Mesmo com queda em Chicago,soja tem dia de valorização no Brasil com alta do dólar (stress político)

Publicado em 18/08/2021 15:41 e atualizado em 18/08/2021 18:30 1181 exibições
Tempo & Dinheiro
Edição do Tempo&Dinheiro desta 4a.feira, 18/agosto/21, com João Batista Olivi

BOLSA EUA-S & P 500 fecha em queda de mais de 1% após ata do Fed

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(Reuters) - Os principais índices acionários de Wall Street recuaram nesta quarta-feira, com o S&P 500 cedendo mais de 1%, após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve mostrar que autoridades do banco central dos Estados Unidos consideraram que o patamar de desemprego para que o suporte à economia seja reduzido "pode ??ser atingido neste ano."

O mercado de ações acelerou perdas já no final da sessão, levando o S&P 500 a ficar cerca de 1,8% abaixo de sua máxima recorde de fechamento após o segundo dia consecutivo de quedas. Este foi o primeiro recuo diário de pelo menos 1% do índice desde 19 de julho.

A maioria dos setores do S&P 500 encerrou o dia em baixa, com o segmento de energia recuando 2,4% e os papéis de saúde cedendo 1,5%.

A ata da reunião do Fed ocorrida nos dias 27 e 28 de julho diferentes grupos preocupados com a informação e com a necessidade de preparação para combatê-la, com outros afirmando que será preciso tempo --e paciência do Fed-- para colocar os norte-americanos de volta ao trabalho.

Investidores procuravam sinais sobre quando o banco central norte-americano irá desacelerar suas políticas de estímulos, incluindo a redução do programa de compras de títulos, que têm representado um suporte crucial ao mercado acionário - o S&P 500 praticamente dobrou desde sua mínima de março de 2020.

"A ata do Fed não fez nada para dissipar a ideia de que o 'tapering' (redução gradual) terá início em breve", disse Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel em Charlottesville, Virgínia. "Estamos mais próximos do fim do que do meio do 'tapering', e as pessoas não sabem como reagir a isso."

O índice Dow Jones caiu 1,08%, a 34,961 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,074846%, a 4,400 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,89%, a 14.526 pontos.

Preços do petróleo recuam pelo 5º dia com avanço da Covid e preocupações sobre mais oferta

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram pelo quinto dia nesta quarta-feira, com investidores permanecendo preocupados sobre o cenário de demanda de combustível, à medida que os casos de Covid-19 aumentam no mundo, assim como mais oferta de grandes Produtores chega ao mercado.

As marcas de referência do coronavírus sob pressão nas semanas, devido ao aumento das infecções causadas pela variante do coronavírus Delta em todo o mundo. Diversos restriçõesam restrições de viagens e o tráfego aéreo diminuiu nas últimas semanas.

A ata da reunião de política monetária do Federal Reserve dos EUA de 27 e 28 de julho mostrou que as autoridades observaram que a disseminação da variante Delta poderia atrasar temporariamente a reabertura total da economia e restringir o mercado de trabalho.

O petróleo Brent fechou em queda de 0,80 dólar, ou 1,2%, a 68,23 dólares o barril. A marca de referência mundial recuou 11% nos últimos 13 dias de ado. Os futuros do petróleo dos EUA fecharam em queda de 1,13 dólar, ou 1,7%, para 65,46 dólares o barril.

Os estoques de petróleo dos EUA recuaram 3,2 milhões de barris na semana passada, para 435,5 milhões de barris, a mínima desde janeiro de 2020, de acordo com os números do Departamento de Energia dos EUA. 

Dólar fecha em alta de 2,04%, a R $ 5.3759

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar saltou mais de 2% nesta quarta-feira e fechou acima de 5,37 reais, nas máximas desde maio, com uma onda de compras da moeda refletindo um forte aversão a risco fiscal no Brasil que causou uma verdadeira sangria no mercado de juros futuros, em que taxas chegaram ao fim da tarde em disparada de mais de 40 pontos-base.

O medo relacionado às contas públicas seguiu como o tema principal de debates no mercado, e entre operadores há uma sensação de que o governo está mais fraco e cada vez mais enviesado para medidas populistas, o que é lido na comunidade financeira como um sinal forte de pressão mais intensa por aumento de gastos - pouco mais de um ano da eleição presidencial.

