USDA aponta que faltarão 5 mi/t para fechar as contas da safra; e não tem de onde sair essa soja.

Publicado em 12/07/2021 16:19 e atualizado em 12/07/2021 19:07 2608 exibições
Tempo & Dinheiro - com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 2a.feira, 12/julho/21, com João Batista Olivi

USDA reduz previsão de safra de milho 20/21 do Brasil, e mantém o da soja

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(Reuters) - A previsão de produção de milho 2020/21 do Brasil, cuja colheita da segunda safra está em andamento, foi reduzida para 93 milhões de toneladas, ante 98,5 milhões estimados no mês anterior, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) nesta segunda-feira.

Apesar do recuo, a projeção ficou acima da média de 14 analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam que o USDA indicasse safra de 92,21 milhões de toneladas para o cereal.

A segunda safra de milho do país foi fortemente afetada por problemas climáticos, com seca e depois geadas em algumas das principais regiões produtoras.

O órgão do governo americano ainda manteve sua projeção para a safra de soja brasileira 2020/21 em 137 milhões de toneladas, enquanto a média dos analistas previa queda para 136,8 milhões de toneladas.

Para a próxima temporada (2021/22), o USDA manteve as projeções para produção de soja e milho do Brasil em 144 milhões e 118 milhões de toneladas, respectivamente.

USDA eleva previsão para safra de milho dos EUA, e mantém estimativa para soja americana

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(Reuters) - O governo dos Estados Unidos elevou sua previsão para a safra de milho do país nesta segunda-feira, superando a média das estimativas dos analistas, apesar de algumas preocupações sobre as condições de seca em áreas de cultivo importantes durante junho.

As perspectivas para a safra de soja permaneceram inalteradas, embora essa cultura ainda esteja em estágios iniciais de desenvolvimento.

A safra de milho foi estimada em 15,165 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 179,5 bushels por acre, e a safra de soja em 4,405 bilhões de bushels, com base em um rendimento de 50,8 bushels por acre, de acordo com o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

Os analistas esperavam uma produção de milho de 15,115 bilhões de bushels com um rendimento de 178,8 bushels por acre e uma produção de soja de 4,394 bilhões com um rendimento de 50,7 bushels por acre.

Há um mês, o USDA previa a colheita de milho em 14,990 bilhões de bushels, com um rendimento de 179,5 bushels por acre.

Vendas de soja atingem 34,6% da safra 21/22 em MT, diz Imea; preço menor desacelera negócios

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SÃO PAULO (Reuters) -A comercialização da safra de soja 2021/22 de Mato Grosso, que será plantada a partir de setembro, chegou a 34,58% da produção esperada, atrás do registrado no mesmo período do ano anterior em meio a um recuo nos preços em dólar, embora haja avanço nas vendas ante a média histórica, disse o Imea nesta segunda-feira.

No mês anterior, os produtores haviam negociado 32,5% da oleaginosa, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

Na mesma época da temporada 2020/21, quando as vendas estavam aceleradas, sojicultores já tinham comercializado 46,99% da produção futura. Já a média dos últimos cinco anos para esta época do ano indica 25,28%.

Para a safra atual (2020/21), as vendas estão na reta final e alcançaram 89,95% da produção, abaixo dos 95,78% vistos no mesmo período de 2019/20, e um pouco acima da média histórica de 88,74% para o período.

"Essa desaceleração nas negociações presentes e futuras é justificada pela instabilidade na bolsa de Chicago com o recuo nos preços do grão", disse o Imea em boletim à parte.

O instituto citou o movimento do dólar como um fator de pressão para as cotações da soja, visto que a moeda caiu 4,98% no mês de junho, "atingindo assim a mínima de 4,91 reais, patamar que não era registrado desde junho de 2020".

Neste cenário, o Imea ressaltou que houve uma diminuição de 6,31 pontos percentuais no preço médio da soja 2021/22 quando comparado com maio, estimado em 137,24 reais por saca. Para a oleaginosa da temporada atual, a queda mensal de preço foi de 4,88 pontos, a 153,75 reais.

MILHO E ALGODÃO

Assim como na soja, o Imea apontou a queda no preço do milho para a safra 2021/22 como um fator que pautou um ritmo mais lento nas negociações. Segundo o instituto, a retração foi de 8,85% no comparativo mensal.

Com isso, o volume negociado avançou apenas 2,27 pontos percentuais ante o mês anterior, para 25,6% da produção esperada para a próxima safra. "Os produtores aguardam cenários menos voláteis para fecharem novos negócios", disse em boletim.

