Frigoríficos alegam aumento de oferta com entrada do confinamento, mas produtor deve lembrar que esse ano tem pouco boi à termo

Marco Garcia de Souza, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas (MS), destaca que o mercado do boi gordo já acumula duas semanas de estabilidade na região. Entre as indústrias, há uma situação variada: há aquelas que pulam escalas ou completam de dois a três dias e saem das compras. Quem pressiona os preços não consegue comprar animais no mercado e frigoríficos que realizam compras a prazo, como o JBS, não conseguem completar suas escalas.
Os preços giram em torno de R$137/@ a R$140/@ na região, dependendo da indústria e do prazo. A vaca, por sua vez, gira em torno de R$130/@ a R$133/@. Souza relata que a dificuldade também vem por parte do atacado. Com os índices altos de desemprego, o consumo é diretamente afetado.
O mês de setembro não contava com animais a pasto e nem com confinamento. Agora, a oferta de confinamento do segundo giro pode pressionar os preços em algum momento, se o atacado possuir estoques, mas ele diz ainda não ser possível saber o que irá ocorrer de fato.
O confinamento, neste ano, não está aliado a vendas a termo. Com isso, as negociações serão feitas de forma direta pelo produtor, permitindo uma situação mais previsível e o uso de mecanismos de opção do mercado para que o pecuarista possa garantir a sua margem.
A tendência, de forma geral, é que a estabilidade tenha continuação. Com a demanda de final de ano, os produtores poderão ter uma situação um pouco mais privilegiada.
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