Movimento de alta nos preços da arroba do boi tem prazo de validade, diz analista. Atenção para as oportunidades de venda nos próximos 15 dias

Publicado em 03/02/2016 12:00
Movimento de alta nos preços da arroba do boi tem prazo de validade, diz analista. Atenção para as oportunidades de venda nos próximos 15 dias

 

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Movimento de alta nos preços da arroba do boi tem prazo de validade, diz analista. Atenção para as oportunidades de venda nos próximos 15 dias

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O mercado do boi gordo engatou um movimento de alta desde o início deste ano, apesar da demanda fraca por carnes. Em São Paulo, janeiro começou com cotações entre R$ 147,00 a 149,00/@ e hoje já chegam a ser registrados negócios até R$ 154,00 a arroba na praça paulista.

 A dificuldade de aquisição das boiadas tem sido o principal fator de valorização neste período. Tivemos um longo período de estiagem no centro-norte do país que atrasou o crescimento dos pastos e o retorno das chuvas no sudeste e sul que favorecendo a retenção dos animais.

No entanto, de acordo com o consultor da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, essas altas podem começar a perder força a partir da segunda quinzena de fevereiro.

"Os institutos de meteorologia indicam que tem chovido muito nesses estados que secou no último trimestre de 2015. Então gradativamente esses pastos vão se recuperando, e os pecuarista terão condições de terminar esses animais, dando a perspectiva que deve aparecer um pouco mais de oferta na segunda quinzena de fevereiro", explica Lopes.

E com a demanda interna enfraquecida, esse fator pode trazer pressão sobre as cotações do boi gordo. Além disso, a dificuldade em repassar o aumento da matéria prima para os preços da carne também será um elemento que dificultará a evolução dos preços.

Frigoríficos menores, por exemplo, iniciaram 2016 com margens de 19% finalizando o primeiro mês do ano o percentual caiu quase que 10%, ressaltando a dificuldade em repassar as altas no preço da carne.

Neste sentido, o analista ressalta que os pecuaristas devem aproveitar esse bom momento "para realizar lucro, fazer caixa na fazenda, e pensa em uma perda de força neste movimento de alta", acrescenta.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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