Para o ciclo atual, houve avanço de 2,50 pontos na variação mensal e as vendas do cereal chegaram a 79,91% da produção esperada no Estado já negociada.

"Com relação ao preço, as cotações apresentaram queda de 10,26% ante a maio, com valor médio de 62,92 reais por saca. Cabe ressaltar que é a primeira vez, em 12 meses, que o preço médio comercializado não apresenta alta quando comparado ao mês anterior."

Para o algodão, as vendas da safra nova estão abaixo tanto do ano anterior quanto da média histórica. Segundo o Imea, foram negociados 31,02% da produção esperada para 2021/22, ante 35,7% um ano antes e média de 38% para os últimos cinco anos.

O instituto ainda informou que a comercialização da pluma do ciclo atual chegou a 78%, versus 79,16% um ano antes e média histórica de 74,95%.

Cuba atribui protestos à interferência dos EUA; Biden apoia protestos

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HAVANA (Reuters) - Cuba atribuiu protestos históricos contra o governo que aconteceram no fim de semana à "asfixia econômica" dos Estados Unidos e a campanhas de uma minoria de contrarrevolucionários com financiamento norte-americano nas redes sociais, enquanto o presidente dos EUA, Joe Biden, disse estar ao lado do povo cubano.

As ruas de Havana estavam tranquilas nesta segunda-feira, embora houvesse uma forte presença policial. As suspensões da internet móvel --única forma que muitos cubanos têm de acessar a web-- eram frequentes.

Cantando "liberdade" e pedindo a renúncia do presidente Miguel Díaz-Canel, milhares de cubanos se uniram aos protestos de rua, de Havana a Santiago, no domingo, nas maiores manifestações antigovernamentais na ilha comunista em décadas.

Ao menos 80 manifestantes, ativistas e jornalistas independentes foram detidos em todo o país desde o domingo, de acordo com o grupo de direitos no exílio Cubalex.

"Está se tornando impossível morar aqui", disse Maykel, morador de Havana de 21 anos que não quis informar o sobrenome por medo de retaliação. "Não sei se isto pode acontecer novamente, porque no momento Havana está militarizada".

"Mesmo assim, os cubanos estão perdendo o medo", disse.

Outros entrevistados pela Reuters, no entanto, disseram esperar que não haja mais protestos, citando temores de violência e dizendo que preferem que haja mais diálogo.

Os protestos eclodiram em meio à mais profunda crise econômica de Cuba desde a queda da antiga aliada União Soviética e uma disparada de infecções de Covid-19 que deixa alguns hospitais à beira do colapso em um país que se orgulha de seu sistema de saúde.

O endurecimento das sanções norte-americanas de décadas no governo do ex-presidente Donald Trump e a pandemia exacerbam a escassez de alimentos e remédios, assim como os blecautes.

Uma minoria de contrarrevolucionários está fomentando tumultos, disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, em um pronunciamento televisionado de mais de quatro horas de duração ao lado de seu gabinete. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, culpou mercenários financiados pelos EUA. O Departamento de Estado norte-americano não comentou de imediato.

Os protestos seguiram o lançamento de uma campanha "SOS Cuba" nas redes sociais pedindo ajuda humanitária, que o governo disse ser uma tentativa disfarçada de semear agitação.

Díaz-Canel denunciou o vandalismo ocorrido durante as manifestações.

"Eles atiraram pedras em casas de câmbio estrangeiras, roubaram itens... e contra as forças policiais, eles viraram carros – um comportamento totalmente vulgar, indecente e delinquente", disse.

Mas o presidente disse que partidários do governo finalmente restauraram a ordem, depois de, no domingo, instruí-los a lutar e "defender a revolução" - ordens que causaram consternação entre alguns cubanos.

Testemunhas da Reuters viram manifestantes de Havana confrontados por contramarchas pró-governo menores no domingo, enquanto policiais impediam sua tentativa de chegar à Praça da Revolução.

A Anistia Internacional disse ter recebido com alarme relatos de "blecautes da internet, prisões arbitrárias, uso de força excessiva – incluindo policiais disparando em manifestantes". A Reuters não conseguiu verificar de imediato e de forma independente o uso de armas de fogo.

EUA estão com o povo cubano pedindo liberdade e alívio da pandemia, diz Biden

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WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão ao lado do povo de Cuba em seus apelos por liberdade e alívio da pandemia de coronavírus e de décadas de repressão, disse o presidente Joe Biden nesta segunda-feira.

Bradando "liberdade" e pedindo a renúncia do presidente Miguel Díaz-Canel, milhares de cubanos se uniram em protestos de rua de Havana a Santiago no domingo, as maiores manifestações contra o governo na ilha comunista em décadas.

"Estamos com o povo cubano em seu apelo por liberdade e alívio do flagelo trágico da pandemia e das décadas de repressão e sofrimento econômico aos quais ele é submetido pelo regime autoritário de Cuba", disse Biden em um comunicado.

Os protestos irromperam em meio à pior crise econômica de Cuba desde o fim da União Soviética, sua antiga aliada, e uma disparada recorde de infecções de coronavírus. Pessoas expressaram revolta com a escassez de produtos básicos, as limitações às liberdades civis e à maneira como as autoridades lidam com a pandemia.

"O povo cubano está afirmando bravamente direitos fundamentais e universais. Estes direitos, incluindo o direito ao protesto pacífico e o direito de determinar livremente seu próprio futuro, precisam ser respeitados", afirmou Biden.

"Os Estados Unidos pedem que o regime cubano ouça seu povo e atenda suas necessidades neste momento vital, ao invés de se enriquecer."

Ainda nesta segunda-feira, pouco antes de Biden emitir seu comunicado, Díaz-Canel culpou as sanções norte-americanas, que foram endurecidas nos últimos anos, por problemas econômicos como a escassez de remédios e blecautes que atiçaram protestos incomuns no final de semana.

Forças de segurança venezuelanas "ameaçam" Guaidó e prendem aliado, diz oposição

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CARACAS (Reuters) - O líder da oposição venezuelano Juan Guaidó disse nesta segunda-feira que as forças de segurança o "ameaçaram" de prisão em seu prédio, e um porta-voz da oposição afirmou que um aliado próximo de Guaidó foi preso.

A mulher de Guaidó, Fabiana Rosales, havia dito anteriormente que as forças de segurança entraram em seu prédio para tentar deter Guaidó. Mais tarde, o líder da oposição declarou a repórteres reunidos em frente ao edifício de Caracas que as forças haviam partido.

"A perseguição e as ameaças não vão nos parar", disse Guaidó, que em 2019 foi reconhecido por dezenas de países, incluindo os Estados Unidos, como legítimo chefe de Estado da Venezuela com base em uma suposta fraude do presidente Nicolás Maduro em sua reeleição em 2018.

Na manhã de segunda-feira, as forças de segurança prenderam Freddy Guevara, um aliado próximo de Guaidó, de acordo com um porta-voz do gabinete de Guaidó, acrescentando que Guevara foi levado para a prisão de Helicoide, em Caracas.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Maduro classifica Guaidó como fantoche dos EUA e o acusa de conspirar para derrubá-lo em um golpe.

S&P 500 e Nasdaq atingem novas máximas com foco em balanços e dados econômicos

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Por Devik Jain e Shreyashi Sanyal

(Reuters) - Os índices Nasdaq e S&P 500 tocaram novas máximas históricas nesta segunda-feira, com investidores aguardando o início da temporada de balanços do segundo trimestre e uma série de dados econômicos.

O Nasdaq, pesado em tecnologia, reduziu os ganhos momentos depois de atingir um novo pico, enquanto seis dos 11 principais setores do S&P avançavam no início do pregão.

Os setores do S&P de tecnologia, serviços de comunicação e consumo discricionário -- que abrigam as gigantes Tesla, Apple, Facebook e Amazon.com -- lideravam os ganhos.

As ações de energia e outros setores ligados à economia caíam após uma forte recuperação na sexta-feira.

O índice bancário avançava 0,5%, com JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America e outros grandes credores ganhando antes da divulgação de seus balanços, a partir de terça-feira.

O foco também estará sobre vários relatórios econômicos, incluindo dados importantes de inflação e vendas no varejo dos Estados Unidos desta semana. O mercado também acompanhará o depoimento do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso norte-americano na quarta e quinta-feiras, em busca de sinais sobre a inflação e o cronograma de aperto monetário gradual do banco central.

Às 11:53 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,26%, a 34.962 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,257235%, a 4.381 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,03%, a 14.707 pontos.

Tesla leva Wall Street a fechar em máximas recordes

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(Reuters) - Os principais índices de Wall Street terminaram esta segunda-feira em máximas recordes, impulsionados pelas ações da Tesla, enquanto investidores aguardam o início da temporada de balanços do segundo trimestre e uma série de dados econômicos.

