Soja sofre pressão dos estoques -- produtor não vende, China compra da-mão-prá-boca, preços caem

Publicado em 31/08/2021 17:59 e atualizado em 31/08/2021 18:29 705 exibições
Tempo & Dinheiro
Edição do Tempo&Dinheiro desta 3a.feira, 31/agosto/21, com João Batista Olivi

 Anec reduz projeção de exportação de soja mas ainda vê alta ante agosto de 2020

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve fechar agosto com exportações de 5,785 milhões de toneladas de soja em agosto, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com um ajuste para baixo ante a projeção de 5,986 milhões de toneladas dada na semana anterior.

Entretanto, o volume deve representar um crescimento na comparação com as 5,574 milhões de toneladas de agosto do ano passado, mostraram os dados.

Para o milho, a associação também reduziu a expectativa semanal, de 4,737 milhões para 4,344 milhões de toneladas, em meio ao avanço da colheita da segunda safra, que teve quebra em função de problemas climáticos.

Um ano antes, o Brasil exportou 6,68 milhões de toneladas do cereal.

Paraná registra plantio de 3% do milho da nova safra; vê avanço da colheita 20/21

SÃO PAULO (Reuters) - O plantio do milho da primeira safra do Paraná em 2021/22 atingiu 3% da área projetada para o Estado até a segunda-feira (30), conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgados nesta terça-feira.

Até a semana passada, o Deral não havia registrado plantio de milho da nova safra no segundo produtor do cereal do país.

O órgão não divulgou dados comparativos com a mesma data de 2020. Mas até 24 de agosto do ano passado o plantio somava apenas 1% da área.

Em relação a datas próximas de anos anteriores, o plantio da safra 21/22 apresenta-se ligeiramente mais avançado.

O departamento vinculado ao governo paranaense não apontou, contudo, plantio de soja da nova safra, o que deve ocorrer nas próximas semanas, à medida que chuvas se intensifiquem.

O Deral indicou ainda avanço na colheita da segunda safra do cereal 2020/21 para 82% da área, ante 64% na semana anterior e 67% em 24 de agosto de 2020.

Dólar cai ao fim de agosto e moeda pode testar R$ 5 até fim do ano, dizem analistas

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, indo a mínimas desde o início de agosto, mês em que acumulou baixa moderada após semanas de intensa volatilidade ditada sobretudo por problemas político-fiscais domésticos.

Nesta terça, a fraqueza do dólar no exterior se estendeu às operações locais, sobretudo pela manhã e em meio a ampla expectativa por dados do mercado de trabalho dos EUA ao fim da semana. À tarde, o mercado deixou as mínimas intradiárias após a definição da Ptax de fim de mês, por volta de 13h.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve de referência para liquidação de contratos futuros e outros derivativos. A pressão antes da definição da Ptax foi de venda conforme operadores buscavam direcionar a taxa para um patamar mais conveniente a suas posições.

Passada essa "janela", o mercado ficou "livre" para seguir o tom mais conservador nas praças externas, após dados mais fracos nos EUA e na China.

O dólar à vista caiu 0,32%, a 5,1724 reais na venda, longe da mínima do dia, de 5,11585 reais, quando caiu 1,41%. Na máxima, alcançada ainda pela manhã, a cotação foi a 5,1981 reais, alta de 0,17%.

Em agosto, a cotação acabou acumulando queda de 0,69%, depois de chegar a subir 4,13% até o dia 19, quando fechou acima de 5,42 reais.

Até os 19 primeiros dias prevaleceram a escalada de incertezas doméstica sobre as intenções do governo sobre as contas públicas e dúvidas acerca da política monetária dos EUA.

A partir de meados do mês falas mais explícitas dos líderes do Congresso sobre a defesa do teto de gastos e a possibilidade de uma solução para a conta de quase 90 bilhões de reais em precatórios para o ano que vem ajudaram a acalmar os nervos dos agentes financeiros em relação à austeridade fiscal.

Assim, em 20 de agosto o dólar começou a fazer o caminho inverso e passou a cair. A "queima" de prêmio de risco acelerou no fim da semana passada, quando o chefe do banco central dos EUA deixou em aberto o momento de corte de estímulos ao mesmo tempo que minimizou riscos de alta de juros.