No fechamento do mercado à vista, o dólar subiu 2,04%, a 5.3759 reais na venda. É o maior nível desde 4 de maio (5.4322 reais) e a maior valorização percentual diária desde 30 de julho (+ 2,53% reais).

Já na reta final dos negócios, Wall Street aprofundou como quedas, o que efetuar o dólar a estender as altas por aqui.

O dólar encerrou bem perto do máximo intradiária, de 5.3784 reais, alta de 2,09%. Na mínima, atingida por volta de 11h, a cotação teve variação negativa de 0,09%, para 5.2633 reais.

O real amargou, com larga diferença, o título de moeda com pior desempenho no mundo nesta sessão, enquanto alguns de seus pares emergentes se valorizavam ou operavam em torno da estabilidade.

Ibovespa fecha em queda com riscos políticos e fiscais; Vale recua 3%
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, em meio à continuadas preocupações com os cenários político e fiscal no Brasil, com Vale entre as maiores pressões de baixa na esteira do declínio dos preços do minério de ferro na China .

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,85%, a 116.896,16 pontos, na terceira queda seguida, ampliando a perda na semana para cerca de 3,5%, de acordo com dados preliminares.

O volume financeiro no pregão somava 35,7 bilhões de reais, com os negócios também refletindo operações relacionadas aos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro.

A sangria nos juros se estende a câmbio e dólar vai a máximo desde maio com temor fiscal

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar saltou mais de 2% nesta quarta-feira e fechou acima de 5,37 reais, nas máximas desde maio, com uma onda de compras da moeda refletindo um forte aversão a risco fiscal no Brasil que causou um terremoto no mercado de juros futuros, em que taxas chegaram ao fim da tarde em disparada de mais de 40 pontos-base.

O medo relacionado às contas públicas seguiu como a principal dor de cabeça para investidores, entre os quais há crescente raiz de que o governo está mais fraco e cada vez mais enviesado para medidas populistas, o que é lido na comunidade financeira como um sinal forte de pressão mais intensa por aumento de gastos - pouco mais de um ano da eleição presidencial.

No fechamento do mercado à vista, o dólar subiu 2,04%, a 5.3759 reais na venda. É o maior nível desde 4 de maio (5.4322 reais) e a maior valorização percentual diária desde 30 de julho (+ 2,53% reais).

Já na reta final dos negócios, Wall Street aprofundou como quedas, o que fornecer o dólar a estender as altas por aqui após uma ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) que fez pouco para amenizar dúvidas do mercado sobre corte de estímulos nos EUA.

O dólar encerrou bem perto do máximo intradiária, de 5.3784 reais, alta de 2,09%. Na mínima, atingida por volta de 11h, a cotação teve variação negativa de 0,09%, para 5.2633 reais.

O real amargou, com larga diferença, o título de moeda com pior desempenho no mundo nesta sessão, enquanto alguns de seus pares emergentes se valorizavam ou operavam em torno da estabilidade.

O mercado já acordou com a notícia de que a Câmara dos Deputados decidira adiar mais uma vez a votação do projeto que altera a cobrança do Imposto de Renda, que estava previsto para a terça-feira, em meio a resistências e fora do Congresso. Governos estaduais e dos maiores municípios apontaram que o texto implica perdas de arrecadação, o que compromete a prestação de serviços locais.

"A falta de consenso levou a mais um adiamento da votação da reforma do IR na Câmara, afastando cada vez mais as chances de o projeto ir para frente e adicionando ao clima de apreensão do mercado em relação a Brasília", disse em nota Victor Beyruti , economista da Guia.

Proposta de mudanças nos pagamentos dos precatórios, pressões do presidente Jair Bolsonaro por mais gastos com o Bolsa Família e o clima político azedo são outros elementos a tirar o sono do mercado nas últimas semanas, além da situação cada vez pior dos reservatórios de água e do aumento dos custos de energia, que joga ainda mais pressão sobre uma fonte já nas alturas.

Esse conjunto tem contribuído para colocar os ativos brasileiros nas posições de desempenho recente.