Os setores de finanças, serviços de comunicação e imobiliário estiveram entre os líderes do S&P 500.

De acordo com dados preliminares, o Dow Jones fechou em alta de 0,37%, a 35.000,39 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,35%, a 4.384,75 pontos, e o Nasdaq subiu 0,21%, a 14.733,24 pontos.

Ibovespa avança puxado por Vale após semana negativa; Embraer sobe

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, com as ações da Vale entre os principais suportes na esteira da alta dos preços do minério de ferro na China, enquanto o noticiário corporativo destacava os papéis de Embraer e Banco Inter.

Às 11:49, o Ibovespa subia 0,93%, a 126.599,49 pontos. O volume financeiro somava 8,2 bilhões de reais.

O primeiro pregão da semana também é marcado por ajustes ao movimento de alta na sexta-feira em Wall Street uma vez que a bolsa paulista esteve fechada em razão do feriado em São Paulo pelo Dia da Revolução Constitucionalista.

Nesta sessão, em Nova York, o Nasdaq e S&P 500 renovaram máximas históricas, com investidores aguardando o início da temporada de balanços do segundo trimestre e dados econômicos.

A alta do Ibovespa também ocorre após uma semana negativa, afetada pelo exterior menos favorável e um clima político cada vez mais conturbado no país, que afastaram o principal índice da bolsa paulista ainda mais do seu recorde.

"Com o aumento da instabilidade política e preocupações com o avanço da variante delta do Covid, investidores se tornam mais céticos com o momento atual do mercado brasileiro", observou a equipe da Genial Investimentos.

DESTAQUES

- VALE ON subia 1,9%, com o setor de mineração e siderurgia como um todo com forte valorização, em meio à alta dos preços do minério de ferro e do aço na China.

- EMBRAER ON avançava 6,3% após informar que recebeu pedido firme para 30 jatos E195-E2 e direito de compra de mais 50 aeronaves do mesmo modelo da Porter Airlines. O pedido já fora divulgado em maio, com o anúncio desta segunda-feira incluindo os direitos de compra e o cliente.

- BANCO INTER UNIT avançava 2,3%, após prévia operacional do segundo trimestre, quando atingiu 12 milhões de clientes, mais do que dobrando sua base ante o mesmo período do ano anterior. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN valorizavam-se 0,5% e 1,3%.

- PETROBRAS PN tinha variação positiva de apenas 0,15%, tendo de pano de fundo o declínio dos preços do petróleo no mercado externo. No setor, PETRORIO ON recuava 0,9%.

- JHSF ON subia 1,7%, após reportar crescimento de 63,9% nas vendas contratadas no segmento de incorporação no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 556,8 milhões de reais.

- COSAN ON avançava 4,75%, tendo no radar reportagem do jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira de que o governo paulista quer renovar a concessão da Comgás. (https://bit.ly/3hzksXr), controlada da Cosan. COMGAS PNA subia 1,3%.

- CVC BRASIL ON tinha elevação de 3,4%, buscando uma recuperação após alguma correção de baixa desde o final do mês passado. Apenas na última semana, a ação havia acumulado declínio de quase 6%. No ano, ainda sobe cerca de 33%.

- MARFRIG ON perdia 1,1%, em sessão de fraqueza de papéis de proteína, com JBS ON caindo 0,65% e MINERVA ON estável. BRF ON recuava 0,4%.

- CARREFOUR ON caía 1,7%, ampliando as perdas desde que encostou em máximas históricas no mês passado, mas com preços ainda superiores aos registrados antes do anúncio em março. No setor, GPA ON registrava elevação de 0,2%.

- BK BRASIL ON, que não está no Ibovespa, avançava 4,4%, após a responsável pelas franquias das redes Burguer King e Popeyes no país fechar acordo para operar a Domino's Pizza no Brasil.

Dólar fecha em queda de 1,61%, a R$5,1736 na venda

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Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu acentuadamente contra o real nesta segunda-feira, quebrando uma longa sequência de altas diárias consecutivas, em meio à redução dos receios em torno da reforma tributária e à perspectiva de juros mais altos no Brasil.

A moeda norte-americana à vista caiu 1,61%, a 5,1736 reais na venda, sua maior desvalorização diária desde 6 de maio deste ano (-1,612%). Mais cedo, na mínima do pregão, o dólar chegou a tocar 5,1639 reais na venda.

