Vejam o gráfico! Essa é a curva (prá baixo) da soja na Bolsa de Dalian,no fechamento desta 2a.feira!

Publicado em 31/05/2021 16:51 e atualizado em 31/05/2021 21:37 1838 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi

O gráfico abaixo mostra a posição dos vencimentos futuros da soja na Bolsa de Dalian (China). O encerramento é desta 2a.feira, 31/maio. Notem que os preços (vencimentos futuros) se encontram... na baixa.. É possível depreender, portanto, que a China reduzirá as importações aceleradas, que vinha mantendo. Pode acontecer um recuo generalizado nas compras. Especula-se, inclusive, que a China possa vender parte do enorme estoque de soja que amealhou nos últimos meses, a preços lucrativos. Comprou a 8 dólares o bushell e poderá revender entre 14 e 13 US$/bu. "Ótimo negócio pra ela", diz Maurício Bellinelo.

Confira o gráfico abaixo:

Fonte: analisecommodities.com

Fundos recuam em meio a dúvidas sobre superciclo das commodities

Por Michael Hirtzer e Yvonne Yue Li

(Bloomberg) -- O debate nos mercados de commodities sobre se o forte rali deste ano acabou ou se os preços vão subir após uma pausa continua. Por enquanto, fundos de hedge começam a recuar.

Investidores de commodities estão reduzindo apostas em mais aumentos de preços para diversas matérias-primas, como grãos, cobre e gás natural. As posições de hedge funds nesta semana em 20 das 23 commodities acompanhadas pelo índice Bloomberg Commodity mostraram a maior queda desde novembro, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities e ICE.

O clima ajuda as lavouras dos EUA e indica safras maiores, ao mesmo tempo que reduz a demanda por gás natural. Os mercados de petróleo se preparam para um aumento da oferta, e a China, maior comprador de commodities, toma medidas para segurar os altos preços das matérias-primas. Em resumo, agora há dúvidas sobre o tão alardeado superciclo das commodities, já que fatores baixistas emergem em meio a temores de inflação e preocupações com a demanda.

Os ralis podem não ter acabado, mas novos picos provavelmente dependerão da oferta e da demanda, em vez de compras especulativas de matérias-primas.

“Estamos de volta a fundamentos mais normais”, disse por telefone Don Roose, presidente da corretora U.S. Commodities em West Des Moines, Iowa, em entrevista na sexta-feira.

As fortes chuvas em partes do cinturão agrícola dos EUA devem melhorar as perspectivas da produção de milho e soja. Safras maiores ajudariam a repor os estoques globais esgotados.

As apostas líquidas na alta do milho em Chicago caíram pela sexta semana consecutiva, para o nível mais baixo desde dezembro, enquanto as posições altistas no farelo de soja foram reduzidas pela metade, segundo dados regulatórios.
Nos mercados de energia, fundos de hedge cortaram as posições líquidas compradas em gás natural em 7%, para o nível mais baixo em seis semanas, pois o aumento das temperaturas nos EUA diminui a demanda.

As posições altistas no petróleo estão no nível mais baixo em cerca de cinco meses, já que o mercado se prepara para mais oferta proveniente dos principais países produtores, incluindo o Irã.

As apostas líquidas compradas em cobre na Comex em Nova York estão no menor patamar em mais de 10 meses, enquanto a China atua para frear a alta dos preços das matérias-primas, que inclui uma política de “tolerância zero” para a acumulação do metal.

Existem algumas exceções. Os fundos mostram mais apetite pelo café arábica, e as posições líquidas compradas estão no maior nível desde novembro de 2016, já que a seca no Brasil, maior exportador, continua a ser uma preocupação.
Os investidores também voltam a apostar no ouro como proteção contra a inflação, com as apostas líquidas compradas no patamar mais alto em 20 semanas.

Senador Flávio Bolsonaro se filia ao Patriota

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(Reuters) - O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, se filiou nesta segunda-feira ao Patriota, informou a assessoria do parlamentar.

A filiação acontece menos de uma semana após ele se desligar do Republicanos.

