Boa Tarde Agro - Queda em Chicago e exportação no BR
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O agronegócio brasileiro acompanhou um início de semana movimentado, marcado pela confirmação de um caso sanitário no setor avícola de Santa Catarina, oscilações nas bolsas internacionais de commodities, a divulgação dos dados parciais da balança comercial de outubro e alertas meteorológicos para importantes polos produtores do país.
Foco de Doença de Newcastle é registrado em Santa Catarina
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da Doença de Newcastle em uma criação comercial de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. De acordo com o ministro da pasta, André de Paula, cerca de 133 granjas situadas na região passam a ser submetidas a medidas sanitárias e de contenção.
As autoridades informaram que parceiros comerciais internacionais estão sendo devidamente notificados. A China e outros importadores já haviam estabelecido embargos temporários em episódios anteriores, mas o governo brasileiro reforçou que até o momento não houve notificação oficial de suspensão de embarques. Segundo Rafael Requião, subsecretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa: "Ainda não temos nada objetivo a informar sobre suspensão de exportações. Não queremos antecipar a reação de parceiros, as discussões com a China começaram agora". Requião acrescentou que o Brasil trabalha com protocolos sanitários para permitir a regionalização do problema, limitando impactos mais severos nas exportações de carne de frango do país.
Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) esclareceram que o caso não apresentou manifestação clínica, consistindo na detecção viral sem sintomas nos animais. As entidades reiteraram a robustez do sistema de defesa sanitária do país e enfatizaram que a enfermidade restringe-se ao âmbito da sanidade animal produtiva, sem representar qualquer risco ao consumo de alimentos ou à saúde humana.
Bolsas internacionais: café sobe forte enquanto grãos recuam
No mercado financeiro internacional, o início da semana registrou recuos expressivos nos contratos futuros da soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT). A soja operou em queda pressionada pelo avanço das colheitas nos Estados Unidos, fechando com perdas de 6,5 a 7,75 pontos, mesmo diante de um salto semanal de 80% nas inspeções de exportação divulgadas pelo USDA. O milho também caiu entre 5 e 7,25 pontos após contração de quase 49% nas inspeções de exportação norte-americanas, enquanto o trigo recuou entre 4,75 e 5 pontos.
Em contrapartida, na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o café arábica acelerou com altas superiores a 2% e 3%, superando a marca de 313 cents de dólar por libra-peso, impulsionado por estoques certificados baixos e preocupações com a oferta global do grão.
Balança comercial: ritmo das exportações e importações brasileiras
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os dados consolidados até a terceira semana de outubro. O milho somou 2,87 milhões de toneladas embarcadas nos primeiros 11 dias úteis do mês, registrando aceleração frente ao ritmo inicial, embora sua média diária ainda permaneça cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
O farelo de soja apresentou forte recuperação, com média diária subindo 2,6% em volume e 28,5% em receita anual, reflexo da sustentação de preços médios cerca de 25% superiores aos praticados no ano passado. Nas frutas, o volume exportado manteve-se praticamente estável (+0,1%), enquanto o faturamento avançou 9%. Por outro lado, as importações brasileiras de fertilizantes reduziram o ímpeto na terceira semana, registrando recuo de 11,8% na média diária frente ao ano anterior, embora ainda sustentem um volume superior ao observado no mês de setembro.
Plantio de soja avança em Mato Grosso do Sul e temporais ameaçam lavouras
No campo, o ritmo dos trabalhos de semeadura da safra de soja segue em destaque no Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao programa, o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, pontuou que o estado já atingiu cerca de 26% da área semeada, patamar 10 pontos percentuais acima do observado no mesmo intervalo do ano anterior, favorecido pela busca dos produtores em otimizar a janela ideal para a safrinha de milho.
No panorama meteorológico, a previsão indica temporais com ventos fortes, granizo e volumes de precipitação que podem superar 100 milímetros na Região Sul do Brasil, afetando lavouras de inverno e áreas recém-implantadas de grãos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a chuva começa a se espalhar gradualmente no Matopiba, exigindo atenção dos agricultores quanto à recuperação da umidade do solo.
* Com auxílio de IA
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