Principais obstáculos e soluções para o crescimento do agronegócio brasileiro

Publicado em 17/01/2022 19:21 e atualizado em 21/01/2022 14:41 1070 exibições
Conexão Campo Cidade - 17/01/2022
Edição da última segunda-feira (17) contou com a participação do presidente da Abag, Caio Carvalho

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Conexão Campo Cidade - 17/01/2022

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O agronegócio e os setores urbanos estão intrinsecamente conectados, já que as cadeias produtivas de alimentos influenciam diretamente no cotidiano das cidades. Porém, muitos ruídos de comunicação entre as duas pontas geram discussões e desentendimentos que merecem atenção. Nesse contexto, o site Notícias Agrícolas e a consultoria MPrado desenvolveram o projeto Conexão Campo e Cidade, que visa debater diversas questões relacionadas aos negócios que envolvem os ambientes urbanos e rurais.

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Caio Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), foi o convidado da edição da última segunda-feira (17), e comentou acerca da participação do agronegócio na economia brasileira, sobretudo em relação aos principais desafios e soluções do setor para manter seu desenvolvimento e papel de destaque no PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

 

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Agronegócio como centro da geopolítica nacional

Apesar de já ter comandado a Abag entre 2012 e 2018, Carvalho terá um novo desafio pela frente, pois retornou neste mês de janeiro ao comando da instituição. Por esse motivo, a conversa com o presidente teve como foco os principais obstáculos que o agronegócio brasileiro tem pela frente e como trabalhar para que o setor continue a crescer nos próximos anos.

Assim, Carvalho focou na preocupação de estabelecer o agronegócio como o centro da geopolítica nacional. Segundo ele, diversos aspectos precisam ser trabalhados para que o Brasil aperfeiçoe a agropecuária nesse cenário, como competitividade, sustentabilidade, produtividade, investimento em pesquisa, procura por diversificação, acordos comerciais, agregação de valores e outros temas.

Para o presidente, o setor privado terá um papel de relevância para coordenar a visão de geopolítica do agronegócio nacional. Isso porque no Brasil existe uma discordância entre entidades acerca de qual ponto do setor trabalhar. Enquanto algumas focam nos problemas de crédito, outras estão mais preocupadas com as questões ambientais. Essa é uma característica presente no Brasil evidenciada na pandemia, quando distritos estaduais começaram a tomar medidas de forma arbitrária, sem nenhuma coordenação.

Interferências estatais no agronegócio

Caio Carvalho destacou que a arbitrariedade das decisões estatais causam um desequilíbrio muito grande no agronegócio brasileiro. Como exemplo, ele citou a decisão do Governo reduzir a mistura de biodiesel no diesel vendidos nos postos de combustível, como uma tentativa de controlar o preço do óleo vegetal. Contudo, ele classificou a medida como uma “má capacidade de intervenção de governo” e afirmou que essa situação é algo que o atormenta.

Alexandre de Barros deu sequência ao tema e discorreu sobre as influências estatais externas que afetam o Brasil. Alguns países, como China e Rússia, anunciaram no último ano restrições nas exportações de insumos, por causa da baixa oferta, o que provocou um aumento acentuado nos preços dos produtos. Para Alexandre, é fundamental que o Brasil mantenha um bom relacionamento com todos os parceiros comerciais.

Coordenação de cadeia produtiva

Dando sequência ao assunto, José Luiz Tejon salientou que o Brasil precisa de uma melhor coordenação da cadeira produtiva, com integração de negócios entre as principais empresas do setor privado e a agropecuária. Ele chamou a atenção para o fato de que a JBS e o Bradesco são duas das 15 maiores empresas do país e, ao invés de existir programas de parcerias para expansão dos negócios em conjunto, o que acaba ocorrendo são conflitos, como o do início deste ano.

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