“Com muita honra comunico minha filiação ao Patriota. Participei diretamente de sua refundação, em 2018, desde a elaboração de seu estatuto, com previsão inédita de ser o 1º partido de direita do Brasil, até a escolha do nome 'Patriota'", disse o senador em uma conta em uma rede social.

Flávio e o pai se elegeram em 2018 pelo PSL, mas no ano seguinte se desligaram da legenda em razão de divergências internas.

O presidente Jair Bolsonaro segue sem partido e já tentou, sem sucesso, a criação de uma nova legenda.

Na semana passada, após a desfiliação do Republicanos, o senador disse que seguiria os passos do pai na escolha de um novo partido.

Bolsonaro minimiza protestos do sábado e diz que "não tinha ninguém"

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro procurou minimizar nesta segunda-feira os protestos contra ele realizados no sábado em várias cidades brasileiras.

"Você pode ver os últimos movimentos aí --foi sábado ou domingo?-- não tinha ninguém na rua", disse Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

"Estava vendo agora uma televisão aí: 'nas capitais milhares vão às ruas contra Bolsonaro'. É impressionante, é impressionante!", reclamou ele, em fala transmitida pelas redes sociais.

Milhares de manifestantes pediram no sábado em diversas cidades e capitais do país o avanço na vacinação da Covid, investigação de Bolsonaro em razão da suposta negligência no enfrentamento à pandemia e até o impeachment do presidente.

Aos apoiadores, entretanto, Bolsonaro procurou desqualificar os protestos, buscando vinculá-los apenas a partidos de esquerda.

"Tem uma coisa para elogiar a esquerda neste movimento aí, o distanciamento social. Era 500 metros um do outro", ironizou ele, sob risos.

Governo libera a partir de junho R$ 693 mi para seguro rural de 2021

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SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal liberou 693 milhões de reais para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) de 2021, para contratação a partir de junho, informou o Ministério da Agricultura em nota nesta segunda-feira.

O montante representa 71% do total de 976 milhões previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional no mês de abril. Segundo o ministério, os 283 milhões de reais restantes serão liberados no segundo semestre do ano.

"Com esse apoio do governo federal, será possível fomentar a contratação de aproximadamente 115 mil apólices e proporcionar a cobertura de 7,5 milhões de hectares", disse no comunicado o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do ministério, Pedro Loyola.

Serão disponibilizados aos produtores rurais 400 milhões de reais para a contratação de apólices para as culturas de inverno, como o milho segunda safra e trigo.

Outros 200 milhões reais serão destinados para as culturas de verão como a soja, o milho primeira safra, o arroz e o feijão, informou a pasta.

O ministério ressaltou que o clima é o principal fator de risco para a produção rural. Ao contratar uma apólice de seguro rural, o produtor pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura, afirmou o governo.

Nesta temporada, o atraso no plantio de soja causado por uma estiagem e chuvas que vieram na colheita postergaram a semeadura de milho "safrinha". Diversas áreas foram plantadas com o cereal fora do período ideal e agora algumas lavouras enfrentam graves problemas com a seca.

O Ministério da Agricultura ainda disse que 65 milhões de reais irão para as frutas; 6 milhões de reais para a modalidade de seguro na pecuária; 1 milhão para florestas e mais 21 milhões para as demais culturas.

Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar, café e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola), o percentual é fixo em 40%.

CASOS ESPECÍFICOS

Do total de recursos liberados a partir de junho, 50 milhões de reais foram destinados exclusivamente para a contratação de apólices de grãos nas regiões Norte e Nordeste, sendo 20 milhões de reais para o milho primeira safra e 25 milhões para os demais grãos. "Essa medida, que teve início em 2019, tem como objetivo alavancar as contratações nessas regiões", afirmou a pasta.

"A contratação do seguro ainda está concentrada nos estados do centro-sul do país, é preciso aumentar a oferta de seguros nas demais regiões, com a inserção de novas seguradoras, criação de novos canais de distribuição, sejam nas instituições financeiras, cooperativas, revendas de insumos, além de aumentar o número de corretores de seguros especializados atuando nesse mercado", acrescentou o diretor.

