Redução na oferta de animais e aumento pontual da demanda por carnes fazem preços da @ do boi subirem quase R$3,00 na semana

Publicado em 11/08/2017 13:43 e atualizado em 11/08/2017 15:08
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Com dificuldades para encontrar animais prontos para abate, frigoríficos em SP reduziram suas escalas de 4,5 para 3,7 dias em média
Confira a entrevista com Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP

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Douglas Coelho, da Radar Investimentos, destaca que o mercado do boi gordo retomou a firmeza na última semana e que, nesta semana, a arroba se valorizou dia após dia. A oferta, neste momento, é restrita, com frigoríficos tendo dificuldade de se abastecer, o que tem dado força para o mercado e também para a carne.

A escassez de oferta já era esperada, mas segue maior do que a expectativa, uma vez que houveram poucos produtores que trabalharam com o primeiro giro. Além disso, os animais que estão confinados ainda não têm volume para abastecer o mercado.

Por sua vez, a demanda influencia um pouco menos do que a oferta no mercado. O nível dos abates teve um recuo, mantendo uma expectativa de um mercado firme para a carne. Entretanto, o cenário macro ainda é de desemprego e baixo poder aquisitivo.

A média das escalas está em 3,7 dias úteis em São Paulo. No início da semana, os negócios vinham sendo realizados a R$126,50/@. Hoje, os negócios já são realizados a R$129/@ a vista, livres de impostos.

Em curto prazo, é possível observar uma sustentação nos preços da carne e um movimento de alta da arroba. O confinamento "tende a dar as caras na próxima semana", já que as escalas estão bastante curtas.

No que diz respeito à demanda externa, as exportações brasileiras estão em um bom ritmo, na contramão do cenário surgido após a operação Carne Fraca. Contudo, Coelho aponta que ainda é cedo para falar em uma reviravolta para o mercado do boi gordo.

Para proteger e garantir os preços do mercado futuro, que giram em torno de R$140/@, ele lembra que os produtores podem optar por compras de put na BM&F, por vendas no mercado futuro ou travas de preços.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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