Aumento de faturamento dos frigoríficos com a alta do dólar não se converte em elevação da renda para pecuaristas

Apesar os recordes nas exportações de carne bovina, o faturamento que as indústrias tiveram não está convertendo em renda aos pecuaristas em função do dólar elevado. Com a baixa remuneração dos produtores, os investimentos no setor é que vão permanecer estagnados.
De acordo com o Diretor-Executivo da Neo Agro Consultoria, Luciano Vacari, o final de outubro é um retrato do que foi este ano em que os pecuaristas estão dependentes da recuperação da demanda. “Isso é em função do volume de oferta está dentro da expectativa e provavelmente nós iremos abater muito próximo do que fizemos no ano anterior”, afirma.
No mês passado, muitos produtores rurais comemoraram os recordes nas exportações de carne bovina. “Nós estamos comemorando os motivos errados, pois quebramos os recordes de volumes por que o dólar foi a R$ 4,00 e a carne não foi valorizada no cenário externo”, comenta.
O ideal seria que existisse uma política de fomento a exportação de carne bovina no Brasil e ampliar os números de países compradores. “Nós não temos que fazer promoção de vender mais barato, e sim, de falar as qualidades do potencial e do volume que produzimos aqui”, ressalta.
Em relação ao mercado interno, o diretor destaca que o consumo está fazendo falta para escoar a produção no país. “Nós melhoramos muito modelo produtivo, a qualidade da carne e a idade do abate, porém passamos por uma crise econômica que tirou muitas pessoas da área de consumo”, finaliza.
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