Também serão alocados 50 milhões de reais para a 2ª edição do projeto-piloto voltado exclusivamente aos produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Secretário da Fazenda saúda melhora de expectativa de crescimento; pondera que continuação depende de fiscal

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SÃO PAULO (Reuters) - O secretário Especial de Fazenda, Bruno Funchal, destacou nesta segunda-feira a melhora das expectativas para o crescimento econômico, citando maior arrecadação dos Estados, mas ressalvou que a continuidade desse movimento depende de contas públicas organizadas.

Funchal é questionado neste momento por parlamentares na Comissão Temporária de Acompanhamento da Covid-19 no Senado.

Ao comentar apresentação, o secretário citou o salto das projeções do mercado financeiro para a expansão do PIB neste ano, de 3,52% uma semana atrás para 3,96% nesta segunda-feira, conforme a pesquisa Focus do Banco Central.

"São notícias boas, e essa janela de crescimento, de crescimento maior e mais sustentável, ela é muito vinculada a essa nossa organização fiscal."

  • Funchal disse que a pandemia exigiu mais gastos do governo, mas que é importante uma sinalização futura para o fiscal.

"Claro que a pandemia fez a gente gastar mais. Mas o que a gente precisa agora é mostrar que no futuro a gente vai manter as contas públicas organizadas. Reflexo disso é uma melhor base para a recuperação econômica", disse.

"A melhora fiscal não é um fim em si mesma. Ela cria condições para que a economia continue crescendo e gerando empregos", afirmou o secretário, frisando necessidade de ações que baixem a curva de juros --permitindo, assim, barateamento de investimentos e consequente geração de empregos.

BC está otimista com crescimento e vigilante com disseminação da inflação, diz Campos Neto

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BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central está otimista com a reação da economia e vigilante com a inflação, disse nesta segunda-feira o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Em intervenção em painel no Fórum de Investimentos Brasil 2021, organizado pelo governo, Campos Neto destacou que os indicadores antecedentes mostram que a economia brasileira teve uma melhora no primeiro trimestre e que o segundo trimestre está "um pouquinho melhor".

"Acho que a grande dúvida é o segundo semestre, o quanto de recuperação de serviços já veio, quanto vai vir", disse Campos Neto. "Mas a gente acha que, olhando o tema da vacinação, vai nos proporcionar uma abertura, uma possibilidade de abertura maior no segundo semestre."

Ele acrescentou que a economia parece estar reagindo melhor à segunda onda da pandemia, mesmo com os índices de hospitalizações e óbitos mais severos do que o visto na primeira onda, no ano passado.

"De uma forma geral estamos otimistas aí com o crescimento da economia, com a forma como a economia está reagindo. Estamos otimistas também com a possibilidade de reabertura no segundo semestre."

O presidente do BC disse, ainda, que ao promover uma alta de juros acima do esperado pelo mercado, a intenção foi conter a disseminação da inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu duas altas de 0,75 ponto percentual na taxa Selic desde março, a 3,5% ao ano, e indicou a intenção de promover um terceiro aperto da mesma magnitude em junho.

"O Banco Central está olhando vigilante a inflação, olhando a disseminação", afirmou Campos Neto.

EMERGENTES X DESENVOLVIDOS

Ao ser questionado sobre como a economia mundial vai emergir da crise da pandemia, Campos Neto chamou atenção para as diferenças do impacto da crise para o mundo desenvolvido e os mercados emergentes.

Ele afirmou que, ainda que o aumento do endividamento tenha sido generalizado, o aumento do fator de risco para os emergentes foi muito maior. O impacto da alta das commodities também pesou mais para a inflação nos países emergentes, onde houve desvalorização das moedas e o peso da inflação de alimentos é proporcionalmente maior. Além disso, o acesso à vacinação tem sido mais lento entre os emergentes, lembrou.

