Escalas curtas e redução nos estoques de carne devem estimular novas compras dos frigoríficos e reduzir pressão sobre @ do boi

Publicado em 21/01/2020 13:38 e atualizado em 21/01/2020 15:49
3811 exibições
Para que o movimento de alta da arroba seja retomado, pecuarista precisa seguir com gerenciamento da oferta
Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos

Podcast

Entrevista com Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo

Download

LOGO nalogo

Após o mercado do boi gordo registrar poucos volumes de compras na semana passada, as indústrias frigoríficas começaram a procurar por animais para compor as escalas e estão ofertando valores maiores. Contudo, para que o movimento de alta ganhe força o pecuarista precisa gerenciar a oferta de animais.

Segundo o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, na semana passada as indústrias frigoríficas estão tentando pressionar as cotações ao redor dos R$ 190,00/@. “Não houve volume de compras relevantes nos últimos dias e os abates foram reduzidos, tendo em vista que neste cenário é comum pular dias de abate”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas.

A média das programações de abate ficou nos menores níveis dos últimos meses, na qual chegou no patamar de 2.3 dias úteis.O levantamento da Radar Investimentos aponta que nesta terça-feira as escalas giram ao redor de 2.6 dias úteis.“Nós acreditamos que três fatores reduziram a média das escalas que foi uma estratégia da indústria em tentar comprar um animal mais barato, as condições climáticas que estão deixando os pecuaristas confortáveis e as altas do final do ano incentivaram os produtores a negociaram em patamares mais elevados”, afirmou.

Coelho destacou que o mercado internacional passa por um momento de déficit na oferta de proteínas animais em função dos incêndios na Austrália e a gripe aviária e suína na Ásia. “Nós estamos confiantes no mercado externo para o segundo semestre de 2020, principalmente se tiver habilitação de novas plantas frigoríficas que estão habilitadas a exportar”, ressalta.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário