Mercado da soja com poucos negócios; indicação é para o produtor não se precipitar nas vendas, e fazer hedge

Publicado em 20/09/2021 16:43 e atualizado em 20/09/2021 17:30 1054 exibições
Tempo & Dinheiro
Edição do Tempo&Dinheiro desta 2a.feira, 20/setembro/21, com João Batista Olivi

Wall St tem forte queda em meio a ampla liquidação

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NOVA YORK (Reuters) - Wall Street despencou nesta segunda-feira, com o medo de contágio de um potencial colapso da empresa chinesa Evergrande impondo uma ampla onda de vendas e levando investidores a fugir das ações em busca de segurança.

O Nasdaq caiu para seu nível mais baixo em cerca de um mês, com Microsoft Corp, Alphabet Inc, Amazon.com Inc, Apple Inc, Facebook Inc e Tesla Inc entre as maiores influências negativas tanto no índice de tecnologia quanto no S&P 500.

Todos os 11 principais setores do S&P 500 tiveram baixa, com grupos economicamente sensíveis como energia em queda mais expressiva.

Investidores também se mostraram nervosos antes da reunião de política monetária do Federal Reserve nesta semana.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones caiu 1,79%, para 33.964,66 pontos; o S&P 500 teve queda de 1,70%, para 4.357,71 pontos, e o Nasdaq recuou 2,17%, a 14.718,02 pontos.

Medo de crise chinesa faz Ibovespa ter 5ª queda e atingir mínima desde novembro

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SÃO PAULO (Reuters) - O temor de que um calote de uma grande incorporadora da China enfraqueça mais a economia global provocou nova derrocada das bolsas globais nesta segunda-feira, com o principal índice da bolsa brasileira caindo ao pior nível em quase 10 meses.

Pressionado sobretudo por ações de empresas de commodities e de bancos, o Ibovespa teve baixa de 2,33%, aos 108.842,94 pontos. O giro financeiro da sessão somou 32,5 bilhões de reais.

Ações de empresas de commodities, como Vale e Petrobras foram alguns dos principais destaques negativos. Além disso, papéis de bancos também caíram forte, refletindo temor de que novas altas da Selic esfriem o mercado de crédito no país.

Dólar fecha em alta de 0,78%, a R$ 5,3287

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve firme alta ante o real nesta segunda-feira, furando de uma só vez duas resistências técnicas e escalando ao maior patamar em um mês, impulsionado pela aversão a risco no exterior ditada por medo de contágio de problemas financeiros de uma grande empresa chinesa.

A moeda brasileira registrou o pior desempenho global nesta sessão.

O dólar à vista subiu 0,78%, a 5,3287 reais. A alta percentual é a mais forte desde o último dia 8 (+2,84%), e o nível de fechamento é o mais alto desde 23 de agosto (5,3823 reais).

Algum arrefecimento nas perdas nos mercados internacionais no fim do pregão permitiu que o dólar finalizasse a jornada a alguma distância da máxima intradiária --de 5,3782 reais (+1,72%). Na mínima, a cotação ganhou 0,36%, a 5,3067 reais.

O dólar rompeu duas resistências técnicas principais nesta sessão: a linha psicológica dos 5,3000 reais e a média móvel de 200 dias (5,3136 reais). 

Índices europeus recuam com dificuldades da China Evergrande

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(Reuters) - As ações europeias tiveram forte queda nesta segunda-feira, com as crescentes preocupações com a solvência do grupo imobiliário China Evergrande assustando os investidores em início de semana repleta de reuniões de grandes bancos centrais.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,7%, a 1.749 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,67%, a 454 pontos.  

As ações de mineração perderam 3,6%, refletindo queda nos preços das commodities.

As ações asiáticas fecharam em queda após forte baque nos papéis da Evergrande, a incorporadora mais endividada do mundo.

"Mais significativo do ponto de vista dos mercados mundiais é a situação preocupante da grande incorporadora chinesa Evergrande, que parece estar na beira do precipício, com temores sobre contágio da situação para a economia geral da China. Esta é uma notícia particularmente ruim para mineradoras", disse Russ Mold, diretor de investimentos da AJ Bell.

O índice referencial europeu STOXX 600 caiu por três semanas seguidas devido a preocupações com a desaceleração do crescimento global, alta da inflação, casos persistentemente elevados de Covid-19 e contágio de regulações mais duras sobre as empresas chinesas.

A reunião de política monetária do Federal Reserve estará no foco na terça e quarta-feiras, quando o Fed deve abrir caminho para a redução do estímulo. No total, 16 bancos centrais vão se reunir esta semana, incluindo Brasil, Reino Unido e Japão.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,86%, a 6.903,91 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,31%, a 15.132,06 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,74%, a 6.455,81 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,57%, a 25.048,26 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,20%, a 8.655,40 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,62%, a 5.213,55 pontos.

Criptomoedas Bitcoin e ether desabam em dia de perdas generalizadas dos mercados

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) - Os preços das criptomoedas despencavam nesta segunda-feira, com as preocupações sobre o risco de contágio para a economia global dos problemas do grupo imobiliário chinês Evergrande.

O bitcoin caía 7,4%, para 43.745 dólares, após ter flertado com o nível mais baixo desde 7 de agosto. O ether, moeda ligada à rede blockchain Ethereum, caía 7,6%, a 3.071 dólares, após ter chegado a recuar abaixo de 3 mil dólares pela primeira vez desde o início de agosto.

O valor do mercado de criptomoedas caía 10%, para menos de 1,94 trilhão de dólares, ante 2,17 trilhões do último sábado.

A perda ocorre no momento em que o interesse institucional por elas cresceu e alguns bancos de investimento aumentaram previsões para as criptomoedas nos próximos meses.

"Está tudo vermelho hoje, com os mercados de criptomoedas seguindo a desaceleração nos mercados tradicionais enquanto a China enfrenta uma crise altamente contagiosa do mercado imobiliário", disse Tim Frost, diretor executivo da Yield App.

Société Générale: Evergrande pode causar danos duradouros ao crédito e à atividade na China

Embora a China possa ser capaz de evitar uma crise no mercado financeiro devido à chance de default da incorporadora Evergrande, o acontecimento atual “ainda pode infligir danos duradouros às condições de crédito e à atividade econômica chinesa”. É o que apontam os estrategistas para mercados emergentes do Société Générale.

Para os especialistas, as repercussões de um possível default “provavelmente contribuirão para a desaceleração econômica em curso na China, que, por sua vez, ancora o crescimento global e a inflação, e prejudica os preços das commodities”.

Em nota enviada a clientes, os estrategistas do banco francês apontam que “a crise de liquidez da Evergrande, a iminente reestruturação da dívida e os riscos de contágio reverberaram nos mercados nos últimos, azedando o sentimento de risco global”. Para os profissionais, diante da forte dependência da economia chinesa do setor imobiliário, o risco de uma desaceleração econômica prolongada e severa está aumentando. 

“Nossos economistas esperam que possa haver algum recuo modesto no movimento de desalavancagem da China quando os riscos macroeconômicos se intensificarem, mas não preveem um relaxamento substancial do compromisso geral de desalavancagem”, indicam os estrategistas do Société Générale. 

Eles apontam, adicionalmente, que há uma probabilidade de 30% de um cenário de pouso forçado para a China, que envolva, por exemplo, uma reestruturação desordenada da dívida da Evergrande, o que resultaria em pressão sobre investimentos, preços e vendas de propriedades. 

Assim, para os estrategistas, um potencial default da Evergrande deve contribuir para a desaceleração econômica chinesa, que já está em vigor, o que deve afetar o crescimento global e prejudicar os preços das commodities.

“Continuamos a antecipar a depreciação à vista e retornos totais negativos em grande parte dos complexos monetários da Ásia e da América Latina ao longo dos próximos trimestres, enquanto a pressão altista sobre os juros globais dos títulos de mercados emergentes parece cada vez mais restrita”, indicam os profissionais.

Magnata chinês perde US$ 1 bilhão com temor de colapso da Evergrande

Um empresário do setor imobiliário de Xangai perdeu nesta segunda-feira (20) mais de US$ 1 bilhão em consequência dos temores de um possível colapso da empresa Evergrante, gigante do setor de incorporação imobiliária no país asiático.

Este cenário tem causado pânico no mercado financeiro de Hong Kong.

