Demanda por carnes dará o tom para os negócios com o boi gordo no segundo semestre

Publicado em 22/08/2016 12:36 e atualizado em 22/08/2016 13:22
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Semana começa com pressão negativa dos frigoríficos sobre os preços da arroba do boi

A semana no mercado do boi gordo começa com pressão por parte dos frigoríficos, que têm garentido as escala com bois de contrato. Segundo Mariane Crespolini, pesquisadora do Cepea, observa-se uma grande pressão sobre os valores praticados nos negócios diários, mas as ofertas acima das médias tem acontecido para animais padrão exportação.

De acordo com a pesquisadora, o cenário econômico, no entanto, indica tendências positivas. Com a restauração da confiança política e econômica e com o retorno dos investimentos internacionais para o país, é esperada uma melhora no consumo de carne bovina.

O preço nas gôndolas frente ao preço das outras proteínas já é mais competitivo. “Está mais vantajoso comer carne bovina nos últimos meses”, aponta Mariane, que lembra que nos últimos 10 anos, a carne sempre esteve mais cara em relação às substitutas.

Ainda é cedo, portanto, para prever uma melhora na margem dos frigoríficos, que se encontra apertada. A pesquisadora destaca que os frigoríficos buscam estabilidade, logo, a melhora não deve ser imediata.

A tendência mundial também é de que o mundo demande mais carne. A abertura do mercado dos Estados Unidos, país que possui diversas exigências sanitárias, para o Brasil, abre também margem para que outros países também demandem.

A pesquisadora recomenda aos pecuaristas para que tenham visão a longo prazo e para que não fiquem de olho apenas na arroba.  “Faça as contas. Aí você não olha mais para a arroba, olha para a margem. A arroba pode cair, mas se seus custos diminuirem, você pode ganhar mais dinheiro”, aconselha.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Eduardo Ferraz Pacheco de Castro Cuiabá - MT

    Quando eu vejo a indústria frigorífica reclamar do câmbio eu constato a certeza de muitos produtores que "OS FRIGORÍFICOS CONTINUAM NÃO AGREGANDO GRANDES VALORES À NOSSA CARNE BRASILEIRA, MESMO SENDO ELA DE ÓTIMA QUALIDADE (lembrando o nosso TOPO é o que é Exportado)... OS FRIGORÍFICOS, DE UMA MANEIRA QUASE QUE ABSOLUTA, TÊM SE PRESTADO SOMENTE À NEGOCIAR A ENTREGA DA CARNE CONTRATADA EM QUANTIDADE, DEPOIS LÁ NO FINAL DA NEGOCIAÇÃO TOCAM NO ASSUNTO QUALIDADE... AÍ JÁ FOI...
    Está tudo errado, amigos.
    Vamos passar a vender nossos melhores cortes de dianteiro aos Estados Unidos pra que eles façam carne moída lá, trazendo a níveis saudáveis (toleráveis) os Hamburgueres misturados de Carne Brasileira/Americana.
    Itens como idade, maciez e marmoreio já foram deixados em segundo plano.
    Por essa e outras mais, que a cada vez que se busca recuperar a margem da Indústria se orquestra um baixa na arroba. Ora... Por que os Frigoríficos não negociam de uma maneira melhor as nossas carnes, que a cada dia, melhoram e melhoram em qualidade, maciez, marmoreio, quantidade, padronização, sanidade, nutrição, genética e etc's...
    Repito: está tudo errado, amigos.
    Vamos em frente! (Sou filho e neto de pecuaristas, dos dois lados. Pecuarista desde 1995. Selecionador desde 1997).

    (Concordo com os comentários acima, estamos aqui no norte de Mato Grosso - Colíder, produzindo carne de Angus, onde existe praticamente o monopólio do JBS, o qual não recebemos nenhum valor agregado ao nosso produto, hoje estamos conseguindo vender boi de pasto com 20/24 meses com [email protected], gado de altíssima qualidade sem qualquer benefício, o ganho que temos hoje é a precocidade. Está tudo errado. // Plinio Francisco Bergamaschi Junior).

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    • PLINIO FRANCISCO BERGAMASCHI JUNIORSORRISO - MT

      Bom dia, concordo com os comentários acima, estamos aqui no norte de Mato Grosso - Colíder, produzindo carne de Angus, onde existe praticamente o monopólio do JBS, o qual não recebemos nenhum valor agregado ao nosso produto, hoje estamos conseguindo vender boi de pasto com 20/24 meses com [email protected], gado de altíssima qualidade sem qualquer benefício, o ganho que temos hoje é a precocidade. Está tudo errado. Plinio Francisco Bergamaschi Junior

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