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Diante de alto custo dos fertilizantes, Aprosoja MT alerta para opção de reduzir (ou até zerar) aplicações em 22/23

Publicado em 22/10/2021 16:49 3379 exibições
Lucas Costa Beber - Vice-Presidente Aprosoja MT
Vice-presidente da entidade destaca que é melhor produzir menos e ter rentabilidade do que colher mais e ficar no vermelho. Antes de tomar a decisão, produtor deve buscar auxílio de engenheiros agrônomos para analisar o solo e identificar suas possibilidades.

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Diante de alto custo dos fertilizantes, Aprosoja MT alerta para opção de reduzir (ou até zerar) aplicações em 22/23

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O setor de insumos está passando por um momento complicado no Brasil e diante disto os produtores precisam buscar alternativas e ações para minimizar os impactos deste cenário seja nos custos de produção, ou até mesmo, no não recebimento de insumos.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, para a safra de soja 2021/22 os produtores conseguiram comprar seus insumos antecipadamente e escaparam das grandes elevações de preços. Mas a dificuldade está no recebimento destes produtos já contratados, especialmente no Mato Grosso, estado longe dos portos e com mais dificuldades logísticas.

Para aquele produtor que ainda não recebeu seus insumos, a recomendação da liderança é registrar todas as conversas com as empresas via e-mail e buscar notificações extrajudiciais, sempre com prazos para respostas e nunca aceitando acordos e promessas de boca. Tudo isso será importante lá na frente caso a situação tenha que ser judicializada.

Já para a próxima safra de soja 2022/23 a situação é mais complicada, uma vez que os preços de insumos, especialmente fertilizantes, estão muito elevados. Diante disso, a Aprosoja MT alerta os produtores para a possibilidade de reduzir, ou até mesmo zerar, a aplicação de adubos nas lavouras.

Para isso, é importante que o produtor busque auxílio de engenheiros agrônomos e laboratórios reconhecidos para fazer uma boa análise de solo e verificar quais são as reais necessidades do solo e onde é possível fazer esse remanejamento de aplicações.

Para Beber, muitas vezes é melhor que o produtor tenha patamares menos de produtividade, mas consiga rentabilidade ao final do ciclo, do que produzir muito, com alto custo e acabar no vermelho.

Outros investimentos também deve ser repensados neste momento como troca ou aquisição de novas máquinas e a substituição de químicos por produtos biológicos.

No caso da segunda safra de milho de 2022, como o cereal é mais dependente de fertilizantes, o que pode acontecer é uma redução na área de plantio, que vem crescendo muito nos últimos anos. Inclusive, alguns produtores que estiverem mais apertados podem até redestinar áreas para pastagens.

Confira a íntegra da entrevista com o vice-presidente da Aprosoja MT no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • José Roberto de Menezes Londrina - PR

    Ambientalismo BIDEN aumenta a possibilidade da Fome Verde a partir de 2022.

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    • Geraldo Emanuel Prizon Coromandel - MG

      Essa campanha da Aprosoja-MT faz todo sentido e, na minha opinião, deve ser difundida ao máximo a ideia . Todos conseguimos reduzir a adubação sem comprometer a produtividade nas áreas com fertilidade consolidada.

      2
    • LAURICIO RIBEIRO DE MORAES Tangara da Serra - MT

      Gerenciar os custos sem causar redução no nível de investimento e tecnológico das lavouras, essa tarefa muitos produtores fazem bem!

      1
    • leandro carlos amaral Itambé - PR

      O certo é investir em inoculantes e reduzir ou tirar os químicos nas áreas velhas....adubar o milho e plantar soja sem adubo

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    • Petter Zanotti Assis - SP

      Geraldo Emanuel Prizon, esse é o caminho: só com um movimento abrangente dos produtores nesse sentido de redução da adubação conseguiremos reduzir os preços desse insumo! Lei da oferta/demanda!

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