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Chegou a hora da verdade!... Frente fria passa, mas fica o frio aumentando o medo de geadas no Sudeste

Publicado em 28/07/2021 16:21 e atualizado em 28/07/2021 19:58 1304 exibições
Tempo & Dinheiro
Edição desta 4a.feira, 28/julho/21, com João Batista Olivi

Geadas atingem Sul do Brasil; frio intenso ameaça lavouras nos próximos dias

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ÃO PAULO (Reuters) - A massa de ar polar que atingiu o Brasil trouxe geadas para áreas da região Sul nesta quarta-feira, ainda com efeitos limitados para as lavouras, mas o frio excessivo que deve vir até sexta-feira, avançando para áreas do Sudeste, ameaça causar novos danos a culturas como café e cana-de-açúcar, segundo especialistas.

"O congelamento após as chuvas leves da zona frontal no Paraná/São Paulo pode causar danos adicionais aos cafezais", disse Marcin Gorski, analista climático da Refinitiv, citando possível impacto de novas geadas nesta semana.

Nesta quarta-feira, já houve registro de geadas no norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul e leste do Paraná. 

Nestes Estados, apenas o Paraná tem alguma relevância para a produção nacional de café, ainda que sendo um produtor menor dessa commodity no Brasil. Mas há preocupações com o trigo, embora somente uma parte do cereal esteja em fase passível de sofrer perdas de produtividade pelo frio.

No Paraná, principal produtor de trigo do país, as plantações atingidas por geadas nesta quarta-feira estão mais atrasadas e, portanto, escaparam de danos mais graves, disse o analista do Departamento de Economia Rural (Deral) Carlos Hugo Godinho. Mas a preocupação é com o evento de quinta-feira.

"A questão é a geada de amanhã, que é prevista bem mais forte, para todo o Estado. Independente do que aconteceu com essa geada de hoje, amanhã que é o dia definitivo", disse ele.

No Rio Grande do Sul, segundo produtor de trigo do país, cerca de 80% dessa cultura não está em fase sujeita a quebra pelo frio, disse o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires.

Segundo ele, geadas nesta época são consideradas "normais" para o Estado.

"No próximo mês é outra história", alertou ele, ressaltando sobre o risco caso este cenário permaneça em agosto.

O milho, seriamente atingido pelas geadas do final de junho, está em sua maioria perto de ser colhido no Paraná, e apenas uma menor parte está em fase de sofrer perdas ainda.

Gorski, da Refinitiv, concorda que a geada provavelmente terá um efeito menor sobre a produção nacional da segunda safra de milho, considerando o andamento da colheita e da produção paranaense.

"Embora a extensão dos possíveis danos do milho permaneça desconhecida no momento, as lavouras locais que não atingiram a maturidade total nesta região serão afetadas."

"Na sexta-feira, com o tempo aberto, a massa de ar polar ganhará ainda mais força e atingirá áreas de café, cana, hortaliças, laranja em São Paulo e Minas Gerais", estimou.

Na semana passada, o café foi fortemente atingido por geadas que chegaram a prejudicar cerca de 11% das áreas da variedade arábica no país, cultivado principalmente no cinturão localizado entre Minas Gerais e São Paulo.

O problema pode fazer com que a recuperação dos cafezais se estenda por anos, gerando grandes temores no mercado internacional, com disparada nos preços do arábica cotado em Nova York.

"Há possibilidade e risco para temperaturas muito baixas também no sul de Goiás, Triângulo Mineiro e extremo sul de Mato Grosso", acrescentou o agrometeorologista.

COLHEITA

Em uma previsão um pouco mais estendida, Santos espera que o frio extremo permaneça na primeira semana de agosto, o que pode dificultar a secagem do milho segunda safra.

"Isso pode até atrapalhar a colheita do milho por conta da umidade relativa."

A colheita da "safrinha" do cereal caminha a passos lentos em alguns dos principais Estados produtores, como o Paraná, em função do forte atraso no plantio e problemas climáticos durante o desenvolvimento das plantas.

