Recuo da soja já tirou R$ 40 dos produtores brasileiros; e ainda tem o "desconto" do dólar sobre o Real...

Publicado em 24/06/2021 16:52 e atualizado em 24/06/2021 19:59 1620 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 5a.feira, 24/junho/21, com João Batista Olivi

Dólar ameaça perder suporte de R$ 4,90 com cenário de juros mais altos

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar emendou a quarta baixa consecutiva nesta quinta-feira, ameaçando agora o suporte psicológico de 4,90 reais e fechando no menor patamar em mais de um ano, com operadores repercutindo as sinalizações de juros mais altos emitidas pelo Banco Central e o ambiente externo positivo que empurrou Wall Street a novos recordes.

O dólar à vista caiu 1,16%, a 4,9062 reais na venda. É o menor patamar desde 9 de junho de 2020 (4,8885 reais).

A moeda oscilou entre 4,9697 reais (+0,12%) e 4,9023 reais (-1,24%) nesta sessão.

Na semana, o dólar recua 3,26%, aprofundando a queda em junho para 6,11%.

Em 2021, a cotação cede 5,50%, o que faz do real a divisa de melhor desempenho entre as principais. Trata-se de uma impressionante reviravolta, já que a moeda brasileira passou boa parte deste ano na lanterna mundial e chegou a acumular depreciação de 10,38% em 9 de março, quando o dólar bateu 5,7927 reais.

Analistas voltaram a destacar que o ajuste no câmbio segue ditado pelas expectativas sobre os rumos da política monetária doméstica.

Mais cedo, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o BC precisará adotar uma política de juros mais restritiva do que a prevista pelo mercado no relatório Focus para garantir o cumprimenta da meta de inflação em 2022. As projeções do Focus incorporadas ao cenário-base do BC apontam Selic de 6,25% ao final deste ano e de 6,50% no fim de 2022.

No mercado, as expectativas já estão migrando para a casa de 7% ao fim de 2021, patamar mais de três vezes superior à mínima histórica de 2% que vigorou até meados de março.

"É o poder dos juros", disse Roberto Serra, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos. "O real vai continuar se ajustando à mudança no estoque (de investimentos). A mudança do juro de 2% para talvez 7% é importante e se junta à percepção de que o real estava muito desvalorizado."

"Essa alteração no estoque deve continuar influenciando o mercado. E as subidas do dólar agora tendem a ser mais contidas, e quando ocorrerem vão aparecer vendas", completou, prevendo que o exportador faça mais "hedge" cambial e o importador reduza a demanda por proteção na moeda norte-americana.

No mesmo evento de mais cedo, o presidente do Banco Central avaliou que a recente trajetória de apreciação do câmbio brasileiro pode ser explicada, em parte, por uma melhora do fluxo financeiro. Essa melhora, de acordo com Campos Neto, é uma reação defasada ao superciclo das commodities --evidenciada pelos números da balança comercial-- e também a uma procura de investidores por ativos que combinem crescimento com estabilidade fiscal.

A surpresa com o cenário de juros mais altos tem sido vista não só no Brasil, sinal de que mais mercados emergentes podem terminar o ano com taxas mais elevadas em meio a leituras de inflação mais altas e a temores de debandada de capital conforme cresce o risco de redução de estímulos nos EUA.

O México elevou sua taxa de juros nesta quinta-feira, em decisão inesperada. O peso mexicano --visto por muitos como o principal rival da moeda brasileira em termos de atração de investimento externo-- saltava 1,6% nesta sessão, melhor desempenho global, com o real vindo na sequência.

O Goldman Sachs destaca que o real teve performance superior a seus pares emergentes mesmo com a liquidação em ativos de risco causada pela sinalização mais dura do Fed (o banco central norte-americano) na semana passada. A moeda da Rússia, país que também elevou os juros no começo deste mês, também foi citada como destaque.

