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Brasil pode aumentar produção pecuária de forma expressiva com recuperação de pastagens e uso de fertilizantes

Publicado em 13/09/2021 19:02 e atualizado em 15/09/2021 08:31 560 exibições
Conexão Campo Cidade 13/09/2021
Além de ser uma forma de alimentação mais barata, pastagem apresenta vantagens na área da sustentabilidade, desde que seja bem administrada

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Conexão Campo Cidade 13/09/2021

O agronegócio e os setores urbanos estão intrinsecamente conectados, já que as cadeias produtivas de alimentos influenciam diretamente no cotidiano das cidades. Porém, muitos ruídos de comunicação entre as duas pontas geram discussões e desentendimentos que merecem atenção. Nesse contexto, o site Notícias Agrícolas e a consultoria MPrado desenvolveram o projeto Conexão Campo e Cidade, que visa debater diversas questões relacionadas aos negócios que envolvem os ambientes urbanos e rurais.  

A necessidade do cuidado constante com solo para a lavoura é algo já conhecido por todos. Porém, quando se fala sobre a pecuária, nem todos dão o devido zelo para o pasto. Para falar sobre esse assunto, o Conexão Campo Cidade da última segunda-feira (13) recebeu Samuel Bortolin, especialista em pastagens da Mosaic Fertilizantes. 

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A importância do cuidado com o pasto 

Os especialistas do Conexão Campo Cidade destacaram que cada vez mais os pecuaristas têm se atentado para a importância de manter o pasto bem nutrido. Samuel Bortolin ressaltou que, atualmente, cerca de 2% de fertilizantes comercializados pela Mosaic são destinados à pecuária.  

Bortolin aproveitou para falar dos resultados que o uso de fertilizantes proporciona aos animais. “Um pasto bem nutrido vai acabar entregando uma nutrição de qualidade e expressando toda essa genética nos animais”.  

Além disso, outros benefícios de um pasto bem cuidado são a garantia de um alimento mais barato para o gado, como também uma área mais sustentável. O pasto ajuda mais, em relação à ração, com a redução da emissão de carbono e nas condições do solo. 

 

Brasil tem um potencial de recuperação enorme  

Outro ponto levantado por Bortolin é o potencial de recuperação que o Brasil tem no espaço territorial destinado à pecuária. “O Brasil consegue, sem abrir nenhum hectare a mais, aumentar muito a atividade da pecuária”.  

Conforme explicou, o Brasil possui quase 180 milhões de hectares destinados à pecuária. Porém, metade dessa área está degradada, sem entregar seu potencial máximo. Com investimento, o pecuarista consegue recuperar esse pasto para que o rendimento seja obtido com um gado de maior qualidade.  

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Pasto precisa ser cuidado como uma lavoura 

O programa também contou com a participação de Marcio Lopes, presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Lopes afirmou que a pastagem precisa ser tratada como uma atividade agrícola. “Tem que trata-la como nós tratamos uma roça de milho, como nós tratamos uma roça de soja. Tenho que ter um manejo adequado, um acompanhamento, uma melhoria, como eu tenho nas minhas lavouras de café”.  

 

Cooperativismo brasileiro  

Mais um assunto de destaque foi a importância do cooperativismo brasileiro. Os especialistas frisaram que as cooperativas que existem hoje no país são um exemplo para o mundo inteiro.  

Lopes focou seu comentário na função elementar que as cooperativas precisam ter, que na visão dele, é investir em pessoas. Para ele, o fundamental não é apenas obter ganhos econômicos, mas sim proporcionar um ambiente de ajuda e companheirismo entre todos os produtores.  

 

Críticas feitas por ministro francês ao frango brasileiro  

As críticas que o ministro da Agricultura da França, Julien Denormandie, fez em relação à qualidade da carne de frango brasileira foi outro destaque do programa. Os especialistas reiteraram que o frango brasileiro tem um percentual de proteína enorme, maior até mesmo que o das aves francesas. 

José Luiz Tejon declarou ainda que a agropecuária brasileira sofre com esse tipo de críticas, por não possuir uma estratégia de marketing a nível internacional, algo que seria necessário. Ele citou o exemplou do jogador de futebol Cristiano Ronaldo, que afastou uma garrafa de Coca-Cola durante entrevista, fazendo com que as ações da empresa caíssem. Ao invés de rebater a atitude do atleta, como o Brasil costuma fazer quando sofre críticas, a Coca-Cola apenas apareceu junto a outros esportistas, reafirmando a qualidade que tem. 

 

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