A moagem de cana foi menor, com uma queda de 22,5% na segunda quinzena de abril, para 29,6 milhões de toneladas de cana, o que também impactou a produção de açúcar.

A fabricação do adoçante do centro-sul do Brasil cedeu 25,49%, para 1,5 milhão de toneladas.

Para Padua, "a menor moagem reflete o atraso no início da safra 2021/2022 devido à expectativa de quebra na produtividade agrícola da lavoura a ser colhida neste ciclo".

Ele explicou que a falta de chuvas no período de abril de 2020 a março de 2021 "se manifesta de forma negativa para a oferta de cana na safra iniciada no mês de abril de 2021".

"O Estado de São Paulo (maior produtor nacional) foi o mais prejudicado e deverá apresentar a maior redução da oferta de cana. Os dados de abril trazem a luz esse fato, as empresas tiveram que rever seu planejamento da safra e atrasar o início da moagem na busca da recuperação da produtividade e da melhor concentração de sacarose", destacou o diretor.

Na segunda quinzena de abril, 205 unidades estavam em operação no centro-sul, sendo 199 processadoras de cana, cinco exclusivas de etanol de milho e uma usina flex. Na mesma data da safra 2020/2021, 217 unidades já haviam iniciado o processamento de cana.

Para a primeira quinzena de maio, outras 30 unidades devem iniciar a moagem no centro-sul, segundo a associação.

IBGE reduz em 0,6% previsão de safra de café do Brasil de 2021

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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá colher em 2021 cerca de 46,7 milhões de sacas de 60 kg de café, estimou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que já com a colheita dos grãos canéforas em andamento reduziu a projeção para a safra total do país ante o mês anterior em 0,6%.

Na comparação com a safra passada, a produção total de café deverá recuar 24,3%, acrescentou o IBGE, citando uma menor produção de arábica, devido à seca e ao ano de baixa produtividade da cultura.

Segundo o IBGE, a área plantada apresenta declínio de 5,1% e a área a ser colhida, de 5,3%.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 31,8 milhões de sacas, declínio de 1% em relação ao mês anterior e de 33,2% na comparação com 2020, que teve uma produção recorde.

"Em 2021, a safra de arábica será de bienalidade negativa, o que deve resultar em uma retração expressiva da produção. Além disso, o clima quente e seco, na maior parte de 2020, principalmente, quando as flores estavam abrindo, no segundo semestre, pode ter limitado o desenvolvimento das lavouras, resultando em frutos menos pesados", disse o instituto.

Já a safra de café canéfora (robusta ou conilon) deverá atingir 15,2 milhões de sacas, crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior e aumento de 5,4% em relação a 2020.

No Espírito Santo, maior produtor brasileiro de conilon, a estimativa encontra-se em 10,4 milhões de sacas, crescimento de 0,7% em relação ao mês anterior e de 10,5% na comparação com 2020.

No próximo dia 25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá divulgar sua segunda projeção de safra de café do Brasil.

A colheita de café canéfora deve ganhar força nos próximos dias no Espírito Santo, disse na véspera o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), confirmando reportagem da Reuters da semana passada.

"Até o início de maio, o alto o percentual de grãos verdes ainda impedia grandes avanços das atividades", explicou o centro de estudos.

O Cepea disse também que catações pontuais de café arábica já têm ocorrido em todas as regiões, "mas a colheita deve ser efetivamente iniciada após a segunda quinzena de maio, ganhando ritmo em junho".

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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