Após semana fraca de negócios, boi reagirá às compras das indústrias e por produtor conseguindo segurar animais

Publicado em 08/03/2019 12:50 e atualizado em 08/03/2019 14:57
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Negócios de R$ 153 a R$ 156 indicam firmeza em alta, mais ainda com estoques zerados do atacado e varejo. Sobre a já pouca oferta de animais acabados, pela seca, as chuvas que voltaram dão expectativa ao produtor de conseguir manobrar os animais no pasto. Veja também as opiniões e a contextualização das ferramentas de mercados: mercado futuro e opções (PUT e Call).
Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP

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Entrevista com Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP sobre o Mercado do Boi Gordo

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Após a semana do carnaval, a expectativa é que as referências para o boi gordo reajam com as indústrias voltando às compras. Tendo em vista que as escalas de abate estão homogêneas e determinados frigoríficos estão transferindo dias de abate da próxima semana devido à escassez de matéria prima.

De acordo com o sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho,  houve poucas negociações no mercado do boi em função do feriado. “As indústrias entraram nesta semana muito apertadas e ocorreram algumas negociações nesta quarta e quinta-feira, mas contratos pouco relevantes”, afirma.

O volume negociado em fevereiro foi menor se comparado com o mês de janeiro, na qual isso é um reflexo do carnaval e das chuvas que voltaram em abundância. “Choveu praticamente todos os dias durante o carnaval nas principais regiões produtoras e isso tira a necessidade do pecuarista em negociar imediatamente. As precipitações vão trazer um impacto positivo nas pastagens e vai permitir produtor que negocie melhor”, comenta.

No estado de São Paulo, os patamares de preços do boi gordo estão próximos de R$ 153,00/@ até R$ 156,00/@, a vista. “A gente pode entrar na segunda-feira com mais firmeza e com preços distantes do que era praticado na semana anterior”, destaca.

Coelho ressalta que o mercado a termo é uma alternativa interessante para o pecuarista. No entanto, é uma negociação que depende dos dois elos. “Se o frigorífico não estiver interessado em fazer o boi a termo, inclusive teve alguns anos que muitos deixaram de fazer essas negociações, tem todo o direito de não querer e o produtor precisa buscar outras maneiras”, explica.

O mercado de opções é diferente do mercado futuro já não que requer uma atenção maior do investidor devido aos ajustes diários. “Para o mercado futuro é necessário uma margem de garantia que é um deposito, na qual a bolsa entende como um cheque calção. O mercado de opções é um arroz e feijão para o pecuarista, pois funciona como um seguro de carros”, salienta.

Por Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte Notícias Agrícolas

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