Senadores chegam a acordo sobre os principais pontos do pacote de infraestrutura dos EUA

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WASHINGTON (Reuters) - Os negociadores do Senado dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre os principais pontos do projeto de infraestrutura bipartidário de 1,2 trilhão de dólares, abrindo o caminho para uma votação nesta quarta-feira para avançar em direção ao debate formal e à aprovação, disseram os parlamentares.

O acordo, que ocorre depois de meses de negociações entre democratas e republicanos do Senado, também é apoiado pelo presidente norte-americano, Joe Biden, e deve ganhar forte apoio de parlamentares de ambos os partidos.

A senadora democrata Kyrsten Sinema e o senador republicano Rob Portman, os dois líderes das negociações no Senado, anunciaram o acordo a repórteres no Capitólio. Detalhes sobre alguns pontos ainda estavam sendo finalizados, mas os parlamentares disseram que o texto será concluído em breve.

"Esperamos avançar nesta tarde. Estamos entusiasmados em ter um acordo", disse Sinema. "Já concluímos a maior parte do texto, então vamos divulgá-lo e, em seguida, atualizá-lo quando tivermos essas últimas peças finalizadas."

Sinema descreveu Biden como "muito animado" com o pacote de infraestrutura.

O acordo inclui 110 bilhões de dólares para estradas, 65 bilhões de dólares para expandir o acesso à banda larga e 47 bilhões de dólares para resiliência ambiental, disseram os parlamentares.

Fed diz que economia continua a se "fortalecer" e cita progresso na direção de objetivos para reduzir estímulo

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WASHINGTON (Reuters) - A recuperação econômica dos Estados Unidos permanece nos trilhos apesar da alta das infecções por coronavírus, disse o Federal Reserve nesta quarta-feira em um novo comunicado de política monetária que continuou otimista e indicou discussões em andamento sobre a eventual retirada do suporte.

"Com o avanço das vacinações e o forte suporte de política monetária, indicadores da atividade econômica e de emprego continuaram a se fortalecer", disse o banco central dos EUA em comunicado após a conclusão de dois dias de reuniões.

"A economia fez avanços" na direção de ganhos no mercado de trabalho que o Fed diz querer ver antes de reduzir suas compras mensais de títulos de 120 bilhões de dólares, completou o comunicado. A decisão do Fed foi unânime.

A inflação mais alta continua sendo o resultado de "fatores transitórios", disse o Fed, e as autoridades esperam que o progresso na vacinação contra a Covid-19 continue a aliviar o efeito da pandemia na economia.

O Fed manteve sua taxa básica de juros perto de zero e deixou inalterado seu programa de compra de títulos.

O banco central não divulgou nenhuma projeção econômica nova nesta quarta-feira, mas o chair do Fed, Jerome Powell, deverá ser questionado sobre como a alta nas infecções diárias por Covid-19 mudou as perspectivas para uma recuperação que tem avançado rapidamente, mas permanece incompleta, com o número de vagas de trabalho quase 7 milhões abaixo de onde estava no início da pandemia em 2020.

O crescimento econômico tem sido forte o suficiente para que o Fed tenha iniciado na reunião de 15 e 16 de junho as discussões sobre quando e como reduzir as compras mensais de Treasuries e títulos lastreados em hipotecas. Economistas esperam que o primeiro passo na direção do fim dos programas de crise do Fed seja dado ainda este ano ou no início de 2022.

Brasil estudará reforço em pessoas que tomaram CoronaVac

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas contra a Covid-19 em pessoas que receberam a CoronaVac, após estudos recentes apontarem uma queda da proteção fornecida pelo imunizante depois de seis meses, anunciaram nesta quarta-feira o ministro Marcelo Queiroga e a pesquisadora que irá coordenar os trabalhos.

De acordo com a pesquisadora Sue Ann Clemens, brasileira que trabalha na Universidade de Oxford, o estudo será realizado com a aplicação de uma dose de reforço das vacinas CoronaVac, Oxford-AstraZeneca, Pfizer e Janssen em pessoas que receberam as doses da CoronaVac há pelo menos seis meses.

