Mercado do boi se mantém firme mas movimento de alta perde força com enfraquecimento da demanda por carnes registrado nos últimos dias

Publicado em 19/01/2016 10:42
Exportações de carne devem fazer a diferença em mercado de oferta curta e demanda interna restrita

O enfraquecimento da demanda por carne que tradicionalmente ocorre na segunda quinzena do mês, foi antecipado e acabou influenciando negativamente na tendência de alta que verificava-se no mercado do boi gordo. Embora os preços continuem firmes, o movimento de alta vem perdendo força nos últimos dias.

Segundo o analista da Terra Investimento, Élio Micheloni Júnior, os preços da carne no atacado voltaram a recuar ligeiramente na última semana, indicando retração no consumo. Esse cenário também pode tirar "ao longo da próxima semana o movimento de alta que era observado no físico, não que ele vire para baixo, mas se configure numa acomodação nesses níveis", explica.

O fator que deve balizar os negócios no curto prazo ainda será a oferta de animais. Segundo Micheloni em São Paulo há indústrias de médio porte que ainda precisam preencher as escalas para essa semana, o que mantém o ajuste entre oferta e demanda.

"De médio prazo as perspectivas são altistas para a arroba, baseado em uma oferta equilibrada e aumento nas exportações, sem levar em conta o desastre que esta acontecendo no preço do petróleo. Porém temos o fator positivo dos Estados Unidos que se realmente começar a importar também indicará uma abertura do Canadá e México, então temos um potencial para ampliar as exportações para países que não dependem exclusivamente do petróleo", explica o analista.

Neste sentido, a venda externa será um fator positivo em um ano que a demanda interna está delimitada pela falta de capitalização da população.

Outro fator de alerta é a redução nos investimentos do setor de defesa sanitária em 2016. Segundo Micheloni esse é um aspecto que devemos ter cautela neste ano, pois a limitação do capital pode restringir a abertura de novos mercados, ou em situações piores causar a perda de habilitações de algumas unidades exportadoras.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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