CEO da CMAA comenta os desafios da produção de bioenergia no Triângulo Mineiro

Publicado em 14/10/2021 17:37 e atualizado em 15/10/2021 16:23 537 exibições
Líderes do Agro
Com produção de 10 milhões de toneladas de cana, Carlos Eduardo Turqueto enxerga necessidade de se investir agora em propaganda para enfrentar problemas que terão no futuro e destaca novas formas de produção do etanol e biogás

Para falar sobre o setor sucroenergético, o Líderes do Agro recebeu o CEO da CMAA, Carlos Eduardo Turqueto. De uma família focada na produção de laranja, desde de 2005 Turqueto tem se dedicado ao cultivo de cana-de-açúcar, com fabricação de açúcar e biocombustível em Uberaba, município situado no Triângulo Mineiro.

Atualmente, a empresa conta com uma produção de 10 milhões de toneladas de cana, com crescimento médio de 20% ao ano. O CEO revela que a região tem um ótimo clima, por ter uma alta altitude e não sofrer de maneira tão severa com falta de chuva, como ocorre no interior de São Paulo.

Duranta a entrevista, Turqueto comentou como é ter a participação de sócios da Indonésia, como é o caso da CMAA. Como revelou, a empresa acaba não enfrentando problemas com isso e uma das principais dificuldade é apenas lidar com o fuso horário. As reuniões, que reúnem participantes da Indonésia, Singapura, Estados Unidos e outros países, acabam sendo realizadas on-line por volta das 9h30. Nesses horários, que está nos EUA acaba participando durante a madrugada.

Mas em geral, ele considera alguns pontos da Indonésia mais parecidos com os do Brasil, que em outros países por serem mais desenvolvidos. Como exemplo, Turqueto citou Ta possibilidade de haver questionamentos da Receita Federal, mesmo que tudo esteja dentro dos parâmetros. Isso é algo que não ocorre nos Estados Unidos e, quando acontece no Brasil, os americanos têm dificuldade para compreender, o que é diferente para os indonésios, os quais possuem uma compreensão melhor a respeito desse tipo de situação.

Turqueto comentou também o desafio que o setor do etanol tem pela frente, com o crescimento da produção de carros elétricos. Para ele, isso é algo que merece atenção e os produtores de etanol precisam investir para melhorar a imagem do combustível. “Se a gente não fizer nada, vamos perder tudo o que o Brasil conquistou em criar essa energia renovável”, frisou.

O CEO reforça que será necessário o setor demandar investimentos em propaganda e mostrar algumas informações que muitas vezes passam despercebidas pelas pessoas. Exemplo disso é uso de carros elétricos na Europa, onde a eletricidade é produzida a partir da queima de carvão, o que é poluente. “O europeu, que tem matriz a carvão, não vê queimando perto dele e não sabe da combustão gerada como poluição”.

Em seguida, Turqueto aproveitou para falar sobre o crescimento da produção de etanol a partir do bagaço da cana e também da importância do uso que a vinhaça vem tendo para o desenvolvimento de biogás, além do uso como fertilizante por ser fonte de potássio. “Osetor sucroenergético está começando a lapidar esse diamante”, comentou sobre o uso da vinhaça.

A entrevista completa com todas as informações discutidas durante o programa pode ser conferida no vídeo. Já o programa Líderes do Agro, com informações e detalhes sobre o que os principais produtores do agronegócio têm feito para alcançar o sucesso que o setor tem hoje no mundo, pode ser conferido todas as quintas-feiras, a partir das 17h30, com a apresentação de Marcelo Prado.

 

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Por:
Igor Batista

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