Preços da arroba do boi continuam firmes mesmo diante de uma demanda enfraquecida por carnes e tendência ainda é de alta para as cotações

Publicado em 24/02/2016 11:27
Para analista, margens ruins de frigoríficos são cíclicas e não devem justificar movimento de pressão nos preços da arroba. Falta de oferta de animais continuará norteando cotações

A baixa disponibilidade de animais no mercado deve manter os preços da arroba em alta até o final de março, mesmo com o consumo de carne enfraquecido. A dificuldade de composição das escalas aumentou a disputa pelo gado que ainda não apresentou volumes significativos neste início de ano.

Em São Paulo, a cotação de referência da arroba do boi gordo varia entre R$ 155,00 a R$ 156,00 a vista.

Para o analista da Terra Investimento, Élio Micheloni Jr, o atraso nas chuvas prejudicou o desenvolvimento das pastagens e conseqüentemente influenciou na oferta neste inicio de ano. No entanto, a melhor das condições climáticas em boa parte das regiões produtoras deverá proporcionar um incremento na oferta a partir do final de abril.

"Com o atraso das chuvas, ao invés do boi vir agora em fevereiro/março, pode ser que tenhamos um mês para frente com a oferta maior. Mas não que isso seja negativo também, porque em contrapartida temos as exportações entrando em um ritmo mais forte, o que daria um equilíbrio entre a oferta e demanda", pondera o analista.

Para o analista, considerando apenas a disponibilidade de boiadas, a tendência para os preços no decorrer do ano é de alta, contudo, será preciso avaliar a andamento da demanda neste período. Atualmente, o ritmo acelerados das exportações nas primeiras semanas do ano têm dado sustentação aos preços da carne e margem para que os frigoríficos consigam bancar as altas que ocorreram na matéria prima.

O fator positivo para as vendas externas é a reabertura do mercado ao Irã e Arábia Saudita, bem como a China que tem demandado grandes volumes desde o segundo semestre do ano passado. Do lado negativo estão os países que possuem a economia baseada no petróleo. A Rússia e a Venezuela já haviam reduzido significativamente as compras ainda em 2015, e agora com a queda nos preços do barril de petróleo esse cenário pode se agravar.

Sobre a possibilidade de novo reajuste nas atividades das indústrias, a exemplo do que ocorreu no ano passado, Micheloni ressalta que "não vê neste momento nenhum frigorífico com uma situação tão ruim com necessidade de fechar, pelo menos não no curto prazo", explica.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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