Maravilha! chuva chegando em todas as áreas de plantio; safra corre rápido no Brasil (xô! crise...)

Publicado em 11/10/2021 15:25 978 exibições
Tempo & Dinheiro
Edição do Tempo&Dinheiro desta 2a.feira, 11/outubro/21, com João Batista Olivi

Boa notícia para as regiões produtoras! Próximos 15 dias têm previsão para bons volumes de chuvas em grande parte do país

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Francisco de Assis Diniz - Meteorologista do INMET

Norte do Paraná terá 2 dias de folga das chuvas para avançar com o plantio. Matopiba confirma sequência de boas chuvas

Exportações de soja e petróleo do Brasil quase dobram até a 2ª semana de outubro

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SÃO PAULO (Reuters) - As médias diárias das exportações de soja e petróleo do Brasil saltaram mais de 90% até a segunda semana de outubro, ante o ritmo de embarques verificado no mesmo mês do ano passado, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.

Na soja, o maior produtor e exportador do grão embarcou 240,2 mil toneladas por dia, contra média diária de 121,11 mil em outubro do ano passado.

Já no petróleo, foram exportadas 435,67 mil toneladas por dia até a segunda semana deste mês, versus 228,53 mil toneladas diárias em outubro de 2020, de acordo com o levantamento.

Na contramão, as vendas externas de milho despencaram após frustração na segunda safra 2020/21 do cereal. A média diária baixou de 250,19 mil toneladas em outubro do ano passado para 80,46 mil toneladas no acumulado deste mês.

BC está atento a efeitos secundários da inflação e comprometido com meta em 2022, diz diretora

BRASÍLIA (Reuters) - A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos? do Banco Central, Fernanda Guardado, reiterou nesta segunda-feira que a autarquia está comprometida com a entrega da inflação na meta em 2022 e também atenta aos efeitos secundários da inflação no país.

Ao participar de reunião anual do Institute of International Finance (IIF), Guardado avaliou que o preço de serviços no Brasil está em processo de realinhamento, mas que mesmo assim a taxa anualizada ainda está em patamar considerado baixo.

Sobre a expressiva alta de preços na economia, ela disse que a inflação foi impactada por itens voláteis como alimentos e preços de energia, que tendem a ser mais temporários, embora estejam demorando mais para ceder.

Ela reconheceu que a surpresa nesses itens voláteis tem sido "bastante grande".

"Por isso temos subido (a Selic) a um ritmo muito rápido, estamos ajustando nossa taxa de juros. E estamos almejando conter pressões inflacionárias de segunda ordem", afirmou ela, em inglês.

"É isso que temos em mente. Queremos trazer a inflação de volta à meta no ano que vem. Então estamos muito empenhados em alcançar esse objetivo. E vamos fazer tudo que pudermos fazer para fazer a inflação convergir para a meta a fim de conter essas pressões inflacionárias", acrescentou.

A meta de inflação em 2022 é de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Em seu cenário base, o BC vê o IPCA do próximo ano ligeiramente acima deste patamar, em 3,7%. Já o mercado projeta inflação de 4,17% no ano que vem, conforme o boletim Focus mais recente.

A taxa básica de juros está em 6,25% e o BC tem sinalizado que deve elevá-la novamente em 1 ponto percentual em sua próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece no fim deste mês.

Durante sua participação, Guardado pontuou que os modelos internos no BC não sugerem que a inércia inflacionária subiu muito. Ela também frisou que o país vive agora seu pico inflacionário, considerando a taxa acumulada em 12 meses, e que esse ritmo tende a perder força daqui para frente.

Sobre o quadro fiscal brasileiro, a diretora destacou que há muita incerteza sobre a gestão das contas públicas, o que tem tido impacto nas expectativas de inflação.

Ele afirmou que essa incerteza para 2022 entra no balanço de riscos do BC na direção de inflação mais alta.

"Em um cenário com recuperação muito forte do consumo, vemos a necessidade para gasto extra como menor, mas isso, é claro, não cabe ao BC dizer, cabe ao governo e aos parlamentares decidir", disse.

Preços de petróleo saltam para máximas de vários anos com crise energética global

LONDRES (Reuters) - Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta segunda-feira, estendendo ganhos, enquanto uma crise de energia atinge as principais economias globais em meio a uma recuperação na atividade econômica e restrição no fornecimento de grandes produtores.

O Brent estava em alta de 1,45 dólar, ou 1,8%, para 83,84 dólares por barril às 10:36 (horário de Brasília), a maior alta desde outubro de 2018.

O petróleo dos EUA (WTI) subiu 1,71 dólar, ou 2,2%, para 81,06 dólares, para seu maior valor desde o final de 2014.

"Os preços do petróleo devem continuar subindo no curto prazo", disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch.

As cotações aumentaram à medida que mais populações vacinadas são retiradas dos lockdowns contra o coronavírus, apoiando uma retomada da atividade econômica, com Brent avançando por cinco semanas e o petróleo bruto dos EUA por sete.

O ritmo da recuperação econômica combinado com o clima frio aumentou a demanda por energia, enquanto a pressão sobre os governos para acelerar a transição para uma energia mais limpa desacelerou o investimento em projetos de petróleo para aumentar o abastecimento.

Os preços do carvão, gás e eletricidade também subiram para níveis recordes nas últimas semanas, impulsionados pela escassez generalizada de energia na Ásia, Europa e Estados Unidos.

"A notícia da semana passada de que o Departamento de Energia (dos EUA) não está planejando explorar reservas estratégicas por enquanto está mantendo o mercado de petróleo apertado e está apoiando os preços", disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

A secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, disse na semana passada que o governo estava considerando explorar as reservas emergenciais de petróleo do país para resfriar os preços da gasolina, embora o Departamento de Energia tenha dito mais tarde que "não tinha planos de agir neste momento".

Crescimento é o maior desafio para economias emergentes, diz economista-chefe do Banco Mundial

LONDRES (Reuters) - A falta de crescimento é o maior desafio econômico que as economias em desenvolvimento enfrentam, disse a economista-chefe do Banco Mundial nesta segunda-feira.

O crescimento econômico foi essencial para a redução da pobreza, bem como para a geração de receitas governamentais para uso em espaço fiscal, redes de segurança social e provisão de bens públicos, disse Carmen Reinhart, economista-chefe do Banco Mundial.

"Tínhamos um desafio em muitos mercados emergentes e países em desenvolvimento mesmo antes da pandemia, o crescimento começou a desacelerar por volta de 2015", disse ela.

"Com o crescimento vêm os empregos, com o crescimento e os empregos vêm a recuperação."

O Banco Mundial espera arrecadar 100 bilhões de dólares em doações para o fundo da Associação Internacional de Desenvolvimento para os países mais pobres lidarem com "reversões trágicas no desenvolvimento" causadas pela pandemia de Covid-19, disse seu presidente, David Malpass, nesta segunda-feira, acrescentando que as disparidades de crescimento entre as economias avançadas e os países em desenvolvimento estão piorando.

Wall Street sobe com força de gigantes da tecnologia

(Reuters) - Os principais índices dos Estados Unidos subiam nesta segunda-feira, apoiados pelos ganhos das ações de crescimento e ignorando temores de inflação antes da divulgação nesta semana de balanços corporativos do terceiro trimestre.

As mega-caps Apple, Tesla e Microsoft avançavam entre 0,6% e 1% no dia, com oito dos 11 principais índices setoriais do S&P 500 em alta.

Os papéis de energia e materiais lideravam os ganhos por setor, refletindo a alta dos preços das commodities. O petróleo dos EUA chegou a subir quase 3%, para um pico em sete anos, alimentando temores de inflação mais alta, já que a crise de energia nas principais economias não mostra sinais de abrandamento.

"Parece que a inflação vai continuar por algum tempo", disse Joshua Mahony, analista sênior de mercados do IG.

Às 12:16 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,36%, a 34.872 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,439957%, a 4.411 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,5%, a 14.652 pontos.

A temporada de resultados corporativos começará nesta semana, com JPMorgan Chase & Co divulgando seu balanço na quarta-feira. Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup informam seus resultados na quinta-feira, seguidos pelo Goldman Sachs na sexta.

