Soja em alta, mas a partir de 6a feira a China vai folgar por uma semana. Quem puder que aproveite.

Publicado em 29/09/2021 15:28 e atualizado em 29/09/2021 16:26 470 exibições
Soja em alta, mas a partir de 6a feira a China vai folgar por uma semana. Quem puder que aproveite.
Edição do Tempo&Dinheiro desta 4a.feira, 29/setembro/21, com João Batista Olivi

China já reduz oferta de fertilizantes no mercado global; relações de troca para 2022 sobem forte

Logotipo Notícias Agrícolas

Nas últimas horas, preços em diversos pontos do comércio global de fertilizantes, principalmente nitrogenados, fosfatados e ureia, subiram de forma expressiva. Cenário é difícil para os insumos e já dobra relações de troca para o milho safrinha 2022 e soja 2022/23.

Entrevista com Jeferson Souza - Analista de Fertilizantes da Agrinvest (por Carla Mendes).

China tenta sanar crise energética vendo preço do carvão subir e inverno chegar

Logotipo Reuters

SHENYANG, China (Reuters) - A China exigiu nesta quarta-feira que empresas ferroviárias e autoridades municipais se empenhem mais no envio de suprimentos de carvão para prestadoras de serviços públicos, já que regiões essenciais para a segunda maior economia do mundo junto com blecautes que prejudicam a produção industrial.

A ordem, encaminhada pelo poderoso planejador estatal da China, vem na esteira de uma escassez de suprimento de carvão, padrões de entrega mais rígidos e uma procura grande da indústria que elevam o preço do carvão, a principal fonte de eletricidade do país, a níveis alarmantes no momento em que o inverno se aproxima.

Os futuros do carvão termal da China atingindo uma alta histórica de 212,92 dólares por tonelada nesta quarta-feira, levantada a pressão sobre o distribuidoras de energia incapazes de reaver os custos de combustível adicionais. Restrições ao uso de energia foram impostas em grandes partes da China, especialmente em três províncias do nordeste que abrigam quase 100 milhões de pessoas.

"Se houver um corte de energia no inverno, o aquecimento também para", disse Fang Xuedong, entregador de 32 anos de Shenyang, capital da província de Liaoning, situada cerca de 90 minutos de avião ao nordeste de Pequim.

"Tenho uma criança e um idoso em casa, se não houver aquecimento será um problema."

O alarme crescente dos moradores com a crise energética, já em sua segunda semana, chega no momento em que o planejador estatal, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), pediu formalmente que planejadores econômicos municipais, administradores de energia e empresas ferroviárias fortaleçam o transporte de carvão para atender à demanda de cidadãos dos cidadãos durante o inverno.

"Toda empresa prioridade fortalecer o transporte de carvão para distribuidores de energia combinados são de menos de sete dias e lançar o mecanismo de emergência de emergência de maneira oportuna", disse o NDRC.

Maior consumidora mundial de carvão, a China importou um total de 197,69 milhões de toneladas do produto nos primeiros oito meses de 2021, uma redução de 10% na comparação ano a ano, mas em agosto as importações aumentaram em mais de um terço devido à escassez dos suprimentos domésticos.

Nesta semana, autoridades procuraram garantir aos moradores diversas vezes que haverá energia para uso domiciliar e para o aquecimento agora que o inverno se aproximar.

(Reportagem adicional de Min Zhang em Pequim, David Stanway em Xangai, Yimou Li em Taipé, redação de Pequim e Tom Daly)

Brasil abre 372.265 vagas formais de trabalho em agosto, acima do esperado

Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou abertura de 372.265 vagas formais de trabalho em agosto, maior resultado para a série executada em 2010, de acordo com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência

A expectativa em pesquisa da Reuters era de abertura de 272.500 postos de trabalho. O dado também veio acima da criação de vagas em agosto do ano passado, quando foram abertas 249.388 colocações, na série sem ajustes.