"É um estudo encomendado pelo ministério. Nós precisamos saber a duração da proteção de cada vacina. Para as vacinas da Pfizer, Oxford-Astrazeneca e Janssen já existem várias publicações mostrando realmente a proteção em até 1 ano. Em relação à CoronaVac, nós precisamos então avaliar isso", disse Clemens a jornalistas na porta do Ministério da Saúde, de acordo com vídeo divulgado por Queiroga no Twitter.

"Existem estudos que já mostram que a proteção (da CoronaVac) começa a cair com 6 meses. Então, estaremos vacinando pessoas que já tenham tomado duas doses da CoronaVac, seis meses depois da segunda dose. Temos quatro grupos, um grupo tomará um reforço com CoronaVac, outro com Janssen, outro com Pfizer e outro AstraZeneca", acrescentou.

Primeira vacina contra a Covid-19 disponível no Brasil, a CoronaVac foi aplicada principalmente em idosos e profissionais de saúde, que faziam parte do primeiro grupo prioritário de imunização. Desenvolvida pela chinesa Sinovac, a vacina é envasada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Estudo chinês divulgado esta semana apontou que os anticorpos gerados pela CoronaVac caem para um patamar inferior a uma marca importante seis meses após a aplicação de uma segunda dose, embora uma terceira dose possa ter um importante efeito de reforço.

Também neste mês, pesquisadores do Chile --país que tem a vacina chinesa como seu principal imunizante contra a Covid-- relataram uma redução significativa dos anticorpos gerados pela vacina após seis meses e recomendaram uma terceira dose.

A CoronaVac é a segunda vacina mais usada na campanha de imunização contra a Covid-19 no Brasil, sendo responsável por quase 37,8% de todas as doses aplicadas no país até o momento. A vacina mais usada é a AstraZeneca, com 48,1%, enquanto a Pfizer representa 11,1% e a Janssen, da Johnson & Johnson, 3%.

"Aqueles brasileiros que logo no começo da campanha fizeram o uso da CoronaVac, das duas doses da CoronaVac, nós vamos agora fazer um estudo para avaliar a terceira dose da CoronaVac ou dos outros três imunizantes do PNI (Programa Nacional de Imunização)", disse Queiroga em entrevista ao lado de Clemens.

O Butantan também está estudando de forma independente a possibilidade de uma terceira dose da CoronaVac, informou o presidente do instituto Dimas Covas, que reclamou de não ter sido informado pelo ministério sobre o estudo envolvendo a vacina envasada pela instituição.

"Todas as vacinas, as grandes produtoras de vacina, estão iniciando estudos no sentido de avaliar uma dose adicional de vacina ou a combinação de vacinas. O Butantan tem um estudo em andamento, que é o chamado Projeto S, que prevê a introdução de uma dose adicional, sim, para avaliar como é que isso se comporta no longo prazo, decorridos seis a oito meses da primeira vacinação", disse Covas em entrevista coletiva em São Paulo.

"Poderíamos ter sido comunicados. Isso seria uma medida até de extrema gentileza e educação para com o produtor da vacina", afirmou.

Estudos clínicos feito no Brasil mostraram que a CoronaVac tem eficácia geral de 50,38% --acima do patamar mínimo de 50% apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para considerar uma vacina eficaz-- e mostrou-se 78% eficaz contra casos leves, em que pacientes precisaram de alguma assistência clínica, e 100% eficaz contra casos graves e que levam à internação e contra mortes causadas pela doença.

Além disso, estudo feito com a vacina na cidade de Serrana, interior de São Paulo, o Projeto S citado por Covas, mostrou que a vacinação em massa da população adulta do município levou a uma redução de 95% das mortes por Covid-19, de 86% nas internações causadas pela doença e de 80% nos casos sintomáticos.

Povo vai reagir se eleições em 2022 não forem democráticas, diz Bolsonaro

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira a um grupo de apoiadores que o povo vai reagir se eleições no próximo ano não forem democráticas, e ao defender novamente a adoção do voto impresso para as urnas eletrônicas, insinuou que o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, está contra a democracia por se opor à mudança no sistema de votação.