Para ele, o fator mais importante será a constatação de que esse processo inflacionário nos países desenvolvidos é temporário ou, ao contrário, de que os bancos centrais possam estar atrasados no processo de aperto monetário.

"No primeiro caso é um processo benigno para o mundo emergente, no segundo não. Acho que esse é o ponto que a gente precisa observar", afirmou.

Campos Neto disse, ainda, que o crescimento econômico no Brasil só virá com investimentos privados, o que requer credibilidade --que por sua vez está relacionada à questão fiscal. Nesse sentido, ele reforçou a importância das reformas econômicas, frisando que elas são fundamentais para o crescimento sustentável.

Dólar tem maior queda para maio desde 2009 e mercado começa junho atento a EUA

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou o último pregão de maio em leve alta nesta segunda-feira, mas nada que impedisse a moeda de contabilizar a maior queda mensal desde novembro do ano passado e a mais forte para o mês em 12 anos, com a taxa de câmbio beneficiada nas últimas semanas pela melhora das expectativas para a economia brasileira e por mais ingressos de recursos.

O dólar à vista subiu 0,20% nesta segunda, para 5,2254 reais, após oscilar entre 5,264 reais (+0,94%) e 5,1989 reais (-0,30%).

O dia foi morno, com feriados nos Estados Unidos e no Reino Unidos limitando os negócios de dois dos maiores centros mundiais de negociação de moedas --Nova York e Londres--, o que afetou o volume de operações por aqui.

Com cerca de 215 mil contratos de dólar futuro transacionados até o momento, o giro desta segunda estava 25% abaixo da média dos últimos 30 dias.

Mas a análise do mês mostra um período mais animado, especialmente para os vendedores de dólar, que lucraram com a queda de 3,79% --maior baixa percentual desde novembro passado (-6,82%) e vem depois de queda de 3,53% no acumulado de abril.

Para meses de maio, a desvalorização é a mais intensa desde 2009. Em maio daquele ano, o dólar caiu 10,26%.

A contínua fraqueza do dólar no exterior --pela expectativa de que o banco central norte-americano não subirá juros tão cedo--, a melhora das projeções de crescimento econômico no Brasil, o reforço de fluxos de recursos de exportadores, a alta de juros pelo Banco Central e notícias sobre andamento das reformas deram a investidores argumentos para alguma realização de lucros na moeda dos EUA em maio.

E o cenário parece mais promissor para o real, por ora.

"O otimismo é baseado num retorno a 'valuations' pela moeda", disse Caesar Maasry, chefe de estratégia de mercados emergentes do grupo de pesquisas do Goldman Sachs, que relatou aumento de interesse de estrangeiros por operações de "carry trade" com a moeda brasileira. Ele prevê que o dólar cairá para 5,00 reais nos próximos 12 meses.

"Nossa previsão é que o real se fortaleça nos próximos seis a 12 meses. Realmente achamos que as condições estão em curso para o real performar bem", disse Maasry.

Além do vetor local, o câmbio seguirá reagindo aos desdobramentos externos. O índice do dólar contra uma cesta de moedas de países ricos caía 1,6% no acumulado de maio, depois de perder 2,1% em abril. O índice seguia próximo de mínimas desde janeiro.

Estrategistas do Morgan Stanley preveem que o dólar lá fora fique em intervalo estreito, operando em queda neste trimestre antes de ganhar moderada tração de alta em 12 meses. Um risco para divisas emergentes viria de uma desvalorização das commodities, cujo bom desempenho recente tem amparado moedas de países exportadores de matérias-primas, caso do real.

O mercado começa junho já à espera de dados de emprego nos EUA a serem divulgados na sexta-feira. Os números poderão corroborar leitura de força da economia norte-americana ou colocar dúvidas sobre o ritmo de recuperação, o que pode ter implicações para ativos de risco em todo o mundo.

Em 2021, o dólar ainda sobe 0,65% ante o real.

