MS plantou 27% menos algodão e falta de chuvas pode impactar na produtividade

Ao final da safra 2019/20 a Ampasul (Associação Sul-Matogrossense dos Produtores de Algodão) estimava que o ciclo seguinte, o 2020/21 teria uma redução de área cultivada entre 15 e 20% motivada pelos baixos preços do algodão em comparação à soja e milho no momento de tomada de decisão do produtor entre abril e maio de 2020.
Esse movimento não só se confirmou, como foi ainda mais forte. Segundo o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffman, houve uma redução de 27% na área cultivada para esta safra não só em função desta questão de mercado, mas também pelo atraso na safra de soja que impossibilitou o plantio do algodão safrinha no estado.
Além de diminuir a área cultivada, o produtor sul-matogrossense se preocupa neste momento com relação as condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras. A liderança aponta que o ciclo da cultura deverá ser reduzido em 15 dias devido a essa falta de chuvas e que pode haver perda de produtividade no ponteiro.
Sendo assim, a entidade espera, pelo menos, repetir a produtividade medida da safra passada que ficou em 300@ por hectare e atingir a produção final de 40/42 milhões de toneladas.
Olhando para o mercado, Hoffman relata que 70% desta produção já foi negociada com os produtores aproveitando a retomada dos mercados nacional e internacional no segundo semestre de 2020 para conseguirem boas oportunidades de vendas e se animarem, inclusive, para recuperar a área cultivada no ciclo seguinte 2021/22.
Confira a íntegra da entrevista com o diretor executivo da Ampasul no vídeo.
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