Em agosto, os dados foram positivos nos cinco grupos de atividades de promoção, com destaque para o setor de serviços, o mais atingido pela pandemia de Covid-19, com abertura de 180.660 postos. Aparecem em seguida o setor do comércio (+77.769 vagas), indústria geral (+72.694), construção (+32.005) e agricultura e pecuária (+9.232).

No acumulado de 2021, na série com ajustes, foram definidos 2.203.987 empregos com carteira assinada, frente a um fechamento de 849.387 vagas em igual período do ano passado.

Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, apontou que o Brasil caminhava para a divulgação de uma criação de 3 milhões de postos desde o fundo do poço com a crise de Covid-19.

Em contraste com os dados do Caged, uma pesquisa Pnad do IBGE, que também leva em conta os dados referentes aos empregos informais, revelados que o país ainda tinha 14,4 milhões de pessoas sem trabalho ao fim do segundo trimestre.

No trimestre até junho, um taxa de desemprego chegou a 14,1%, numa melhora frente ao percentual de 14,6% nos três meses até maio, apontaram os dados mais recentes da pesquisa.

Na véspera, o Banco Central avaliou, em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que diante da diferença entre os principais indicadores do emprego no segmento formal - Pnad Contínua e Novo Caged, sendo que o último mostra recuperação mais robusta do que o primeiro - "permanece a dificuldade de avaliação do efetivo estado do mercado de trabalho".

Setor de máquinas do Brasil tem desempenho acima do esperado em agosto, eleva previsão para 2021

Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve vendas acima do esperado em agosto, impulsionada por exportações e por demanda de infraestrutura, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Abimaq, que representa o setor.

O faturamento subiu 16,7% em agosto ante julho e 25,6% ante uma base fraca de comparação de um ano antes, para 20,2 bilhões de reais, segundo a entidade. O consumo aparente, que considera máquinas produzidas no país e importadas, cresceu 8,9% ante julho e 16,6% sobre um ano antes.

"O setor, que vinha em crescimento nos últimos meses, reforçou essa recuperação em agosto, com desempenho acima das expectativas, puxado pelas exportações", disse a jornalistas a diretora de economia e estatística da Abimaq, Cristina Zanella.

As exportações saltaram 19,4% ante julho e 78,4% ante agosto do ano passado, para 912,8 milhões de dólares.

Segundo Zanella, a Abimaq começou o ano com expectativa de que as vendas do setor cresceriam 12% em 2021. Essa previsão foi depois revista para 18%. Agora, a avaliação é que o faturamento vai ter uma alta para além de 20%.

A indústria de máquinas e equipamentos fechou agosto com 83,6% da capacidade instalada ocupada, nível visto pela última vez entre os anos de 2007 e 2008, segundo os dados da entidade.

Zanella lembrou que a indústria nacional teve encolhimento forte nos últimos anos e que os investimentos feitos para compra de máquinas e equipamentos ainda conhecidos abaixo do necessário para repor a depreciação natural.

Segundo ela, com o cenário de incertezas da economia, com aumento de informação e alta de juros, indicadores de confiança dos negócios da indústria têm queda nos dois meses, "mais pelo mercado interno que pelas exportações".

A expectativa da entidade é que a recuperação do setor se estenda para 2022, impulsionada ainda pelas exportações e pela entrada em operação de contratos de concessão de infraestrutura. "Mas a pressão inflacionária não tem como não impactar na atividade econômica", disse Zanella.

Com ajuda de Estados, setor público surpreende com superávit primário recorde para agosto

BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro contrariou expectativas de déficit ao registrar um superávit primário de 16.729 bilhões de reais em agosto, melhor resultado histórico para o mês, ajudado pelo forte resultado positivo alcançado pelos Estados.

Em pesquisa Reuters, uma expectativa era de déficit primário de 12,15 bilhões de reais no mês.

Na série do BC emitido em dezembro de 2001, o resultado primário para agosto vinha no vermelho desde 2013. Antes disso, o maior superávit para o mês foi alcançado em agosto de 2006, quando foi de 10.496 bilhões de reais.

