Pecuaristas de MT esperam por um curto vazio de oferta que pode estimular alta nas cotações do boi a partir de novembro

Publicado em 30/10/2018 14:44 e atualizado em 30/10/2018 18:26
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Oferta de animais a pasto já em dezembro graças à antecipação das chuvas e aumento na oferta de fêmeas em função de um desestímulo à atividade de cria podem limitar movimento de alta
Neto Gouveia - Presidente da Comissão de Pecuária da Famato

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Entrevista com Neto Gouveia - Presidente da Comissão de Pecuária da Famato sobre o Mercado do Boi Gordo

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No estado do Mato Grosso, os pecuaristas esperam por um período em que as ofertas ficaram restritas e que pode estimular as altas nas cotações do boi a partir do mês de novembro.

De acordo com o Presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Famato, Neto Gouveia, as chuvas chegaram mais cedo contribuindo para a qualidade do capim. “Tem um volume considerável de boi de pasto que ficará pronto antes das festas de final de ano”, destaca.

Os animais de confinamento estão praticamente zerados, mas a oferta de cabeça de manteve regular como na safra passada. “Estima-se 750 mil cabeças confinadas considerando os dois giros que é praticamente o mesmo volume do ano anterior”, afirma.

 A liderança destaca que tem uma perspectiva de ter um vazio curto na oferta de animais. “Eu acredito que vai ter uma janela pequena que está para acontecer em novembro e que pode influenciar na recuperação de preços com R$ 2,00 a R$ 4,00 por arroba”, comenta.

Com relação aos preços, os pecuaristas estavam aguardando cotações que remunerassem os custos de produção. “Hoje estamos com as escalas de sete dias com valores ao redor de R$ 136,00/@ a R$ 138,00/@ para o boi lista geral e R$ 140,00/@ a R$ 141,00/@ para o boi lista três”, destaca.

No caso das fêmeas, as referências no estado estão próximas de R$ 128,00/@. “Com a mercadoria extra que a gente chama de novilha de dois a três anos em que algumas plantas frigoríficas soltam protocolos de bonificação e consegue atingir preço de macho”, completa.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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