Dados da B3 mostraram que desde 25 de agosto --quando começaram as rolagens de contratos de dólar futuro na B3--, estrangeiros e fundos de investimentos venderam quantia somada de 2,6 bilhões de dólares, o que ajuda a explicar parte da queda do dólar no período.

Como resultado, a volatilidade implícita nas opções de dólar/real de três meses--uma medida da percepção de instabilidade da taxa de câmbio-- já opera perto de mínimas em dois meses, enquanto o risco-país está nas mínimas em torno de um mês. Em meados de agosto, essas medidas foram a máximas desde abril e maio, respectivamente.

"Seguimos posicionados em real. Mesmo que não na mesma magnitude do começo do mês, mantemos um pé otimista com a moeda", disse Daniel Tatsumi, gestor de moedas da ACE Capital.

"Não acreditamos num andamento rápido de reformas --estamos no segundo semestre, tem eleições ano que vem...--, mas se a cena política não atrapalhar já ajuda", completou.

Guilherme Prado, operador de câmbio na Western Union Brasil, vê a partir de agora os Três Poderes em maior harmonia até o fim do ano, o que poderia ajudar na valorização do real, que, porém, ainda sofreria com riscos fiscais.

Um fator a dar suporte ao câmbio seria o juro mais alto, segundo Prado, que poderia levar o dólar para mais próximo de 5 reais. "Obviamente, pode ir um pouco além disso e furar esse patamar... mas acredito que o mercado logo corrija para cima uma cotação abaixo de 5 reais", ressalvou.

Em 2021, o dólar se desvaloriza 0,37% ante o real.

Ibovespa acumula segundo mês de queda sem trégua em riscos locais

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, acumulando o segundo mês consecutivo de perdas, com a percepção de aumento do risco fiscal e preocupações com a crise político-institucional no país prevalecendo sobre entradas líquidas de estrangeiros no mercado acionário brasileiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa acumulou em agosto uma perda de 2,48%, com a performance no ano agora negativa em 0,20%.

As maiores quedas no mês foram CSN ON, com declínio de 23,35%, Via ON, com recuo de 17,47%, e Ultrapar ON, com perda de 17,25%. Na outra ponta, os destaques foram Embraer ON, com alta de 25,98%, CPFL Energia, com ganho de 14,69% e Braskem PNA, com acréscimo de 14,27%.

Números recentes um pouco melhores sobre as contas públicas agradaram, mas não foram suficientes para dissipar temores de medidas populistas por parte do governo federal, com a eleição presidencial no próximo ano no horizonte e pesquisas mostrando queda na popularidade da atual administração.

Em paralelo, a crise entre os Poderes continuou adicionando volatilidade em agosto, principalmente os ataques do presidente Jair Bolsonaro a ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto o Congresso Nacional não avançou nas últimas propostas do Executivo sobre a reforma tributária e a PEC dos Precatórios.

De pano de fundo desse ambiente hostil, agentes financeiros monitoram uma crise hídrica que ameaça uma pressão ainda maior na já elevada inflação no Brasil, bem como a retomada da atividade econômica. Incertezas sobre a política de combustíveis da Petrobras também ajudaram a minar os negócios.

Tal cenário ofuscou o saldo de capital externo positivo no segmento Bovespa de quase 6,6 bilhões de reais em agosto até o dia 27, após as saídas superarem as entradas em 8,25 bilhões de reais no mês anterior.

No exterior, o Federal Reserve centralizou os holofotes neste mês ao sinalizar que deve começar a reduzir os estímulos neste ano, com a diminuição nas compras de ativos (tapering), embora tenha ressaltado que continuará a ser cauteloso em sua abordagem para não desencorajar a recuperação da economia.

O movimento das commodities também fez preço na bolsa paulista nas últimas semana, com a correção de baixa nos preços do minério de ferro, em meio a medidas mais restritivas para a produção de aço na China e perspectiva de aumento na oferta da matéria-prima, endossando forte declínio das ações da Vale.

Nesta terça-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,80%, a 118.781,03 pontos, afastando-se das mínimas do pregão, quando chegou a cair a 117.910,97 pontos.

O volume financeiro somou 38,57 bilhões de reais. Além dos ajustes tradicionais de encerramento de mês, o último pregão de agosto ainda teve de pano de fundo operações relacionadas ao rebalanceamento de índices MSCI, referências para os mercados acionários globais.