O número recorde foi impulsionado pelo superávit de 23.479 bilhões de reais dos Estados em agosto, com os municípios entregando um resultado também positivo de 3.859 bilhões de reais, indicados do BC divulgados nesta quarta-feira.

O resultado conjunto dos entes regionais - positivo em 27.337 bilhões de reais-- foi o melhor para todos os meses na série do BC criado em 1991, indicado o chefe do departamento de Estatísticas da autarquia, Fernando Rocha.

Houve impacto no mês de um ingresso de cerca de 15 bilhões de reais no caixa do Estado do Rio de Janeiro em função da concessão ao setor privado da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

Mesmo expurgado esse efeito, o superávit dos Estados e municípios ainda teria sido expressivo no mês, analisou Rocha, atribuindo esse desempenho à melhor arrecadação com impostos. Ele pontuou que os tributos recolhidos pela Receita têm tido resultados registrados por mês, sendo que parte esses recursos é direcionada para os regionais.

O principal imposto dos Estados, o ICMS, também teve alta expressiva, com alta real de 18,5% sobre agosto do ano passado, frisou Rocha.

As estatais tiveram no mês superávit de 484 milhões de reais, ao passo que o governo central --formado por governo federal, Banco Central e INSS-- teve um déficit de 11.092 bilhões de reais.

Com o bom desempenho de agosto, o setor público consolidado passou ao azul no acumulado do ano, com um superávit de 1.237 bilhão de reais, frente a um déficit primário de 571.367 bilhões de reais em igual período de 2020, ano marcado pela forte expansão de gastos para enfrentar o enfrentamento à pandemia do coronavírus.

No acumulado em 12 meses, o déficit primário como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) caiu, com isso, a 1,57% em agosto, de 2,87% em julho.

Ainda segundo dados do BC, a dívida bruta do país caiu a 82,7% do PIB em agosto, sobre 83,1% do PIB em julho e a expectativa do mercado de que iria a 84,1%.

A dívida líquida recebeu a 59,3% do PIB, ante 59,8% no mês anterior e projeção de analistas de 60,6%.

Com PEC dos Precatórios e Reforma do Imposto de Renda o mercado sossega, diz Guedes

Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - A aprovação da reforma do Imposto de Renda e da PEC dos Precatórios pelo Congresso vai criar condições para a implantação do novo Bolsa Família, permitindo que o mercado se acalme e deixe de temer um descontrole fiscal no período pré-eleitoral , disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, na noite de terça-feira.

Em evento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em Brasília, Guedes também ressalta que o governo tem os instrumentos para lidar com a informação e citou a insistência do presidente Jair Bolsonaro em defensor da redução dos impostos sobre os impostos.

"São pequenas coisas que nós precisamos fazer, mas são urgentes. Aprovar a PEC, aprovar o Imposto de Renda. Com essas duas peças, você tem o Bolsa Família e o mercado sossega", disse Guedes.

"O medo do mercado é exatamente o seguinte, como abastecimento aí e como pessoas ficam alucinadas em véspera de eleição, todo mundo fica nervoso, todo mundo quer ganhar voto, todo mundo quer gastar dinheiro, e isso pode ser o caminho para uma derrota eleitoral ", acrescentou o ministro.

O Brasil, assim como vários outros países no mundo, está enfrentando uma informação alimentada pelos pagamentos feitos pelo governo em medidas de enfrentamento à crise da pandemia da Covid, disse Guedes.

"Mas nós estamos preparados para combater isso", afirmou, destacando a aprovação da autonomia do Banco Central e também medidas para conter a alta dos medicamentos.

"Gás natural, privatização de refinarias que antes eram só da Petrobras, para botar mais competição, reduzir impostos que incidem sobre os disciplinas, o presidente tem insistido nisso, reduzir o imposto federal, pede aos Estados que reduzam também."

O ministro também afirmou que os juros vão "subir um pouco" para conter a alta dos preços, mas disse que isso não impedirá que a economia siga em crescimento no próximo ano.

