Primeiros bois de confinamento no Triângulo Mineiro já saem com preços melhores puxados pelo abate e exportações em pé

Publicado em 21/06/2018 12:16
Paulo Henrique Queiroz - Pecuarista
Pecuarista e confinador já conseguiu R$ 142/europa e R$136/comum, este último em lotes de 400 animais entre hoje e semana que vem, o que demonstra aquecimento da demanda das indústrias. Milho esfria um pouco e pode chegar a R$ 33,00 e sorgo entrando também animam um pouco mais o confinamento, que estava lotado.

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Entrevista com Paulo Henrique Queiroz - Pecuarista sobre o Mercado do Boi Gordo

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Na região do Triângulo Mineiro, os primeiros bois de confinamento estão saindo com preços melhores em função das exportações de gado em pé e abate de animais. Em função das condições climáticas, os pecuaristas vão fazer o confinamento por necessidade.

De acordo com o pecuarista, Paulo Henrique Queiroz, o setor encontrou dificuldade durante o mês de maio, em que alguns produtores não conseguiram vender nenhum animal. “Justamente pelo o preço que teve uma queda e a paralisação dos caminhoneiros que nos atrapalhou bastante. Para equilibrar as contas eu consegui negociar um lote destinado à exportação de gado em pé”, afirma.

Na localidade, as referências balcão atuais para o boi Europa estão próximas de R$ 142,00/@ a R$143,00/@. No caso do boi comum, os preços médios giram em torno de R$ 138,00/@, a prazo e para descontar o funrural.

 “Eu consegui fechar um negócio ontem para entregar hoje e outros lotes para a semana que vem, assim percebemos que a escala está muito curta. Como a nossa localização é muito boa e temos uma boiada de bom acabamento negociamos acima dos preços praticados”, ressalta.

Ainda segundo o pecuarista, os frigoríficos aproveitaram a greve dos caminhoneiros para diminuir o valor da arroba. “Pelo que eu tenho visto, a margem do frigorífico melhorou e acredito que poderiam ter pagado um pouco melhor. Porém, eles fazem a gestão deles e conseguiram comprar um boi com um preço atrativo para eles”, diz.

Confinamento

Em relação ao confinamento, os pecuaristas não têm mais condições de deixar os animais nos pastos que estão secos por conta da estiagem. “É uma necessidade de suplementar, pois o gado está emagrecendo. Eu percebi que a produção aumentou nos últimos quinze dias, pois muitos estavam desanimados com a ração”, comenta.

Até o momento, os preços da saca do milho reduziram e está por volta de R$ 36,00, mas a perspectiva é que fique próximo de R$ 33,00 a saca na região. Já o sorgo, pode ficar cotado em torno de R$ 27,00 a R$ 28,00 a saca.

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Por:
Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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