Receita projeta aumento de R$ 2,47 bi na arrecadação em 2022 com reforma no Imposto de Renda

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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A reforma do Imposto de Renda deve gerar um impacto total de 2,47 bilhões de reais em aumento de arrecadação em 2022, de acordo com detalhamento das projeções divulgado pela Receita Federal nesta segunda-feira.

De acordo com o documento, o valor passa a 1,6 bilhão de reais em 2023 e chega a 2,08 bilhões em 2024.

O maior impacto em 2022 vem da mudança no IR para o mercado financeiro, com resultado positivo de 14,19 bilhões de reais. Entretanto, nos dois anos seguintes, o resultado é praticamente neutro.

Ainda segundo a Receita, em 2022 as mudanças de taxação de dividendos, IRPJ e ajuste nas regras da CSLL das empresas resultarão em um ganho de 900 milhões de reais, saltando a 18,43 bilhões e 19,50 bilhões respectivamente nos dois anos seguintes.

Por outro lado, as mudanças na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física geram perda de 13,50 bilhões de reais no próximo ano, com os resultados negativos subindo a 14,46 bilhões e 15,44 bilhões de reais em seguida.

A Receita calculou ainda o impacto das mudanças no IRPF de bens imóveis, com resultado positivo de 880 milhões de reais em 2022 mas perdas de 2,45 bilhões e 2,03 bilhões respectivamente em 2023 e 2024.

O detalhamento dos dados foi divulgado duas semanas depois de o governo ter encaminhado à Câmara dos Deputados sua proposta de reforma do Imposto de Renda, prevendo redução da alíquota sobre empresas, aumento do limite de isenção para pessoas físicas e a introdução da tributação sobre dividendos pagos aos investidores, com alíquota de 20%.

Preços do petróleo recuam em meio a temores com economia

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NOVA YORK (Reuters) - O petróleo recuou nesta segunda-feira devido a preocupações de que a disseminação de variantes da Covid-19 prejudique a recuperação econômica global que trouxe a demanda por combustíveis para níveis próximos aos pré-pandemia, embora a oferta restrita da commodity tenha impedido que os preços caíssem ainda mais.

O petróleo Brent para setembro fechou em queda de 0,39 dólar, ou 0,5%, a 75,16 dólares por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) para agosto fechou cotado a 74,10 dólares o barril, queda de 0,46 dólar, ou 0,6%.

Ambas as referências recuaram cerca de 1% na semana passada, interrompendo um rali que havia levado tanto o WTI quanto o Brent a patamares que não eram vistos desde outubro de 2018.

Tóquio voltou a impor restrições relacionadas à pandemia devido a preocupações com as infecções pelo coronavírus, menos de duas semanas antes de a cidade sediar os Jogos Olímpicos.

"Isso gerou, mais uma vez, temores no mercado quanto à recuperação da demanda", disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. "A Ásia, obviamente, é essencial. É um centro-chave de demanda, e este é um grande revés."

A disseminação de novas variantes e a desigualdade do acesso a vacinas ameaçam a recuperação econômica global, afirmaram ministros das Finanças do G20 neste final de semana. Os comentários pesaram sobre o cenário da demanda por petróleo.

Preços de exportação de trigo da Rússia recuam

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MOSCOU (Reuters) - Os preços de exportação do trigo da Rússia recuaram na semana passada devido à forte queda nos preços do trigo em Chicago e Paris, assim como à chegada da nova safra na Rússia, conforme afirmaram analistas nesta segunda-feira.

A nova safra de trigo russo com carregamento de 12,5% de proteína nos portos do Mar Negro e para abastecimento em agosto foi de 238 dólares por tonelada FOB, no final da semana passada, queda de 4 dólares em relação à semana anterior, afirmou a consultoria agrícola IKAR em nota.

Outra consultoria, a Sovecon, registrou uma queda de 12 dólares para 234 dólares a tonelada de trigo. A cevada recuou 20 dólares para 212 dólares, conforme a nota.

A Rússia deve exportar entre 1,5 milhão de toneladas e 2 milhões de toneladas de trigo em julho, ante 2,3 milhões de toneladas em julho de 2020, devido ao imposto de exportação e ao início mais lento da colheita, disse a Sovecon, citando sua estimativa preliminar.

As safras de trigo da Rússia estão muito mais baixas do que há um ano, pois a colheita ainda não entrou no estágio mais ativo e inicia mais tarde do que em 2020, acrescentou.

