Demanda fraca por carne e ligeira alta na oferta com início da vacinação no estado, pressionam @ do boi no Sudoeste de MS

Publicado em 07/05/2019 12:54 e atualizado em 07/05/2019 15:44
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Desde o feriado de Páscoa, arroba já recuou de R$ 147,00 para R$ 143,00 na região
Frederico Stella - Diretor da Famasul

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Entrevista com Frederico Stella - Diretor da Famasul sobre o Mercado do Boi Gordo

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No estado do Mato Grosso do Sul, as referências para arroba no sudoeste da região estão pressionadas devido à demanda fraca pela a carne bovina e a ligeira alta na oferta com o começo da vacinação. Dependendo da indústria frigorífica, as escalas de abate estão programadas para uma semana.

De acordo com o Diretor da Famasul, Frederico Stella, o preço da arroba estava próximo de R$ 147,00 a duas semanas na região de Aquidauana (MS). “Os compradores estavam acreditando o escoamento iria melhorar durante a páscoa, mas infelizmente foi aquém do esperado. O mercado ficou muito truncado dificultando as negociações e resultou em uma queda nos preços”, comenta.

Atualmente, na região a arroba do boi gordo está cotada ao redor de R$ 144,00. “Os valores atuais não são ruins, mas também não remuneram bem os produtores já que esses patamares de cotações são as mesmas referências negociadas há três anos e os custos de produção aumentaram”, afirma.

Os pecuaristas do estado do Mato Grosso do Sul aguarda a liberação de ao menos uma planta que possa exportar carne bovina para a China. “A gente vive de expectativa e vamos ver o que vai virar, tendo em vista que os produtores têm o gado gordo para comercializar”, ressalta.

O diretor destaca ainda que as expectativas sobre a liberação das plantas frigoríficas habilitadas para exportar para a China são muito boas. “A nossa carne é famosa pela a qualidade e acredito que em breve teremos boas notícias em relação à liberação das plantas no nosso estado”, diz.

Com relação ao consumo, a liderança salienta que com a demanda enfraquecida não está contribuindo para acabar com o excedente de oferta de animais. “Nós temos a vantagem de ter o suporte nas pastagens que está garantindo essa tranqüilidade no momento de descartar o gado”, destaca.

A tendência é que as chuvas tenham uma perda de suporte nos pastos à medida que as chuvas reduzam e que tenha a frente fria. “Acredito que até o mês de maio os pecuaristas consigam realizar esse gerenciamento dos animais nos pastos”, conclui.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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