Boi: Com Operação Carne Fraca, frigoríficos iniciam a semana fora das compras

Publicado em 20/03/2017 17:14 e atualizado em 20/03/2017 17:48
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Setor está preocupado com as exportações de carne bovina do Brasil. Nesse início de semana, alguns importantes compradores anunciaram embargo temporário às compras de carne do país. Perspectiva é que o mercado volte a trabalhar os fundamentos nos próximos dias. Demanda permanece enfraquecida no mercado interno.
Confira a entrevista de Alex Santos Lopes - Analista da Scot Consultoria

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Em momento de especulação em torno da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, com informações ainda muito desencontradas, o mercado do boi gordo abriu a semana com alguns impactos, incluindo o fato de alguns frigoríficos estarem fora do negócio, como aponta o analista de mercado Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria.

De acordo com Santos, o mercado está "mais parado do que o habitual". A segunda feira é um dia típico de poucas negociações, mas os frigoríficos parecem analisar a situação da demanda e como este fator vem se aproximando ao longo da semana. Caso haja impacto, poderá haver a decisão de se posicionar em um aumento ou diminuição de compra de matéria prima.

A arroba vem trabalhando de lado nos últimos dias, levando em consideração os outros fundamentos. A demanda mais baixa, decorrência da crise econômica, ainda é o principal fator destacado. Embora os números indiquem recuperação da economia, não houve recuperação consistente de demanda. Com isso, as indústrias também não têm incentivo em intensificar as compras e o escoamento é complicado. Por outro lado, a tendência de mais oferta de fêmeas para o abate é um fator baixista que os pecuaristas devem ficar de olho.

Para os pecuaristas, a margem é menor do que era nos anos anteriores. Existe uma diferença entre 20% na queda do preço da arroba e da valorização do custo de produção.

Alguns países como China, Coreia do Sul, Chile e a União Europeia já declararam embargo a produtos brasileiros, o que pode afetar o mercado do boi e o preço das carnes em geral. Os embargos, porém, ainda não são constituídos e dependem de análise do andamento da operação.

Com isso, o momento é de cautela, como avalia o analista. Assim como a indústria, que aguarda para realizar novos negócios, todo o setor deve acompanhar essa atitude no momento.

 

Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Eduardo Ferraz Pacheco de Castro Cuiabá - MT

    Eu acho que isso é uma questão de POSICIONAMENTO também! Dos BRASILEIROS, da INDÚSTRIA DA CARNE e dos SUPERMERCADOS ATACADISTAS. Eu acho que o pessoal precisa se POSICIONAR efetivamente... Precisamos responder a TODOS não com palavras, mas com ATITUDES CONCRETAS.
    Eu se fosse Atacadista de Supermercado, da Indústria Frigorífica ou Processador, SINCERAMENTE, eu colocaria a CARNE em "PROMOÇÃO", colocaria a carne pra brigar temporariamente com o Frango, com o Porco.
    E mostraria o que todo BRASILEIRO SABE: que a nossa carne é BOA, SAUDÁVEL, super SABOROSA!
    Proporcionaria à todas as famílias o retorno ao consumo da CARNE. Isso traria MAIS AINDA o CLIENTE para o nosso lado. Sim, o nosso MAIOR CLIENTE que é o BRASILEIRO, o consumidor do dia-a-dia, a DONA DE CASA precisa estar do nosso lado.
    E com esse consumo voltando e a gradual recuperação da economia, haverá um enxugamento do mercado e por consequência a reabertura de NOVAS PLANTAS FRIGORÍFICAS e/ou COOPERATIVAS.
    O negócio tomou uma proporção maior do que realmente é.
    A CARNE BRASILEIRA é um produto nacional, BOM, de qualidade.
    Eu mesmo vou continuar comendo CARNE e estou até feliz pelas outras pessoas que poderão voltar a comprar.
    E obviamente, pra não esquecer: cadeia pros Bandidos!

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Faça como eu, va' ao supermercado e compre um pernil desossado e temperado da Sadia, coloque no forno em fogo brando por quatro horas ,, garanto que nunca mais vai prestar atenção a quaisquer polemicas-----Alem disso sugiro que o acompanhamento seja feito com mandioca amarela frita e crocante---Experimente vale a pena ..Viu?

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Tudo se explica com esses fundamentos: "Em seu livro "O Caminho da Servidão", escrito ainda em 1944, Friedrich Hayek explicou que, quanto maiores e mais reguladores se tornassem os governos, maiores e mais poderosas seriam as grandes corporações. Para Hayek, quanto maior se tornasse o governo, quanto mais subsídios e protecionismos ele praticasse, mais dominantes seriam as grandes empresas e menos prósperas seriam as pequenas e médias empresas. A economia seria cada vez mais dominada por grandes empresas quanto mais poderoso, protecionista e regulador se tornasse o governo. Vale enfatizar que Hayek explicou e previu tudo isso em uma época em que havia pouquíssimas corporações. ... Isso é o inicio do artigo que se encontra no link ... http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2652 ... BOA LEITURA !!!

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