Mesmo com dificuldade na compra de animais, frigoríficos do MS tem conseguido evitar aumento nos preços da arroba do boi

Publicado em 23/08/2019 13:30 e atualizado em 23/08/2019 14:17
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Escalas estão mais curtas e com buracos, no entanto, demanda fraca por carnes ajuda frigoríficos a administrar preços
Tulio Denari - Pecuarista na região de Sidrolândia/MS

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Entrevista com Tulio Denari - Pecuarista na região de Sidrolândia/MS sobre o Mercado do Boi Gordo

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Na região de Sidrolândia/MS, alguns animais que estavam sendo destinado para o abate tiveram que ser retirados da compra por perda de qualidade e por ter emagrecido em função da estiagem. Diante disso, as programações de abate estão encurtando e com janelas.

De acordo com o Pecuarista da localidade, Tulio Denari, a região deixou de ser uma grande praça pecuária para produzir grãos. “Com isso, o rebanho perdeu muitas cabeças, mas ainda sim, o município continua sendo referência para a formação de preços na arroba”, comenta.

Os pecuaristas contam com seis plantas frigoríficas de grande porte que atendem a região de Campo Grande. “Eu estou falando de frigoríficos que tem capacidade para abater quatro mil cabeças por dia”, afirma. Com relação às referências, nos últimos dias houve uma valorização de R$ 1,00 na arroba.

“No entanto, os preços vêm se mantendo nos mesmos patamares a mais de dois meses com valores ao redor de R$ 143,00/@ a R$ 146,00/@. Hoje, os grandes frigoríficos estão realizando compras com oferta de R$ 146,00/@ e os pequenos com preços de R$ 147,00/@”, aponta.

O pecuarista salienta que a margem de lucro está muito apertada com os valores atuais da arroba, principalmente para aqueles que fazem reposição. “A troca hoje de um boi gordo por um bezerro é negativa, já que o boi está custando R$ 2.700 e um bezerro a R$ 1.500”, ressalta.

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Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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