Mercado da carne segue firme com recomposição de estoques e leves altas para o dianteiro ajudando a sustentar cotação da @ em SP

Publicado em 13/01/2017 11:24 e atualizado em 13/01/2017 13:37
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Aumento já esperado de oferta pode pressionar cotações nas próximas semanas, não há expectativa de melhora da demanda no curto prazo
Confira a entrevista de Cesar de Castro Alves - Analista de Mercado da MBAgro

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Mercado da carne segue firme com recomposição de estoque e leves altas para o dianteiro ajudando a sustentar cotação da arroba em SP

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Apesar de mercado parado em boa parte das praças de comercialização. A reação nas cotações do dianteiro é um dado positivo ao setor.

Na comparação com a primeira semana de janeiro, o preço do dianteiro apresentou alta de 7%, elevando o equivalente carcaça para 2% nesta semana.

Segundo analista da MBAgro, César de Castro Alves, esse cenário é positivo, visto que indica firmeza frente a outras carnes que estão em queda. No mesmo período o frango resfriado recuou 18%, enquanto que a carcaça suína 15%.

"Não há nenhum movimento de demanda que justifique a alta no dianteiro. Seria mais um ajuste de estoques entre atacado e varejo", explica Alves.

E sem grandes movimentações da demanda, os preços do boi gordo não evoluem com o inicio da oferta de pasto.  "Desde o começo de dezembro a cotação em São Paulo varia entre R$ 149 a R$ 1450/@/", lembra Alves.

Além da dificuldade no escoamento na produção e a entrada de safra, César destaca a participação das fêmeas vazias no abate.

"Soma-se a isso a questão da provável maior oferta neste ano por conta da retenção de fêmeas dos últimos ciclos, mas é natural para essa época do ano esperar um pouco mais de oferta", diz Alves.

Por outro lado, o corte de 0,75% na taxa de juros, trouxe um novo fôlego para retomada do crescimento econômico, e novas expectativas quanto a melhora de consumo no mercado interno.

Mas, "e lógico que enquanto estiver ruim o consumo interno a tendência é colocar essa carne para fora, mesmo com a margem espremida", destaca o analista.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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