Preços do carvão metalúrgico e coque disparam na China por temor de oferta

(Reuters) - O carvão metalúrgico de Dalian, na China, subiu para a máxima de um contrato nesta segunda-feira, enquanto os futuros do coque atingiram um pico de seis semanas, depois que uma recente inundação na província de Shanxi, principal produtora de carvão do país, intensificou os temores de oferta.

A apreensão com a produção e transporte de carvão de Shanxi aumentaram as preocupações persistentes sobre uma crise de energia que atingiu a maior produtora de aço do mundo e prejudicou as operações de muitas indústrias, incluindo a mineração de carvão.

A província de Shanxi, no norte, fechou 27 minas de carvão na semana passada, devido à forte chuva que causou inundações.

O contrato mais ativo de carvão metalúrgico para janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian subiu 6,9%, para 3.428 iuanes (532,80 dólares) a tonelada. O coque avançou 5,4% para 3.728 iuanes por tonelada, seu maior valor desde 10 de setembro.

"As principais áreas de produção de coque do país ainda enfrentam diversos graus de restrições de produção", disseram analistas da Sinosteel Futures em nota, citando as enchentes de Shanxi e a escassez de energia.

O coque, a forma processada de carvão metalúrgico, é o principal agente redutor do minério de ferro, o principal ingrediente da siderurgia.

O minério de ferro de Dalian fechou em alta de 6,5%, a 797,50 iuanes por tonelada, pouco abaixo da máxima da sessão de 799,50 iuanes, a mais alta desde 1º de setembro.

O minério de ferro na Bolsa de Valores de Cingapura subia 10,1% para 137,25 dólares a tonelada às 4h08 (horário de Brasília).

O minério de ferro spot também foi sustentado pela volta dos traders chineses e a retomada das operações nas usinas na sexta-feira após o feriado da Golden Week.

Província industrial da China alerta para novos problemas de abastecimento de energia

PEQUIM (Reuters) - A maior economia provincial do nordeste da China alertou para o agravamento dos problemas de abastecimento de energia nesta segunda-feira, apesar dos esforços governamentais para aumentar o suprimento de carvão e administrar o uso de eletricidade em meio a uma crise energética pós-pandemia que atinge diversos países.

A província de Liaoning emitiu seu segundo alerta mais elevado de blecaute nesta segunda-feira, o quinto em duas semanas, avisando que o déficit de energia pode chegar a quase 5 gigawatts (GW).

Liaoning tem a maior economia e é a maior consumidora de energia das três províncias que compõem a região industrial do cinturão da ferrugem chinês, que sofre cortes de energia abrangentes desde meados de setembro. Um alerta de nível dois indica uma falta de energia equivalente a entre 10% a 20% da demanda total.

A retomada da atividade econômica global no momento em que as restrições do coronavírus são suspensas expõe a falta de combustíveis usados na geração elétrica na China e em outros países, o que deixa setores e governos em apuros agora que o inverno se aproxima do hemisfério norte.

"O maior desabastecimento de energia poderia chegar a 4,74 gigawatts (GW) no dia 11 de outubro", disse um informe publicado pelo Departamento Provincial da Indústria e da Informatização de Liaoning.

Uma ordem para restringir o uso de eletricidade entrou em vigor às 6h do domingo, acrescentou o informe.

A província também emitiu dois alertas de nível dois em cada um dos três últimos dias de setembro, quando a falta diária de energia chegou a 5,4 GW, deixando centenas de milhares de lares sem luz e obrigando usinas industriais a suspenderem a produção.

A queda de produção das usinas de energia veio na esteira da restrição do suprimento e da disparada do preço do carvão, usado para gerar mais de 70% da eletricidade da região. Fazendas eólicas também estão paradas devido à velocidade baixa dos ventos --a energia eólica representou 8,2% da geração de energia de Liaoning em 2020.

A crise energética, que causa escassez de combustíveis e falta de energia em alguns países, sublinha a dificuldade para se diminuir a dependência da economia global dos combustíveis fósseis no momento em que líderes de todo o mundo se preparam para tentar ressuscitar os esforços para enfrentar a mudança climática na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) no mês que vem em Glasgow.

Analistas e negociantes dizem que China pode enfrentar uma queda de 12% no consumo de energia industrial durante o quarto trimestre, já que se acredita que o suprimento de carvão não bastará neste inverno.

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