Estabilidade da @ do boi em Três Lagoas/MS pode ser ameaçada com entrada de frente fria mais forte de 5ª para 6ªf

Publicado em 22/05/2019 13:02 e atualizado em 22/05/2019 15:07
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Média de R$ 142. Produtores ainda têm pastos razoáveis. Mas as condições podem piorar daqui para frente e a oferta vai se elevar, inclusive atraindo mais compras de SP. Estudo mostra que diferencial de base do estado tem baixado para média Brasil, o que indica pressão constante sobre os preços e aumentando.
Marco Garcia de Souza - Pecuarista

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Entrevista com Marco Garcia de Souza - Pecuarista sobre o Mercado do Boi Gordo

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Na região de Três Lagoas/MS, os pecuaristas estão preocupados com a chegada da frente fria a partir do final dessa semana que pode ameaçar a estabilidade da arroba do boi gordo. Atualmente, as referências balcão no município estão ao redor de R$ 142,00/@.

De acordo com o pecuarista da localidade, Marco Garcia, as pastagens apresentam boas condições com o auxílio das chuvas com menor volume. “Isso dá uma maior segurança ao produtor e que pode esperar mais para negociar com os frigoríficos. Por outro lado, as indústrias vão ajustando as escalas e mantendo dentro do limite de segurança e testando o mercado para saber se será alguma oferta maior de gado”, pontua.

Para os próximos dias, as previsões climáticas indicam uma frente fria mais forte com temperaturas abaixo dos 10 º C. “Quando isso acontece algumas regiões acabam enfrentando geadas e se esse clima se confirmar pode ser que tenha uma pressão maior dos preços com uma oferta maior de animais a partir da semana que vem”, destaca.

Garcia salienta que um estudo mostrou que todas as regiões do estado do Mato Grosso do Sul estão o diferencial de base tem reduzido se comparado com a média Brasil. “Nesses gráficos apontam uma tendência de baixa no diferencial para a média Brasil. Em contrapartida, está aumento no estado de São Paulo e até estados como Mato Grosso e Tocantins que conseguem ter uma média de valorização acima da média do país”, comenta.

Com relação à exportação de carne para a China, uma das exigências é boi com trinta meses e com quatro dentes e que o pecuarista acredita que o Brasil próximo de abater animal com essas características. “O trinta meses é mais complicado, pois precisa ter uma suplementação mínima no pasto para que atinja um peso ideal para o abate antes dos trinta meses”, comenta.

O pecuarista ainda ressalta que o Brasil deve buscar por uma isonomia entre os países. “Eu acredito que a ministra está lutando neste sentido e entender o motivo de alguns países não terem essa exigência. Nós sabemos que a China tem formas bem peculiares de negociação em que eles entram e saem conforme o interesse deles”, diz.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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