"O governo meio que está como um trem desgovernado (para reformas) e na direção apenas da eleição do ano que vem", disse Luca Maia, estrategista de câmbio e juros para a América Latina do BNP Paribas. "O mercado está em modo de realização porque vê a possibilidade de o país não sujeita a diversos instrumentos de credibilidade fiscal, como o teto de gastos", completou.

Com isso, a demanda por proteção dispara e o mercado exige mais prêmio não apenas no dólar, mas sobretudo nos juros. As taxas de DI de prazos mais longos chegaram ao fim da tarde com altas de impressionantes 40 pontos-base.

JUROS ACIMA DE 10%

O spread entre as taxas de DI de janeiro 2027 e janeiro 2023 --uma medida de risco-- saltou 41 pontos-base (maior alta diária em 11 meses), a 181 pontos-base, pico desde o fim de maio.

Agora todo o trecho da curva a partir de julho de 2025 tem taxas de dois dígitos. Em resumo de julho, esse contrato mostrava juro de 8,2%. O mercado de DI já era visto como o mais suscetível a uma correção brusca de preços, conforme o mercado de luta para entender até onde o Banco Central irá no processo de aperto monetário.

A perspectiva de juros mais altos por normalização da política monetária --que vigorou do início do ciclo de aperto monetário, em março, até pouco tempo atrás-- beneficiou a taxa de câmbio, mas mais recentemente o que se tem visto é o mercado turbinar apostas em taxas mais elevadas devido à deterioração das perspectivas fiscais e inflacionárias - que seja, por ora sem alarde, a colocar em dúvida otimistas de crescimento econômico para este ano e o próximo.

"Esperamos que o ruído fiscal seja uma constante pelo restante do ano no Brasil, à medida que os riscos aumentam progressivamente conforme o ciclo eleitoral se aproxima", disse em relatório o economista-chefe para o Brasil do Barclays, Roberto Secemski.

"A pressão para gastar é real, e o teto de gastos pode não escapar ileso desta vez. Limitar a perda de credibilidade fiscal será fundamental para preservar uma estabilidade macroeconômica", completa.

Maia, do BNP, destacou o peso noticiário político sobre os preços. "Começa a ficar dificil defender uma posição comprada em real, que é a nossa, quando o político se sobressai", disse. O BNP estimativa dólar de 4,75 reais ao fim do ano.

Joaquim Kokudai, gestor na JPP Capital, por oua mantém posições compradas em real via opções, além de posições de recuperação (apostando na alta) nos DIs até 2025 e vendidas na parte longa da curva, até 2029. "Temos uns 'sebes' e precisamos ver se esse estado de piora no mercado vai permanecer ", disse.

Juros longos de mais de 10% estão refletindo risco do Brasil, diz Funchal

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BRASÍLIA (Reuters) - O Tesouro Nacional está pagando mais de 10% de juros na emissão de títulos de 10 anos, afirmou nesta quarta-feira o secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, agradando que o custo está refletindo o risco do Brasil, que está muito acima do verificado em outros países emergentes.

"Nossa situação fiscal ainda requer um trabalho constante para a continuidade do processo de consolidação", disse ele em audiência na Comissão do Orçamento (CMO) do Congresso, após pontuar que o risco da dívida mais alta do Brasil está traduzido nos juros.

Funchal também afirmou que com juro de longo prazo alto fazer investimento fica mais caro, o que gera menos empregos. Por isso, o desafio do país é colocar a curva de juros para baixo com as contas públicas organizadas, disse.

O secretário apontou que, após a explosão de gastos extraordinários no ano passado em meio à pandemia de Covid-19, um grande desafio do Tesouro é hoje lidar com novo nível de dívida mais alta, o que exige mais obsoleto para fins de rolagem.

"Nossas chamadas estão hoje quase três vezes acima do que eram antes da pandemia. Então antes a gente emitia quase 60 bilhões de reais (por mês), agora em média a gente emite 140 bilhões", disse.

Na pandemia, o prazo médio das bases chegou a cair para dois anos, sendo que agora o Tesouro conseguiu esticá-lo a quase cinco anos.

Em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, Funchal voltou a dizer que o objetivo com a investida para harmonizar o crescimento dos valores pagos pela União por perdas definitivas sofridas na Justiça com a regra do teto de gastos.