Para Guedes, desde que o governo do presidente Jair Bolsonaro assumiu, o país tem enfrentado choques comparáveis ??às pragas do Egito, o que incluiu o desastre da represa de Brumadinho, crise econômica severa na Argentina e a crise hídrica, além da pandemia.

"É duro, mas não desestimula ... certa vamos seguir fazendo a coisa", disse Guedes.

Grupo britânico de varejistas de combustível diz que 27% dos membros estão sem produto

Logotipo Reuters

LONDRES (Reuters) - A crise de abastecimento de combustível no Reino Unido, que fez com que bombas secassem e enormes filas nos postos de gasolina acabadas, diminuindo, com mais postos de abastecimento relatando entregas, disse um grupo da indústria nesta quarta -feira.

A Associação de Varejistas de Petróleo (PRA), que representa varejistas de combustível independentes que perdem por cerca de dois terços de todos os 8.380 postos de abastecimento britânicos, disse que apenas 27% dos membros relataram sem combustível e que a situação melhore ainda mais nas próximas 24 horas.

"No entanto, estamos extremamente desapontados em saber que muitos funcionários do pátio estão enfrentando um alto nível de abuso verbal e físico, ou que é totalmente inaceitável", disse Gordon Balmer, Diretor Executivo da PRA.

"Os funcionários estão dando o melhor de si para gerenciar como filas e garantir que haja combustível suficiente para todos."

Preços de importados na Alemanha sobem têm maior alta em 40 anos em agosto

BERLIM (Reuters) - Os preços de importados na Alemanha aumentaram no ritmo mais rápido em 40 anos no mês passado, impulsionados por um salto nos preços do petróleo e do gás, e os gargalos na cadeia de abastecimento para matérias-primas pioraram ainda mais, Colocação para um novo aumento nos preços aos consumidores.

Os preços de importados saltaram 16,5% em agosto em relação ao ano anterior, informou a Agência Federal de Estatísticas alemã nesta quarta-feira, patamar acima das informações de economistas de alta de 16,1%, ante 15,0% em julho .

O aumento de agosto foi o maior desde setembro de 1981, quando uma segunda crise do petróleo elevou os preços em 17,4%.

Ao mesmo tempo, os gargalos na cadeia de abastecimento que afetam as empresas alemãs pioraram ainda mais, divulgada uma pesquisa publicada pelo instituto Ifo nesta quarta-feira.

Cerca de 77,4% das empresas industriais alemãs relataram dificuldades na aquisição de bens intermediários e matérias-primas neste mês. Entre as montadoras, esse número foi de 97%, informou o Ifo.

"Há muitas encomendas, mas como empresas não conseguem produziri-las agora", disse o economista do Ifo Klaus Wohlrabe. Como resultado, mais empresas estão planejando aumentar os preços, disse o Ifo.

Chefe do BoE vê retorno da economia britânica a nível pré-pandemia no começo de 2022

LONDRES (Reuters) - O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, disse nesta quarta-feira esperar que a economia britânica recupere seu nível de produção de antes da pandemia no início próximo do ano, um pouco mais tarde do que o banco central havia previsto no mês passado.

"Espero que estejamos de volta ao nível pré-pandemia no início do próximo ano, possivelmente um ou dois meses depois do que pensávamos que estaríamos no começo de agosto", disse Bailey em um painel do Banco Central Europeu (BCE).

Harker, do Fed, diz que apoia início da redução de estímulos já em novembro

NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, disse nesta quarta-feira que apoiaria o início da redução gradual das compras de ativos do banco central norte-americano já em novembro, com término em informado de 2022.

"Eu apoiaria a mudança já em novembro, de começarmos esse processo, mas isso depende de todo o Comitê (de definição de política monetária)", disse Harker durante um evento virtual. Ele acrescentou que gostaria de finalizar os cortes de estímulos em divulgação do próximo ano e que aumentos potenciais de juros a partir desse momento dependeriam do estado da economia.

Bolsonaro anuncia licença para linhão de Tucuruí para Boa Vista (RR) e diz que as obras devem levar 3 anos

Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que, com a permissão do Ibama concedida na noite de terça, o linhão que ligará Roraima ao sistema elétrico nacional deve ficar pronto em até três anos.

