Frigoríficos estendem escalas de abate para segunda quinzena de dezembro e pressão sobre os preços da arroba do boi se intensifica

Publicado em 01/12/2015 11:06 603 exibições
Frigoríficos estendem escalas de abate para segunda quinzena de dezembro e pressão sobre os preços da arroba do boi se intensifica
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Com o aumento da oferta nas últimas semanas os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate até a segunda quinzena de dezembro, conseqüentemente promovendo uma maior pressão sobre a arroba do boi gordo.

A combinação de chuvas em diversas regiões produtoras, o fim do segundo ciclo de confinamento, e os bois a termo, colaboraram para o aumento na oferta de animais terminados que vinha dando sustentação ao mercado. Segundo o analista da Cross Investimento, Caio Junqueira, em São Paulo o recuo é de R$ 3,00 no preço da arroba, sendo um animal negociado a R$ 147,00/@ a vista na média do Estado.

"Nós tínhamos uma expectativa de um segundo turno com um volume maior de animais que se confirmou, e o que ajudou a mais neste volume foi o fato de termos o El Niño neste ano de 2015 que trouxe chuvas a muitas regiões produtoras", explica Junqueira afirmando que diante desse cenário há também a entrada de animais semi-confinados nesta oferta de final de ano.

De acordo com ele, alguns frigoríficos com escalas maiores tentam ofertar até R$ 145,00/@, mas negócios nesses valores têm maior dificuldade para concretizar. Assim como, indústrias com programações menores seguem pagando valores acima da referência.

Para o analista a tendência para as próximas semanas é de continuidade na pressão sobre a arroba, sendo a exportação o único fator que pode dar sustentação para que os preços não tenham quedas mais significativas. "Sabemos que quando o mercado passa a depender único e exclusivamente de pasto - o que ocorre até março - o pecuarista não tem pressa de vender. Então quando acabar os animais de cocho, que deve ser na virada do ano, a oferta deve se acomodar um pouco", completa Junqueira.

Para a demanda interna o analista diz não acreditar em uma melhora no consumo da população brasileira, cujos problemas econômicos devem continuar reduzindo o poder de compra dos consumidores também em 2016.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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