"O povo vai reagir em 22 se não tivermos eleições democráticas, todos nós queremos eleições", disse.

"Me acusavam de ser ditador, estou demonstrando exatamente o contrário. Vai ganhar eleições quem tem voto. Se não for desta maneira, poderemos ter problemas em 22 e eu não quero ter problema", reforçou ele, em vídeo veiculado pelas redes sociais.

O presidente voltou a dizer que vai apresentar na quinta-feira a toda a imprensa o que seriam "todas as inconsistências" nas eleições de 2014 e 2018, ressaltando que será uma "bomba".

Até o momento sem apresentar provas, mesmo instado pelo instado pela Justiça Eleitoral, ele tem dito que a eleição presidencial de 2014 teria sido vencida pelo tucano Aécio Neves e não pela petista Dilma Rousseff e que, quatro anos depois, ele teria sido eleito no primeiro turno e não na etapa final contra o candidato do PT, Fernando Haddad.

Apesar dos ataques de Bolsonaro ao atual sistema, ele tem sido eleito sucessivamente para vários mandatos de deputado federal e por último presidente pelo voto em urna eletrônica.

Ainda assim, o presidente afirmou a apoiadores que não há como as eleições no Brasil serem limpas. Segundo ele, Barroso parece estar "contra a democracia" por contestar a alteração da proposta.

"Quem está contra isso, está contra a democracia", destacou.

Procurada, a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral não respondeu de imediato a pedido de comentário.

O presidente do TSE tem contestado a mudança do sistema de votação ao considerar que, ao contrário da defesa feita por Bolsonaro, a alteração poderia causar um risco desnecessário de fraude porque haveria dois sistemas de cômputo de votação, o eletrônico e o manual, por exemplo.

Lira diz que mudanças no IR e privatização dos Correios devem ser votadas semana que vem

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à GloboNews, que a primeira parte da reforma tributária, que envolve mudanças no Imposto de Renda de pessoas físicas, jurídicas e na tributação de dividendos, deve entrar na pauta da Casa na semana quem, com a volta dos deputados após o recesso.

Segundo o parlamentar, nessa primeira semana deverá entrar em pauta também a proposta de privatização dos Correios, enviada pelo governo no semestre passado.

De acordo com Lira, as reformas, incluindo política, tributária e administrativa são as prioridades nesse semestre. O presidente da Câmara prevê a possibilidade de votar todos esses temas até novembro.

Empresas do Simples ficarão isentas da taxação sobre dividendos, diz Guedes

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BRASÍLIA (Reuters) - As empresas que recolhem tributos pelo regime Simples Nacional não entrarão na nova regra proposta pelo governo de taxação de dividendos distribuídos a acionistas, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira.

"O Simples está fora", disse Guedes a jornalistas ao ser questionado sobre o tema em rápida entrevista na portaria do ministério.

Ele reiterou que o governo está decidido a reduzir o Imposto de Renda das empresas em 10 pontos percentuais no próximo ano, mas que não abre mão, por outro lado, de restabelecer a tributação dos dividendos.

A proposta do governo encaminhada ao Congresso prevê taxação de 20% sobre os dividendos distribuídos, com isenção para valores de até 20 mil reais recebidos por mês. A iniciativa gerou forte reação do setor privado, que argumenta que a medida implica aumento da taxação total sobre os lucros, mesmo com a redução do IRPJ.

Podem aderir ao Simples micro e pequenas empresas com faturamento anual de até 4,8 milhões de reais.

Frisando que o relator da reforma na Câmara, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), está "completamente afinado" com a equipe econômica, Guedes voltou a afirmar que a perda de arrecadação de 30 bilhões de reais prevista no substitutivo do parlamentar será coberta com o aumento recente de receitas.

"Na verdade, o que está acontecendo é que o Brasil está crescendo mais rápido, a arrecadação está vindo mais forte, e nós estamos transformando isso justamente nessa folga de 30 bilhões de reais que haveria", afirmou Guedes.

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Fonte:
Reuters/T&D

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