Habilitação de novas plantas para China deve impulsionar cotações do boi, mas altas podem ser mais tímidas do que se espera

Publicado em 09/09/2019 13:27 e atualizado em 09/09/2019 16:33
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Aumento na oferta de animais de cocho e preços da arroba elevados ao ponto de inibir consumo interno e externo das carnes são fatores que precisam ser monitorados
Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto

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Entrevista com Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

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Nesta segunda-feira (09), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  confirmou a habilitação de 25 plantas frigoríficas brasileiras que podem exportar carnes para a China. Os estabelecimentos podem comercializar carnes bovinas, de frango, suínos e asininos para a potência asiática.

De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Gustavo Rezende Machado, esse anúncio representa uma aumento do uso da capacidade dos frigoríficos. “ A minerva foods terá um total de 45% da capacidade de abate, que conta com três plantas habilitadas a exportar, isso é bastante representativo”, afirma.

No primeiro semestre, a potência asiática ampliou as compras de carne bovina do Brasil em 20% frente ao mesmo período do ano passado. “A China já vem comprando mais e está diversificando a origem dessas compras. O mundo está bastante atento essa demanda elevada dos chineses por proteínas animais. Outro países que estão comercializando carne são a Argentina, Austrália e Nova Zelândia”, comenta.

A tendência é que a disputada para atender o mercado chinês fique acirrada com a habilitação de novos frigoríficos. “Tem notícias de que 1/3 do rebanho suíno chinês já foi abatido e a demanda será forte, mas o Brasil tem negócios com o Japão, Coréia do Sul, Filipinas e Indonésia”, pontua.

Atualmente, a China e Hong Kong representam 40% das exportações de carne bovinas brasileiras. “Aproximadamente 65% das nossas exportações são para atender o mercado Asiático com a China, Hong Kong e árabe”, diz.

Analista ressalta que os preços futuros já reagiram a este anúncio, em que o contrato futuro de outubro opera com uma valorização de R$ 1,35/@ e o vencimento novembro com uma alta de R$ 1,20/@. “A Bolsa já reflete positivamente essa notícia, mas devemos levar em conta dois pontos. Primeiro deles é a oferta de animais do segundo giro do confinamento. O segundo é até que valorização da arroba o mercado interno consegue absorver”, conta.

Até o momento, os preços do boi gordo estão cotados ao redor de R$ 157,00/@ a R$ 158,00/@ em São Paulo. No caso das premiações, as referências estão próximas de R$ 161,00/@ a R$ 162,00/@. “Esse é um intervalo de preços que tem se mantido, mas vamos ver como os preços vão se comportar ao longo dessa semana”, conclui.

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Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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