Funchal passa a regra é importante para os agentes econômicos e que coloca um limitador na elevação das despesas, o que previne aumento da dívida ou da carga tributária.

Governo promete zerar PIS/Cofins para milho importado, diz ABPA

SÃO PAULO (Reuters) - O governo deve publicar até o final deste mês uma Medida Provisória para isentar cobranças de impostos PIS e Cofins sobre a importação de milho, na tentativa de reduzir custos, informada nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O pleito foi solicitado pela associação em parceria com outras entidades do setor de carnes, diante de altas despesas com o cereal usado na ração, após quebra na safra nacional.

"Houve uma reunião com a participação da ministra (da Agricultura, Tereza Cristina) agora, e ela confirmou que deve sair até o fim do mês essa MP", afirmou a ABPA por meio da assessoria de imprensa, ressaltando que o presidente da associação, Ricardo Santin, participou do encontro.

Procurado, o Ministério da Agricultura não respondeu imediatamente a um pedido dos comentários.

Segundo a ABPA, a medida favorece principalmente criadores e empresas que não operam na modalidade de 'drawback'. Os que fazem este tipo de negociação já possuem benefícios tributários.

Em abril, o governo brasileiro já havia suspendido uma alíquota do imposto de importação aplicada às compras de milho, soja, óleo e farelo da oleaginosa vindos de países de fora do Mercosul, com o intuito de conter os preços internos.

Com a medida, a Tarifa Externa Comum (TEC) foi zerada, com vigência até 31 de dezembro deste ano.

No 7 de Setembro estarei onde o povo estiver, diz Bolsonaro

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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que no dia 7 de setembro estará "onde o povo estiver", indicando que deve participar das manifestações marcadas para o dia.

Uma fonte disse a Reuters que Bolsonaro irá aos atos organizado por apoiadores em São Paulo e em Brasília.

Em um evento de entrega de casas em Manaus, Bolsonaro ainda voltou a falar da alta da informação e do preço dos preços. Reclamou que o preço do botijão de gás e do litro da gasolina era "absurdo", culpando os aumentos do ICMS praticados nos governos estaduais pela alta.

"A responsabilidade não é do governo federal", disse, em relação ao preço do gás, e completou, sobre a gasolina: "O governo federal também não é o vilão."

"Pensar nos mais humildes é zerar impostos, não aumentar impostos para os produtos cheguem mais baratos na ponta", afirmou.

BOLSA EUROPA - Índice evita queda com suporte de ações defensivas e de viagem

(Reuters) - As ações comuns em torno da estabilidade nesta quarta-feira, com investidores favorecendo papéis de empresas de serviços públicos e de saúde em detrimento de setores economicamente suscetíveis, devido às crescentes sobre um aumento nos casos globais de Covid-19 .

O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,1%, com montadoras e mineradoras exercendo como maiores pressões negativas sobre o índice.

Setores considerados mais estáveis ??durante tempos de incerteza econômica, como saúde e serviços públicos, tiveram alta na sessão, enquanto as ações de viagens e lazer recuperaram parte das perdas do início desta semana.

Uma temporada de balanços corporativos muito mais forte do que o esperado e a melhora dos dados econômicos na Europa empurraram o índice STOXX 600 --referência para os mercados de ações do continente - para sua mais longa sequência de altas em mais de uma década na semana passado. No entanto, as preocupações relacionadas à pandemia e à incerteza em torno das ações de bancos centrais estagnaram esses ganhos.

Investidores ficarão atentos à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA). O documento será divulgado nesta quarta às 15h (horário de Brasília).

"Os investidores irão chegar a pistas sobre quando o Fed poderá começar a reduzir as compras de títulos", disse Fiona Cincotta, analista sênior de mercados financeiros da plataforma de negociação City Index.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,16%, a 7.169,32 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,28%, a 15,965,97 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,73%, a 6.770,11 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse / Mib teve valorização de 0,50%, a 26.357,21 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,18%, a 8.970,20 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,26%, a 5.310,63 pontos.

