Florestamento: sustentabilidade e oportunidades de renda
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No dia 17 de julho é comemorado o Dia do Protetor de Florestas, o Conexão Campo Cidade desta semana debateu a importância do florestamento como sustentabilidade ao meio ambiente e como fonte de renda vinda de diversas destinações possíveis da floresta. O programa contou com a participação de José Carlos Fonseca, diretor executivo da Ibá, e José Carlos Pedreira de Freitas, membro da Climate Conection.
A indústria Brasileira de Árvores (Ibá) representa as 50 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas, com destaque para painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais.
“Nós gostamos de nos ver como um setor da bioeconomia em larga escala, mas na nossa visão nós usamos a árvore como uma refinaria da qual extraímos uma série de produtos e insumos. Para nós a árvore é algo sagrado e a nossa vida”, reforçou José Carlos Fonseca durante o Conexão Campo Cidade.
O membro da Climate Conection, José Carlos Pedreira de Freitas, destacou que começou a contribuir para as organizações do agronegócio as questões ligadas à sustentabilidade. “Sempre trabalhando com uma agenda que permite que a gente possa dizer que nós temos um modelo de produção e consumo que seja para todos e para sempre”, informou Pedreira de Freitas.
Investimentos
Com relação aos investimentos, o Diretor Executivo do Ibá reportou que ao longo de décadas o setor vem se consolidando há décadas e buscou as melhores espécies vegetais para se adaptar ao Brasil e investiu no melhoramento genético.
"Atualmente, nós cultivamos 10 milhões de hectares em florestas destinadas a processo industrial. Na qual são plantadas, colhidas e replantadas para reproduzir as diversidades de bioprodutos. O setor preserva em vegetação nativa mais de 6 milhões de hectares, que desenvolveu um sistema de manejo florestal que é considerado padrão internacional", comentou José Carlos Fonseca.
O setor se adequou aos padrões de certificações internacionais há mais de vinte anos, logo após a Rio 92. "Eu me lembro das discussões no final dos anos 80, que o Brasil era um país que tinha um problema gravíssimo de imagem por desmatamento na amazônia e direitos humanos", contou o diretor do Ibá.
Já para o membro da Climate Conection, os bancos e as empresas vão começar a valorizar o setor quando os atributos estiverem devidamente indicados e tangibilizados. "No momento em que temos um conjunto de boas práticas e conseguimos tangibilizar através de métricas que expressam essas externalidades na mesma hora vamos ter valor", destacou Pedreira de Freitas.
Antônio Da Luz destacou que não cabe aos bancos fazerem empréstimos mais caros ou mais baratos, pois pega dinheiro de um meio e empresta para outro. "Tem dois pontos, mas o primeiro é que tem muitos que falam que se preocupam com a questão ambiental, mas poucos fazem isso efetivamente. Outro ponto é que não temos meios de comprovar aquilo que estamos fazendo e que é aceito internacionalmente", disse o economista da Farsul.
Sustentabilidade
Passados esses trinta anos, o setor se tornou referência em sustentabilidade e com os avanços em tecnologias o consumo de água reduziu em até 70% para produzir a mesma quantidade que na década de 70.
"Nada é melhor para a sustentabilidade que a produtividade, em que se produz mais com menos. No Brasil, o ciclo do eucalipto chega em média a 6 anos, diferente da Austrália que a média é de 18 anos. Antigamente, o eucalipto tinha uma média de produtividade de 10 metros cúbicos por hectare/ano, hoje está na faixa dos 40 metros cúbicos hectare/ano ", salientou o Diretor do Ibá.
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