Ibovespa fecha em alta e renova máximas com ajuda de Vale

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa renovou máximas históricas nesta segunda-feira, com as ações da Vale entre os principais suportes, fechando maio com o terceiro ganho mensal seguido e passando a mostrar desempenho positivo em 2021.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,34%, a 125.984,23 pontos, novo recorde de fechamento, acumulando elevação de 5,96% em maio e de 5,85% no ano, de acordo com dados preliminares.

No melhor momento da sessão, chegou a 126.101,86 pontos, recorde intradia.

O volume financeiro somava 19,3 bilhões de reais, enfraquecido pela ausência de Wall Street em razão do feriado de Memorial Day, nos Estados Unidos.

Petróleo Brent se aproxima de US$ 70/barril com perspectiva positiva de demanda

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CALGARY (Reuters) - Os preços do petróleo se firmaram nesta segunda-feira, com o Brent se aproximando da marca de 70 dólares por barril, diante do otimismo cada vez maior de que a demanda por combustíveis aumentará no próximo trimestre, enquanto investidores aguardam definições de uma reunião da Opep+ nesta semana.

A sessão contou com baixo volume de negócios, já que os mercados dos Estados Unidos e Reino Unido permaneceram fechados em razão de feriados locais nesta segunda-feira.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,60 dólar, ou 0,9%, a 69,32 dólares por barril, abaixo da máxima de 69,82 dólares apurada na sessão. O petróleo dos EUA (WTI) também avançou 0,9%, terminando o dia cotado a 66,91 dólares o barril. Ambos os contratos caminham para o segundo mês consecutivo de ganhos.

Analistas esperam que o crescimento da demanda por petróleo supere a oferta mesmo com o possível retorno da commodity iraniana ao mercado.

"Apesar das restrições de mobilidade ainda em vigor, a demanda por petróleo está se recuperando de forma dinâmica ao redor do mundo", afirmou o Commerzbank.

Venda de diesel no Brasil tem recorde para abril com alta de 27%, diz ANP

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RIO DE JANEIRO (Reuters) -As vendas de diesel por distribuidoras no Brasil cresceram 27% em abril na comparação com um ano antes, e atingiram um recorde para o quarto mês do ano, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

O volume comercializado de diesel --combustível mais consumido do Brasil-- somou pouco mais de 5 bilhões de litros em abril, ante 4 bilhões de litros no mesmo período de 2020. Na comparação com o mês anterior, no entanto, houve uma queda de 7,5% das vendas.

Em março, os volumes vendidos do combustível fóssil pelas distribuidoras já haviam batido um recorde para aquele mês, diante de uma demanda firme do agronegócio, cujo atraso da safra gigante deste ano acabou por acumular parte da colheita em um espaço menor de tempo.

A forte demanda permitiu uma alta de 10,7% nas vendas do diesel pelas distribuidoras no acumulado dos quatro primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, para aproximadamente 19,5 bilhões de litros, segundo os dados da ANP.

Anteriormente, a Petrobras havia publicado alta de 59% nas suas vendas de diesel em abril versus o mesmo mês de 2020, com recorde na comercialização de diesel S-10, com menor teor de enxofre.

Segundo a petroleira, se comparadas ao resultado de abril de 2019 --quando ainda não havia impactos de demanda decorrentes da pandemia de Covid-19-- as vendas totais de diesel de abril tiveram crescimento de 12%.

OUTROS COMBUSTÍVEIS

Com impulso do diesel e avanço também das vendas de gasolina e etanol, as vendas totais de combustíveis por distribuidoras somaram 10,8 bilhões de litros em abril, uma alta de 22% ante um ano antes.

No quatrimestre, as vendas de todos os combustíveis subiram 4,7% para 43,9 bilhões de litros.

As vendas de gasolina pelas distribuidoras cresceram 19,8% em abril frente ao mesmo mês de 2020, para cerca de 2,7 bilhões de litros. Já as vendas de etanol hidratado, seu concorrente nas bombas, avançou 25%, para 1,5 bilhão de litros.

As vendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), o chamado gás de cozinha, em contrapartida, caíram 2,6% em abril ante um ano antes.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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