Pequim diz ter "repelido" navio de guerra dos EUA perto do Mar do Sul da China

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PEQUIM (Reuters) - Os militares da China disseram ter "repelido" um navio de guerra dos Estados Unidos que entrou ilegalmente em águas chinesas próximas das Ilhas Paracelso nesta segunda-feira, o aniversário do veredicto de um tribunal internacional que sustentou que Pequim não tem direito de reivindicar o Mar do Sul da China.

O USS Benfold entrou nas águas sem aprovação da China, violando gravemente sua soberania e minando a estabilidade do Mar do Sul da China, disse o comando do teatro sul do Exército Popular de Libertação.

"Pedimos aos Estados Unidos que parem imediatamente com tais provocações", disse o do Exército Popular de Libertação em um comunicado.

Em 12 de julho de 2016, o Tribunal de Arbitragem Permanente de Haia determinou que a China não tem nenhum direito histórico sobre o Mar do Sul da China, um parecer que Pequim disse que ignorará.

O Benfold garantiu direitos e liberdades de navegação nas imediações das Ilhas Paracelso condizentes com a lei internacional, disse a Marinha dos EUA em um comunicado nesta segunda-feira.

As ilhas são reivindicadas por China, Taiwan e Vietnã, o que exige ou permissão ou notificação adiantada para uma embarcação militar passar.

"Segundo a lei internacional, tal como refletida na Convenção sobre o Direito do Mar, os navios de todos os Estados, inclusive seus navios de guerra, desfrutam do direito de passagem inocente através do mar territorial", acrescentou a Marinha norte-americana.

"A República Popular da China continua a coagir e intimidar Estados litorâneos do sudeste asiático, ameaçando a liberdade de navegação nesta passagem global crítica", disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

(Por Ryan Woo)

Ações europeias atingem máximas históricas, mas preocupações econômicas permanecem

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(Reuters) - As ações europeias atingiram novas máximas nesta segunda-feira com ganhos generalizados, mas as preocupações com o ritmo da recuperação econômica fizeram dos setores defensivos a melhor oferta, enquanto as ações de viagens despencaram com a variante Delta do coronavírus se tornando dominante.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,68%, a 1.778 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,69%, a 461 pontos e atingiu 461,10, ampliando os ganhos de sexta-feira após uma semana tumultuada. O DAX da Alemanha também atingiu brevemente uma nova máxima de 15.806,900 pontos, antes de fechar pouco abaixo desse nível.

As ações do setor imobiliário, de serviços públicos e saúde estiveram entre os setores que mais ganharam, com altas entre 1,4% e 1,6%. Viagem e lazer caiu 1,3%, com as companhias aéreas britânicas liderando as perdas. [.EU]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira que a variante Delta do coronavírus está se tornando dominante, e muitos países ainda não receberam doses de vacina o suficiente para proteger seus profissionais de saúde.

Mas a Inglaterra ainda deve suspender as restrições da Covid-19 na próxima semana.

O foco desta semana estará em uma série de relatórios econômicos, incluindo dados de inflação e vendas no varejo dos Estados Unidos, bem como depoimento do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, perante o Congresso na quarta e quinta-feiras sobre a inflação e o prazo para redução dos estímulos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,05%, a 7.125 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,65%, a 15.790 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,46%, a 6.559 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,92%, a 25.283 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,46%, a 8.816 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,89%, a 5.219 pontos.

"Voltem para as cavernas de onde saíram", diz Johnson a autores de ataques racistas contra jogadores ingleses

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LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, condenou as ofensas racistas sofridas por jogadores negros da seleção de futebol da Inglaterra após a derrota na final da Eurocopa 2020, dizendo esperar que os agressores "voltem para as cavernas de onda saíram".

"Para aqueles que dirigem ofensa racista contra alguns dos jogadores, eu digo 'que vergonha'", afirmou Johnson em uma coletiva de imprensa em Downing Street nesta segunda-feira. "E espero que vocês voltem para as cavernas de onde saíram."

Jogadores negros da seleção da Inglaterra foram submetidos a uma enxurrada de ofensas racistas online após a derrota na final da Eurocopa 2020, atraindo ampla condenação do técnico da equipe, Gareth Southgate, além de políticos e a realeza britânica.

Marcus Rashford, 23 anos, Jadon Sancho, 21 anos, e Bukayo Saka, 19 anos, foram alvos de ofensas virtuais depois de fracassarem na cobrança de pênaltis contra a Itália, que decidiu a final de domingo após empate de 1 x 1.

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T&D + Reuters

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