Volume exportado de carne bovina recua 6% no primeiro trimestre em MS

Publicado em 13/04/2020 14:10 e atualizado em 14/04/2020 12:12 2284 exibições
Frederico Stella - Diretor da Famasul
Mas com ajuda do dólar, faturamento cresce 12% no mesmo período em comparação com o ano passado

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Entrevista com Frederico Stella - Diretor da Famasul sobre o Mercado do Boi Gordo

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O volume de carne bovina in natura exportada no estado do Mato Grosso do Sul registrou uma queda de 6,5% nos primeiros três meses de 2020. No entanto, a valorização do dólar contribuiu para o aumento 12% no faturamento das indústrias frigoríficas que atuam nas exportações. 

Segundo o Diretor da Famasul, Frederico Stella Borges, os frigoríficos no estado estão comprando apenas o necessário para a semana. “Nós estamos com o embarque imediato, porém as referências para a arroba não estão evoluindo  e estamos com um preço médio ao redor de R$ 185,00/@, à prazo com trinta dias e as grandes indústrias estão ofertando balcão a R$ 177,00/@, mas não ocorre negócios nestes valores”, aponta. 

Os pecuaristas ainda contam com condições favoráveis de pastagens, mas teve localidades que ficaram 40 dias sem receber precipitações. “Nós tivemos volumes consideráveis na semana passada e que deixou o produtor rural mais tranquilo, mas tendência é a umidade ir diminuindo nos próximos meses”, relata. 

O estado do Mato Grosso do Sul está indo em direção oposta ao restante do País, em que as exportações estão contribuindo para reduzir os estoques. “Enquanto que o Brasil vem com um aumento nas exportações de 5%, nosso estado está com um recuo de 6,5% no volume embarcado neste trimestre”, comenta.

Boa parte do produto destinado a exportação no estado é voltado para o mercado árabe e Chileno, porém as negóciações para Israel estão suspensas no momento por questões religiosas. Por outro lado, a demanda chinesa tem se mostrado aquecida nas últimas semanas. “A China encerrou o ano passado com  9º maior comprador de carne bovina do estado, e neste ano, está na 4ª posição”, diz a liderança.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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