Inadimplência do produtor rural é menos da metade do índice geral, diz Serasa

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de inadimplência do produtor rural brasileiro soma 15,9%, mostrada pesquisa inédita da Serasa Experian em importantes Estados agrícolas do país, surgindo que os bons resultados do agronegócio colaboram para que o índice de pessoas com dívidas atrasadas seja menos da metade da população geral (37,7%).

O resultado do estudo deve colaborar para o processo de melhora do "score" de crédito da população do campo, que ainda sofre com os efeitos da falta de dados sobre a sua capacidade de pagamento, como limites de financiamento e juros não compatíveis com o perfil de risco.

"O estudo revela o bom momento econômico que o setor agro tem vivido, não só este ano, praticamente desde o final de 2018, com aumento de preços de commodities no mercado internacional", afirmou o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, ao antecipar a publicação da pesquisa à Reuters.

"Isso tem proporcionado um crescimento desse setor praticamente ao largo do que tem acontecido com o resto da economia", acrescentou, destacando que uma pesquisa envolveu produtores das mais variadas faixas de rendas, incluindo agricultores familiares e assentados.

Entre sete Estados pesquisados, o indicador apurado em uma amostra de 95 mil produtores rurais revelados que o Rio Grande do Sul tem a menor taxa de inadimplência no setor (11,3%), seguido pelo Paraná (13,5%), enquanto os respectivos índices gerais Estados são de 35,2% e 37,1%.

Em Mato Grosso, o maior produtor de grãos do Brasil, o índice de inadimplência do produtor rural é de 23,5%, enquanto o geral é mais que o dobro (47,7%).

"Quem trabalha neste setor (agropecuário) tem conseguido gerar renda, e essa renda obviamente é sua capacidade de pagamento, e o percentual de inadimplência acaba sendo menor do que o indivíduo médio que não é produtor rural", ressaltou o economista da Serasa.

O padrão quase que se repete em Goiás (28% da inadimplência para o agricultor versus 40,2%), Mato Grosso do Sul (16,1%, ante 41,8%) e Santa Catarina (17,5%, contra 32, 2%).

A exceção ficou para o Tocantins, onde o índice de dívidas atrasadas é maior entre produtores rural (43,4% versus 41,5%), o que seria em função de aptidões mais baixos dos agricultores nesse Estado em relação a outras regiões.

A pesquisa, realizada em junho em parceria com o Ibope Inteligência e o Instituto Paulo Montenegro, revelou ainda que entre os inadimplentes o índice é mais alto entre aqueles que ganham entre 2 mil e 4 mil reais (taxa de 18,4% de inadimplência) e mais baixo entre aquele com adequado acima de 10 mil reais (12,2% de inadimplência).

Aqueles com mais de 60 anos são os que menos deixam de honrar seus compromissos financeiros (14,1%), enquanto os que mais devem são aqueles na faixa entre 31 a 40 anos (20,7%), apontou a Serasa que tem crescido sua atuação no agronegócio após fechar este ano contratos com indústrias e exportadores de grãos e café para implementar sistemas de monitoramento de vendas antecipadas de agricultores.

REDUÇÃO DE RISCO

A Serasa, que comercializa informações de crédito e modelos de "pontuação" aos bancos, avalia que um índice de inadimplência de 15,9%, de menos da metade da população geral, deveria espelhar uma melhor pontuação dos agricultores.

Com os resultados da pesquisa em mãos, a Serasa agora buscará levantar outros dados sobre a produção e propriedade rural e o nível de endividamento do agricultor para formar a nota de risco.

"O que estamos fazendo agora é criar um novo tipo de 'pontuação', o 'agriscore', que leve em consideração o que é importante para ele ser percebido por quem conceder crédito", disse o diretor do DataLab e responsável pelas ações voltadas ao agronegócio da Serasa, Marcelo Pimenta.

Em momento em que os agrifintechs ampliam a oferta de crédito, ainda altamente concentrada em poucos grandes bancos, as informações sobre o perfil de risco dos produtores também devem ajudar na diversificação do financiamento, acrescentou Pimenta.

Isso pode colaborar para uma queda da taxa de Juros para o tomador, "uma redução com segurança, embalsamada em modelagem probabilística e estatística sobre a capacidade de pagamento das pessoas", acrescentou Rabi.

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Fonte:
Reuters + T&D

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