Petrobras figurou entre as maiores quedas do dia, com perda de 3,92%, em meio a novos ruídos envolvendo os preços dos combustíveis do país após declarações de Bolsonaro. A apoiadores, ele disse: "Então, está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis."

B3 e Itaú Unibanco PN ajudaram a atenuar a pressão negativa no Ibovespa, subindo 2,7% e 1,31%, respectivamente, nesta terça-feira.

Parecer da reforma administrativa preserva estabilidade de todos os servidores, diz relator

BRASÍLIA (Reuters) - O relator da reforma administrativa, deputado Arthur Maia (DEM-BA), afirmou nesta terça-feira que seu parecer preserva direitos adquiridos de servidores e mantém a estabilidade para os atuais e os novos funcionários.

Maia explicou ainda que retirou do texto, a ser protocolado no fim desta tarde, trecho que tratava do chamado vínculo de experiência, período temporário em que os servidores precisam executar suas funções e têm seu desempenho avaliado.

O relator decidiu então, por identificar muitas resistências a esse tópico entre parlamentares, retirar este ponto e restabelecer o estágio probatório, como já ocorre atualmente.

O deputado decidiu, no entanto, aumentar o número de avaliações pelas quais o funcionário terá de passar neste período de estágio probatório.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) originalmente encaminhada pelo governo ao Congresso limitava a estabilidade para os novos servidores e trazia a figura do vínculo de experiência. A expectativa é que seja votada na comissão entre os dias 14 e 15 de setembro.

Temos obrigação de fazer aquilo que vocês determinarem, diz Bolsonaro a apoiadores

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira a apoiadores que os protestos de 7 de setembro vão mostrar que o povo é quem manda no Brasil e que ele tem a obrigação de fazer aquilo que eles determinam.

"Vocês estão mostrando que no próximo dia 7 quem manda no Brasil são vocês", disse Bolsonaro durante visita a Uberlândia (MG). "Nós temos a obrigação de fazer aquilo que vocês determinam", acrescentou, de acordo com vídeo transmitido por suas redes sociais.

O presidente participou nesta tarde de uma motociata na cidade do interior de Minas Gerais, cumprimentou sem máscara simpatizantes e fez um rápido discurso após o trajeto.

BOLSA EUA - Wall St tem leve queda no dia, mas garante desempenho positivo em agosto

(Reuters) - Os principais índices acionários de Wall Street encerraram esta terça-feira em leve queda, embora o movimento não tenha sido suficiente para reverter a forte performance de agosto, período tradicionalmente conhecido como calmo para os mercados acionários.

De acordo com dados preliminares, o Dow Jones fechou em queda de 0,12%, a 35.358,42 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,14%, a 4.522,66 pontos, e o Nasdaq registrou variação negativa de 0,04%, a 15.259,61 pontos.

BOLSA EUROPA - Índice emenda 7º mês de ganhos, melhor série desde 2013

(Reuters) - As ações europeias caíram nesta terça-feira, com um salto na inflação gerando nervosismo sobre uma possível mudança na política monetária, mas mesmo assim o mercado acionário ganhou quase 2% em agosto, devido a fortes balanços trimestrais e ao otimismo em relação à recuperação econômica.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou esta terça em baixa de 0,4%, mas marcou o sétimo mês consecutivo de ganhos, melhor sequência de vitórias desde 2013.

Tecnologia foi o setor de melhor desempenho em agosto, com alta de 6% a reboque de vários resultados corporativos fortes, enquanto um aumento nos casos globais de Covid-19 também empurrou investidores para setores mais resistentes à pandemia.

Nesta terça, o mercado acionário caiu após dados mostrarem que a inflação saltou para uma máxima em dez anos em agosto, com novos aumentos provavelmente desafiando a visão benigna do Banco Central Europeu (BCE) sobre a alta dos preços.

Preocupações com redução gradual de estímulos e algumas vendas de ações de fim de mês tiraram o índice acionário europeu de máximas quase recordes.

Mas fortes balanços e uma taxa relativamente alta de vacinação aumentaram esperanças de recuperação na Europa, enquanto comentários do Federal Reserve na semana passada reafirmaram a visão de que o banco central dos EUA não tem pressa em apertar a política monetária.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,40%, a 7.119,70 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,33%, a 15.835,09 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,11%, a 6.680,18 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,06%, a 26.009,29 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,24%, a 8.846,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,44%, a 5.417,08 pontos.

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