Bolsonaro anunciou a licença durante uma declaração em Boa Vista. A licença ambiental do Ibama, que dependia de uma liberação da Fundação Nacional do Índio (Funai), já que a obra passa por reservas indígenas, era o último ponto a ser resolvido para que uma obra fosse executada.

"É o início das obras. Não será muito rápido, mas aproximadamente em três anos ela será concluída", disse Bolsonaro.

A linha de transmissão, de 500 kV, ligará Manaus (AM) a Boa Vista (RR) e terá aproximadamente 715 km de extensão. Permitirá, com isso, que o Estado passe a receber energia do sistema nacional.

 

(Boa Vista - RR, 29/09/2021) Presidente da República Jair Bolsonaro, posa para foto com colaboradores da Linha de Transmissão Manus-Boa Vista (Linhão), da UTE Jaguatirica II e do Programa Alimenta Brasil.  Foto: Alan Santos/PR

Bolsonaro inaugurou termelétrica e fez outras entregas em Boa Vista (Agencia Brasl)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (29) o início das obras do Linhão de Tucuruí, entre as capitais Manaus e Boa Vista, que vai integrar o estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia. “Ontem [28] a noite, o último obstáculo para o início das obras foi vencido e nós temos uma pedra aqui do lado, a pedra fundamental para o início da construção do linhão”, disse.

Bolsonaro está em Boa Vista, onde participou de cerimônia alusiva aos mil dias de governo. O retorno da comitiva para Brasília estava previsto para o início da tarde, mas o presidente informou que vai continuar em Roraima para fazer esse anúncio para o estado, no fim da tarde, e detalhar as questões sobre a construção do linhão.

De acordo com Bolsonaro, a obra deve ser concluída em menos de três anos. O projeto prevê uma linha de transmissão de 715 quilômetros entre as duas capitais.

Energia

Roraima é o único estado não integrado ao SIN e, por isso, tinha aproximadamente 50% do abastecimento feito pela Venezuela, por uma linha de transmissão inaugurada em 2001 pelos então presidentes Hugo Chávez e Fernando Henrique Cardoso. Entretanto, desde março de 2019, o fornecimento foi completamento interrompido pelo país vizinho e, desde então, o abastecimento passou a ser feito exclusivamente por termoelétricas.

O Linhão de Tucuruí foi licitado em 2011 e deveria estar em operação desde 2015. O projeto enfrentou problemas no licenciamento, pois passa pela Terra Indígena Waimiri-Atroari, e por questionamentos sobre o valor do contrato. A obra é de responsabilidade da concessionária Transnorte Energia, formada pela estatal Eletronorte e a empresa Alupar, que ganhou a concessão do linhão.

Entregas

Bolsonaro também inaugurou a Usina Termelétrica Jaguatirica II, em Boa Vista. O empreendimento da empresa Eneva vai gerar energia a partir do gás natural produzido no Campo de Azulão, no Amazonas. A unidade tem capacidade de geração de 141 mega-watts, o equivalente a mais da metade do consumo de Roraima.

De acordo com o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, a substituição das usinas a diesel por gás natural vai reduzir o custo da geração de energia no estado em 35% e reduzir as emissões de gás carbônico em 38%.

“Já em maio de 2019 realizamos o primeiro leilão de geração de energia do governo. Leilão que nos trouxe aqui nesse dia, batendo recordes de produtividade, na entrega dessa usina que tem relevância muito grande para a segurança energética do estado. Esse leilão também viabilizou que o Campo do Azulão entrasse em produção, gerando gás natural para toda a região amazônica”, disse o ministro, durante o evento.

Na cerimônia também houve entrega simbólica da concessão dos aeroportos do Bloco Norte; de veículos do Programa Alimenta Brasil; de transferência de terras da União para o estado de Roraima; e de títulos de terra a famílias beneficiárias da reforma agrária.

Tags:

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário