Pecuaristas adiam vendas diante da dificuldade de conseguir animais para reposição. Relação de troca ainda não agrada produtor

Publicado em 16/04/2015 12:27 e atualizado em 16/04/2015 15:47
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Pecuaristas adiam vendas diante da dificuldade de conseguir animais para reposição. Relação de troca ainda não agrada produtor

A oferta de boi gordo continua restrita e os pecuaristas encontram dificuldades na relação de troca com os animais de reposição.

Renata Fernandes, analista de mercado da Guide Investimentos conta que os pecuaristas estão optando em deixar os animais no pasto, lucrando com a engorda "enquanto não encontra uma oferta melhor de gado magro e de bezerro".

Os preços dos animais de reposição, desde o final do ano passado, estão maiores do que a arroba do boi gordo. Segundo Fernandes, "aqueles patamares de 2,3 bezerros para cada boi gordo é difícil voltar, porque o pecuarista está investindo em tecnologia", com isso a terminação de forma mais acelerada contribui para essa dificuldade de oferta da reposição, e consequentemente na elevação dos preços.

Na arroba do boi gordo, a demanda desaquecida não dá espaço para novas altas, porém a recuperação no volume de carne exportado pode dar novo fôlego aos frigoríficos. "Nesta primeira semana de abril, já tivemos um volume embarcado muito acima do mês de março, e isso sinaliza que alguns países que estavam diminuindo a sua importação estão com estoques baixos", afirma a analista.

Na média de fevereiro e março eram embarcados de 3,8 a 4,2 toneladas de carne por dia, mas só na primeira semana de abril essa média ficou em 4,8 toneladas/dia.

Contudo, algumas plantas não realizam exportações e nesses casos as margens ficam ainda mais apertadas, necessitando trabalhar com produtos de maior qualidade, para agregar valor.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Eduardo Ferraz Pacheco de Castro Cuiabá - MT

    Amigos, não existe qualquer relação entre a ausência generalizada de OFERTA de boi gordo para o abate com o preço dos grãos. Os bovinos que vivem no Brasil, em sua imensa maioria, se alimentam de capim. Esse animais que seriam abatidos para o consumo dos anos 2014, 2015, 2016 e por confirmar-se também 2017, sequer chegaram a nascer... O número de matrizes foi severamente reduzido e estamos vivendo agora, um vazio de oferta, quase um vácuo na produção. Não existe gado hoje que abasteça toda a escala Frigorífica. O governo perdeu totalmente o controle da inflação. Não tem boi... Não tem mágica... O preço sobe... Simples assim.

    Se você acha que o boi está caro, é porque talvez não saiba que nossos vizinhos da América do Norte, logo ali, pagam em 2015 mais de R$ 4.500 pra comprar um bezerro macho desmamado de 10 meses, ao passo que no brasil ele custa hoje em média R$ 1.200.

    Isso mesmo, o bezerro americano, por exemplo, está sendo comercializado a U$ 1.500 (Mil e Quinhentos Dólares) por cabeça.

    Agradeçamos então, aos talentosos criadores brasileiros que ainda lutam bravamente na atividade, proporcionando à população o acesso à carne nacional: uma carne natural, gostosa e de qualidade.

    Vai um churrasquinho aí?

    Abraços.

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  • Roberto Vinicius Vasco Moura Sao paulo - SP

    Olá Estou extremante pessimista com o futuro da Pecuária Brasileira...., estou observando uma bolha nos preços da arroba do Boi gordo..., vejo que o boi gordo é a unica commodity do mundo descolada de tudo e de todos..., com a economia Brasileira em frangalhos e economia mundial patinando, estamos vendo a grande derrocada das Commodities mundial em 2015, preço do petróleo, preço do minério de ferro nas minimas históricas... vejo também uma forte retração dos preços dos grãos e commodities softs patinando como cafe, açúcar e algodão, enquanto a @ do boi esta avessa todos as variaveis.... vejamos: exportaçaoes brasileiras em 2014 de carnes representando apenas 19%, ou seja consumo interno cerca de 81%..., agora, esse ano, estamos vendo um cambio mais forte e as exportações continuam patinando, com alguns dos principais compradores de carne brasileira de fora do mercado... Russia, Venezuela e e Irã por estarem com economias fragilizadas..., no cenário interno a coisa é bem pior! grande massa salarial perdendo poder de compra pela inflaçao em niveis descompassados com o crescimento e os empregos mais produtivos no caso da industria com consecutivas demissões... portanto, temos uma tempestade perfeita para uma queda dos preços da @ do boi.