"Embora devamos provavelmente ver mais volatilidade em uma base tática conforme o mercado digere a decisão do Fomc (que determina os juros nos EUA), essa reação de preço ressalta nosso estudo anterior de que as moedas emergentes de países que estão com juros em alta podem ter desempenho superior em um ambiente reflacionário", disseram estrategistas do banco em nota.

O bom desempenho do real nesta quinta foi turbinado ainda pelo ambiente externo pró-risco. As bolsas de valores de Nova York [.NPT] voltaram a cravar recordes, e as commodities chegaram ao fim da tarde em alta, assim como boa parte das moedas de risco, com o otimismo sobre a recuperação global e após um acordo nos EUA sobre um pacote de infraestrutura.

S&P 500 e Nasdaq fecham em máximas recordes; Dow Jones tem rali

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(Reuters) - Os índices Nasdaq e S&P 500 fecharam em máximas recordes nesta quinta-feira, com o Dow Jones também em alta depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abraçou um acordo bipartidário de infraestrutura com o Senado.

Com o enorme estímulo fiscal que ajudou a economia dos EUA a crescer a uma taxa anualizada de 6,4% no primeiro trimestre, investidores têm apostado em um acordo de infraestrutura que pode orientar a próxima etapa da recuperação da maior economia do mundo e impulsionar mais ganhos nos mercados de ações.

A fabricante de equipamentos de construção e mineração Caterpillar e a empresa aeroespacial Boeing saltaram mais de 2%, ajudando a elevar o Dow Jones.

"No curto prazo, acho que haverá algum tipo de 'compre no boato e venda no fato' nos setores de materiais básicos e industrial, mas à medida que começarmos a ver mais detalhes sobre como o dinheiro será gasto, acho que teremos um benefício contínuo", disse Sal Bruno, diretor de investimentos da IndexIQ, em Nova York.

Alimentando os ganhos do S&P 500 mais do que qualquer outra ação, Tesla Inc subiu 3,5%. O CEO da companhia, Elon Musk, disse que listará na bolsa de valores o serviço de internet via satélite conhecido como Starlink quando seu fluxo de caixa for razoavelmente previsível, acrescentando que os acionistas da Tesla poderiam obter preferência no investimento.

Microsoft teve alta de 0,5% e terminou com capitalização de mercado acima de 2 trilhões de dólares pela primeira vez.

O índice Dow Jones subiu 0,95%, a 34.197 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,581116%, a 4.266 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,69%, a 14.370 pontos.

Ibovespa fecha em alta com ânimo sobre recuperação da economia e apoio de Wall St

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira após duas quedas seguidas, embalado por perspectivas positivas de retomada da economia e pela trajetória benigna em Wall Street, que teve sessão marcada por novas máximas históricas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,85%, a 129.513,23 pontos, perto da máxima do dia (129.541,18 pontos). O volume financeiro da sessão somou 27,3 bilhões de reais.

Ainda antes da abertura dos negócios, o Banco Central elevou a projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2021, enquanto a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a confiança do consumidor atingiu máxima em sete meses em junho.

No exterior, números sobre a confiança empresarial na Alemanha também repercutiram bem, assim como dados dos EUA, que corroboraram o cenário de recuperação econômica, mas sem superaquecimento, e assim manutenção dos estímulos monetários.

Em Nova York, o Nasdaq e o S&P 500 renovaram recordes, fortalecidos ainda pela notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abraçou um acordo bipartidário de infraestrutura com o Senado.

Para o sócio da VLG Investimentos Leonardo Milane, além do efeito externo, a manutenção do Ibovespa perto das máximas tem respaldo no alívio político recente e na expectativas dos resultados das empresas do segundo trimestre.

"O encerramento do segundo trimestre deve marcar um belo ponto de inflexão em relação a crescimento econômico", afirmou, acrescentando que os balanços corporativos devem corroborar uma recente revisão por vários economistas para a expansão do PIB.

Na visão do estrategista-chefe da XP Investimentos, Fernando Ferreira, a temporada de resultados no Brasil deve ser novamente positiva. "Em vários setores, a gente sente um ânimo por parte dos empresários de que as coisas estão indo bem."

BC eleva a 4,6% projeção para crescimento do PIB em 2021

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BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 para 4,6%, ante 3,6% estimados em março, citando o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre do ano e os indicadores disponíveis para o trimestre corrente.

"Adicionalmente, recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, medidas de preservação do emprego e da renda, prognóstico de avanço da campanha de vacinação, elevados preços de commodities e efeitos defasados do estímulo monetário indicam perspectivas favoráveis para a economia", afirmou o BC em seu mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira.

O documento destaca, contudo, que o ritmo de crescimento ainda enfrenta bastante incerteza e cita como principais riscos a disseminação de novas variantes do coronavírus, custos elevados em algumas cadeias produtivas e eventuais implicações da crise hídrica.

A nova projeção do BC para o PIB segue abaixo da estimativa do mercado de crescimento de 5%, segundo a mais recente pesquisa Focus feita com analistas econômicos. Em entrevista à imprensa para comentar o relatório, o diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, disse que o mercado prevê um segundo semestre mais forte do que o esperado pela autoridade monetária.

O nosso é um belo número, mas o mercado está mais pujante", disse Kanczuk.

A revisão da projeção para o PIB foi determinada principalmente pela melhora dos prognósticos para o setor de serviços, cujo crescimento é estimado agora em 3,8%, ante 2,8% em março. As previsões para o desempenho da agropecuária e da indústria sofreram ajustes menores --respectivamente de +2% para +2,5% e de +6,4% para +6,6%.

Do ponto de vista da demanda, houve alta na previsão para o consumo das famílias, de 3,5% para 4,0%, e para a formação bruta de capital fixo (FBCF, uma medida de investimento), de 5,1% para 8,1%. Os ajustes, segundo o BC, repercutiram elevação do carregamento estatístico após os resultados do primeiro trimestre.

INFLAÇÃO

Sobre a política monetária, o BC repetiu no documento as considerações feitas em sua reunião do Copom da semana passada, quando a taxa Selic foi elevada em 0,75 ponto percentual, para 4,25%. O texto reitera que, para a próxima reunião, o Copom antevê outra alta de 0,75 ponto percentual, mas que uma deterioração das expectativas de inflação pode exigir um aperto maior.

As projeções para a inflação do RTI estão em linha com as divulgadas no comunicado do Copom, com o cenário-base apontando IPCA de 5,8% em 2021 e de 3,5% para o próximo ano.

Para o curto prazo, o BC informou que sua projeção é de inflação de 0,62% em junho, 0,39% em julho e 0,26% em agosto, acumulando alta de 1,28% no trimestre (+8,50% em 12 meses).

Kanczuk afirmou que o chamado hiato do produto, uma medida da ociosidade da economia, está negativo em 2,5% no segundo trimestre deste ano, segundo estimativa do BC, e a projeção é que ele chegue próximo a zero em 2022. Questionado em que trimestre que isso ocorreria, o diretor afirmou que não comentaria.

Juros terão de subir mais do que o previsto no Focus, indica Campos Neto

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BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central precisará adotar uma política de juros mais restritiva do que a prevista pelo mercado no relatório Focus para garantir o cumprimenta da meta de inflação em 2022, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Em entrevista coletiva à imprensa, ele lembrou que o balanço de riscos do Comitê de Política Monetária (Copom) para a inflação é assimétrico, ou seja, os riscos de que a inflação fique acima do projetado no próximo ano são maiores do que os riscos baixistas.

"Quando o balanço é assimétrico significa que você tem que elevar os juros acima do que está projetado no Focus", afirmou Campos Neto ao ser questionado se o BC terá que levar os juros acima do nível considerado neutro para garantir o cumprimento da meta de inflação em 2022.

As projeções do Focus incorporadas ao cenário-base do BC apontam Selic de 6,25% ao final deste ano e de 6,50% no fim de 2022. Campos Neto afirmou que a taxa real de juros neutra está atualmente em 3%.

O diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, complementou o raciocínio de Campos Neto, lembrando que, no cenário do BC, o juro do Focus deixa a inflação de 2022 em 3,5%, centro da meta para o ano.

"Como há uma assimetria no balanço de riscos, isso significa que você tem que mirar uma inflação um pouco mais abaixo, tem uma gordurinha por causa da assimetria, você tem que praticar uma política monetária menos estimulativa do que os juros do Focus", afirmou.

O presidente do BC também negou que o Copom tenha evitado promover uma alta maior dos juros em sua reunião da semana passada pelo fato de não ter ainda comunicado ao mercado essa intenção. A Selic foi elevada em 0,75 ponto percentual, para 4,25%, mas na ata o colegiado informou que foi considerada a possibilidade de um aperto maior. O BC também informou a intenção de levar os juros para patamar considerado neutro.

"Eu só queria enfatizar que eu li alguns comentários de que grande parte da decisão teria sido tomada por não ter comunicado. Queria enfatizar que isso não é verdade, a gente poderia ter comunicado, a gente teve muitas oportunidades para comunicar", disse Campos Neto.

"Mas a gente esperou porque a gente achava que esse debate sobre esses fatores que foram mencionados agora era um debate bastante enriquecedor e ia nos dar um horizonte de atuação mais eficiente", disse Campos Neto. Ele citou como alguns dos principais temas discutidos na reunião a inflação de serviços e a ancoragem das expectativas de inflação.

"Discutimos muito também o tema de o que influencia expectativas em termos da função reação, se é mais a taxa (de juros) final, o quanto que a velocidade influencia nisso", disse Campos Neto.

Segunda safra de milho do Paraná cai abaixo de 10 mi t por seca, prevê Deral

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SÃO PAULO (Reuters) - A segunda safra de milho do Paraná 2020/21 foi estimada em 9,8 milhões de toneladas, apontou levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), que reduziu nesta quinta-feira sua projeção em 500 mil toneladas ante o total estimado em maio devido ao impacto da seca.

Até o momento as perdas totais na segunda safra de milho no Paraná, segundo produtor brasileiro do cereal, são estimadas em 4,9 milhões de toneladas, de acordo com o especialista do Deral Edmar Gervásio, que não descarta novas reduções à medida que a colheita avance.

Ele ainda citou preocupações com previsões de geadas.

"Não só geada, mas ainda (a produção) pode ter reflexos da seca, com o início mais forte da colheita no próximo mês podemos ter um cenário mais efetivo da produtividade no campo", disse ele à Reuters.

Com relação a geadas, ele confirmou indicações meteorológicas, mas disse que só é possível ter confirmação do fenômeno climático, previsto para a semana que vem, mais perto do evento.

"O Simepar está prevendo geada pra semana que vem, mas a acuracidade é muito pequena com este prazo, normalmente com 48 horas é mais realista."

Na temporada passada, o Paraná colheu quase 12 milhões de toneladas na segunda safra.

Essa queda esperada ocorre após produtores ampliarem a área plantada em cerca de 10%, para 2,5 milhões de hectares, de olho nos bons preços e desafiando o calendário por conta de um atraso na colheita de soja.

Previsões mudam e modelos passam a apontar risco de geada para parte do milho do Brasil

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SÃO PAULO (Reuters) - As previsões climáticas mudaram e agora apontam para a intensificação de uma massa de ar polar que indica riscos de geadas para o milho do Paraná e Mato Grosso do Sul, principalmente, no início da próxima semana, de acordo com a Rural Clima.

Na segunda-feira, a empresa de meteorologia divulgou avaliação de que o mês de junho terminaria sem geadas nessas áreas, afastando a possibilidade de novas quebras de safra para o milho, que já sofreu fortemente com a seca após um plantio atrasado.

A Somar Meteorologia também afirmou, no início da semana, que não havia previsão de geadas para áreas de milho pelos próximos 15 dias.