O Presidente do Sinic Holdings Group, Zhang Yuanlin, viu nesta segunda-feira seu patrimônio líquido derreter de US$ 1.3 bilhão para US$ 250.7 milhões durante a tarde, informou a revista Forbes. 

Segundo a revista, a empresa Yuanlin foi obrigada a paralisar suas operações em Hong Kong, após uma queda de 87% do preço de suas ações na Bolsa local.

O empresário, que apareceu este ano na lista de bilionários do mundo compilada pela Forbes, fez sua fortuna com a venda de apartamentos de alto nível. Agora, o setor se encontra muito vulnerável, diante do possível colapso do gigante imobiliário Evergrande. O pânico é grande entre os investidores.

Sinic experimentou, de repente, um forte aumento no volume de negociação de seus títulos nas horas que antecederam a suspensão de sua cotação.

A empresa é uma das muitas que observam fortunas desaparecerem pelo temor dos investidores de que a Evergrande, uma das gigantes do setor na China, não pague os vencimentos nesta semana, já que tem dívidas superiores a US$ 300 bilhões.

Vários cálculos indicam que o setor imobiliário representa mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, o que explica os temores de que a crise tenha grande repercussão na economia nacional e mundial.

Chuvas estão chegado e mudanças serão percebidas pelos produtores até o final do mês, diz Inmet

A dois dias do fim do inverno e do início oficial da primavera – que, no hemisfério sul, começa nesta quarta-feira (22) -, parte da população brasileira se vê às voltas com temperaturas elevadas e clima extremamente seco, enquanto uma outra parcela está em alerta para o potencial perigo de chuvas fortes.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (20), em Brasília, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chama a atenção para o grande perigo de ocorrência de incêndios florestais por causa da baixa umidade relativa do ar registrada em 461 cidades do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

Segundo o Inmet, ao menos até o fim desta segunda-feira, nestas regiões, a umidade relativa do ar abaixo de 12% potencializa a chance de incêndios e pode fazer mal à saúde das pessoas, que devem procurar se hidratar e evitar fazer atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia.

Perigo

As áreas abrangidas pelo alerta de grande perigo devido à seca compreendem praticamente Goiás e o Distrito Federal, além das regiões centro-sul, nordeste, norte e sudeste mato-grossense; o centro-norte, leste e o pantanal sul-mato-grossense; as faixas ocidental e oriental de Tocantins; o Triângulo Mineiro e a região noroeste de Minas Gerais e também as cidades de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Além do comunicado de grande perigo em parte das sete unidades federativas já citadas, os técnicos do Inmet também alertam para os potenciais riscos decorrentes da baixa umidade em parte de outros 12 estados onde a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte

Ao mesmo tempo, os técnicos do instituto alertam para o potencial risco de chuvas intensas e até temporais atingirem algumas cidades do Amapá, Amazonas, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Em quatro estados (Maranhão, Pará, Paraná e São Paulo), há regiões sujeitas a enfrentar chuvas intensas ao longo do dia e áreas em que a população enfrenta o calor e a baixa umidade.

Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, a meteorologista Morgana Almeida explicou à Agência Brasil que as diferentes situações se devem à atuação dos sistemas meteorológicos que atuam simultaneamente no país.

Diversidade de climas

“Devido às dimensões continentais do Brasil, temos uma diversidade de climas e de sistemas meteorológicos atuando em um só dia. Hoje, temos áreas de instabilidade na Região Norte, com risco de chuvas fortes isoladas, da mesma forma que, no outro extremo do país, na Região Sul, há uma nova frente fria em formação atuando, com a possibilidade de ocorrerem temporais. Já na área central do país, a massa de ar quente que está há praticamente duas semanas parada sobre a região favorece as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar”, explicou Morgana.

Para a meteorologista, por enquanto, a queixa de muitos moradores da região Centro-Oeste que sustentam que, este ano estaria mais quente e seco que em anos anteriores não passa de uma impressão.

“Todos os anos, no fim do inverno, a temperatura se eleva, marcando a transição entre as estações. A princípio, não me parece ter havido, na região, nenhuma grande diferença em comparação a anos anteriores. Mas é preciso aguardarmos os dados consolidados para termos uma resposta mais categórica”, disse.

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