Pastos alagados empurram preços dos bois na entressafra gaúcha, mas produtores não conseguem movimentar e vender

Publicado em 18/01/2019 13:36 e atualizado em 18/01/2019 15:41
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Problemas agravados pelas más condições da infraestrutura das estradas tiram a oportunidade de negócios e, inclusive, acarretam mais perdas com os animais perdendo peso por falta de matéria seca. Novilho chegou a R$ 5,70/kg e mais jovens, de até 2 anos, de melhor acabamento, valendo até R$ 12. Escalas de 1 dia com a falta de bois nos frigoríficos.
Paulo Antônio Costa - Pecuarista

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Mercado do Boi Gordo com Paulo Antônio Costa - Pecuarista

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No estado do Rio Grande do Sul, as referências para o boi gordo aumentaram devido às pastagens alagadas durante a entressafra gaúcha. No entanto, os produtores rurais não estão conseguindo deslocar o rebanho até os frigoríficos e muitos animais já estão perdendo peso.  

De acordo com o pecuarista da região de Bagé/RS, Paulo Antônio Costa, o mês de janeiro já registrou mais de 500 mm de precipitações que acabou comprometendo as estradas, lavouras e a pecuária. “Em trinta anos de atividade, não tínhamos visto tantas chuvas como estamos observando neste verão”, afirma.

A localidade não está com problemas com as áreas de pastagens alagadas, mas a alimentação do rebanho está sendo prejudicada. “Os animais estão sofrendo muito e os frigoríficos não estão conseguindo compor as escalas de abate no momento”, comenta.

Atualmente, as referências para os novilhos estão próximas de R$ 5,60/kg e os novilhos mais jovens e bem acabados estão em torno de R$ 12,00/kg. “Neste momento, nós estamos com preços muito bons e não sabemos até quando os valores vão permanecer nos patamares atuais”, destaca.

Em relação à rentabilidade, o pecuarista salienta que as margens por cabeça estão muito pequenas. “Os lucros estão por volta de R$ 300,00 por cabeça, mas vai depender de alimentação e os custos de produção subiram assustadoramente”, relata.

Por Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte Notícias Agrícolas

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