Segundo o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, os modelos passaram a acusar, entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, a previsão da chegada de frio mais intenso na próxima semana.

"Os modelos começaram a sinalizar a possibilidade de uma geada até que severa para várias regiões produtoras do Sul do Brasil", disse ele.

"O risco está gigante se a massa de ar polar continuar avançando com a mesma amplitude. Vai pegar em cheio o milho safrinha do sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina...", acrescentou ele.

Esse "risco gigantesco" seria para segunda, terça e quarta-feira da próxima semana, disse Santos, explicando que essas mudanças de projeções apresentadas pelos modelos são normais e precisam ser acompanhadas.

Uma pesquisa da Reuters apontou na terça-feira uma forte redução na produção de milho do Brasil, com a safra total sendo estimada em menos de 94 milhões de toneladas em 2020/21, mas por conta da seca que atingiu as lavouras nos últimos meses.

Áreas mais ao norte do país, incluindo regiões de café, também enfrentarão um frio mais intenso, mas provavelmente sem geadas.

"Acho que o café sai meio que ileso, mas temos que olhar."

Geada para o café poderia ter algum impacto na próxima safra, uma vez que a atual está sendo colhida, tendo a colheita atingido já cerca de 40% da produção estimada.

RISCO MAIOR NO OESTE

Com relação ao milho do Paraná, segundo Estado produtor do cereal no Brasil, que costuma sentir mais os efeitos de geadas, quando acontecem, será preciso acompanhar a intensidade do frio.

O norte do Estado, que não costuma sofrer muito com geadas neste período, é onde está grande parte da área de milho suscetível a perdas pelo frio, nas fases de desenvolvimento/frutificação.

Mas a região oeste, também importante produtora de milho no Paraná e onde geadas podem acontecer, segundo a previsão, só estaria praticamente livre de qualquer problema advindo do frio se não houver temperaturas congelantes nos próximos 20 dias, disse no início da semana o especialista do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio.

Ele confirmou indicações meteorológicas, mas disse que só será possível confirmar o fenômeno climático, previsto para a semana que vem, mais perto do evento.

"O Simepar está prevendo geada pra semana que vem, mas a acuracidade é muito pequena com este prazo, normalmente com 48 horas é mais realista."

A segunda safra de milho do Paraná 2020/21 foi estimada em 9,8 milhões de toneladas, apontou levantamento do Deral, que reduziu nesta quinta-feira a projeção em 500 mil toneladas ante o total previsto em maio devido ao impacto da seca.

Gilmar Mendes estende suspeição de Moro a outros processos contra Lula

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes estendeu nesta quinta-feira a mais dois casos a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro declarada inicialmente pela corte por atuação parcial no julgamento do processo do tríplex do Guarujá (SP) que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Decisão do ministro aponta que há identidade fática e jurídica e que é dever do tribunal declarar a suspeição de Moro, "por isonomia e segurança jurídica", nas ações penais que tratam do sítio de Atibaia e de imóveis do Instituto Lula.

Na véspera, o plenário do STF concluiu julgamento que confirmou atuação parcial de Moro no julgamento do processo do tríplex do Guarujá (SP), anulando toda a ação, inclusive provas colhidas durante a instrução processual. O plenário manteve decisão anterior da Segunda Turma do STF nesse sentido.

"Nos três processos, houve a persecução penal do paciente em cenário permeado pelas marcantes atuações parciais e ilegítimas do ex-juiz Sergio Fernando Moro. Em todos os casos, a defesa arguiu a suspeição em momento oportuno e a reiterou em todas as instâncias judiciais pertinentes", argumentou Mendes, na decisão desta quinta-feira.

"Além disso, diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antônio Palocci Filho com finalidades eleitorais em meio ao pleito em curso naquele momento, entre outros", apontou.

A decisão de Gilmar Mendes referente aos dois processos anula os atos decisórios de Moro incluindo os praticados na fase pré-processual.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters/T&D

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