    Não podemos ser hipócritas e achar que isso é normal, frigoríficos quebrados simplesmente comprando boi caro e vendendo carne mais barato..., semana passada tivemos fechamento de mais de 4 médios frigoríficos com cerca de 2.500 funcionários na rua..., a medida que o tempo passa eles vão quebrando a conta gotas..., o grande vilão que tenho visto e estão distorcendo os preços do bezerro e boi magro são os aventureiros investidores de outras culturas como cana e açúcar e leigos de mercado que querem aproveitar essas altas para achando que podem se dar bem -- é o caso de médicos, advogados, engenheiros e etc. --- esses certamente vão pagar a conta, será que o mercado é tao irracional assim?? ao ponto de subir em duas quaresmas consecutivas e subir em boca de safra? o giro aumentou muito, o mercado é rápido, em breve veremos limites de quedas na BM&F, alguem discorda? abs

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    • Rogerio mendes lopes Morrinhos - GO

      Na minha opinião não é bolha,é o efeito de anos de preços muito baixos e de abate de matrizes,o avanço da agricultura sobre as áreas de pastagens e de fato é só sair pelos campos e notar que não tem boi nos pastos.

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    • Roberto Vinicius Vasco Moura Sao paulo - SP

      Ola Rogério, Dados do IBGE o nosso rebanho vem crescendo a 2,5 % a.a , mas o brasil é muito grande , emboras na tua região não ve mais boi em outras como a região norte, não para de aumentarem seus rebanhos caso do pará, Rondônia etc. Deixa eu te dar um exemplo pratico de eficiência, Relatório do USDA mostra que o rebanho americano é de cerca de 90 milhões de cabeças o que deve produzir em 2015 11 milhões de toneladas de carne, considerando que o rebanho americano é o menor dos ultimos 50 anos, já nosso querido Brasil com 200 milhões de cabeça vai produzir esse ano cerca de 10,5 milhões e meio de toneladas, estamos atrasados sim! mas com simples estalar de dedos podemos dobrar a produção de carne nos próximos anos.

      abs,

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    • Rogerio mendes lopes Morrinhos - GO

      Roberto,concordo com sua preocupação e acho também que os produtores devem se preparar mesmo,porém ,andei pelo para,Tocantins,Rondônia,Bahia e outros e vontatei que não tem boi o suficiente!tambem acho que vai acontecer o mesmo com a agricultura,já que os preços baixos vai tirar muita gente do mercado!

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  • Pedro Fonseca de Souza São Paulo - SP

    O momento é para o pecuarista esperto se capitalizar e reduzir seu rebanho e investir em infraestrutura de sua propriedade, para quando os preços cederem estarem preparados para repor o rebanho e trabalhar com lucros menores. Vivemos um momento e economico muito ruim, onde a carne bovina perderá o espaço no consumo das familias brasileiras , e as exportações do boi na cadeia do agronegocio de 2014 representaram muito pouco em relação ao consumo interno..., apena 19% foi exportado e 81% foi consumo interno. Além disso vemos as commodities do mundo inteiro caindo, milho e soja que são as bases das cadeias de carnes estão muito baixos. Uma relação de proteinas para saber se estamos sendo bem remunerados basta trocar [email protected] de boi por 2 saca de soja, ou seja se na sua região a saca de soja está a 60 reais o preço do boi seria 120. Aproveitem o Mercado de opçoes para se protegerem da queda, principalmente para os meses mais longos. A cadeia do boi está totalmente inflacionada, deveremos ter correçoes fortes. Estudemmm!!

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    • Rogerio mendes lopes Morrinhos - GO

      Reduzir e a palavra chave,tanto para pecuária como para agricultura!

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