Soja: Seca continua se expandindo nos EUA e dando suporte a Chicago, mas prêmios limitam melhora no BR
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Soja: Seca continua se expandindo nos EUA e dando suporte a Chicago, mas prêmios limitam melhora no BR
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Apesar de o mercado estar sem a referência da Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (19), em função do feriado de Juneteeth comemorado nos Estados Unidos, o clima no Meio-Oeste americano segue no foco de atenção dos mercados de grãos. A seca continua se expandindo pelas áreas de soja e milho - passando de 50% nas duas culturas - com o cenário mais grave nos estados de Iowa e Illinois, os dois maiores produtores de grãos do país, com 100% de seus territórios sob alguma condição de seca.
"O atual momento ainda é não de alertarmos para quedas expressivas. O cenário não é bom, não é agradável,as previsões daqui em diante também não mostram um cenário muito animador, porém, eu alertaria que existem produtores americanso já fazenod comparações com grandes catástrofes climáticas que foram registradas no passado, como foi o caso de 2012", explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.
Dessa forma, com um quadro desafiador para o produtor do Corn Belt agora, os preços dos grãos em Chicago ainda contam com este enquanto não só um fator de suporte, mas combustível para novas altas para os próximos dias. E mesmo com o feriado nos EUA, os traders monitoraram as chuvas do último final de semana - em especial as que chegaram ao estado do Missouri e em pequenas partes de Iowa - mas, também a falta delas, em especial em Illinois.
"E as previsões demonstram mais pelo menos mais sete a dez dias de estiagem nestas mesmas regiões. Então, o mercado vê com alívio a chegada das chuvas do final de semana, mas também atento às previsões que de agora não são nada animadoras, e vemos ainda um suporte desta seca, trazendo alívio aos preços em Chicago", complementa Pereira.
O diretor da Pátria complementa dizendo que essas altas em Chicago também trazem algum alívio aos preços no Brasil, porém, de forma muito limitada. O avanço das cotações na CBOT tem sido neutralizado pela baixa nos prêmios no mercado nacional, o qual ainda esbarra em um volume ainda grande de soja para ser comercializado pelo Brasil.
"Sempre que os preços lá fora sobem, a nossa balança interna aqui chamada prêmio se equilibra dizendo que o mercado lá fora está subindo, mas aqui dentro ainda há muito grão para ser escoado, apesar de uma demanda agressiva", explica. Em relação à média dos últimos cinco anos, há 12% menos de soja vendida pelo Brasil, com o ano já tendo começado com pouco produtor tendo sido comprometido. "Em valores absolutos, nunca tivemos tanta soja para ser comercializada".
Dessa forma, a média de referência para os preços, base porto, é de R$ 140,00 por saca - tanto no disponível, quanto futuro. Assim, além do movimento dos futuros em Chicago, como dos prêmios, o produtor brasileiro não pode desviar suas atenções também do câmbio.
A semana que se inicia, portanto, deve ser bastante semelhanta à última, com foco no clima americano e o sojicultor no Brasil tentando se equilibrar com todo o volume da oleaginosa que ainda tem a vender no país.
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