Arroba do boi segue firme e com expectativa de melhora pelo consumo de carne com pagamento de salários e dia das mães

Publicado em 29/04/2020 13:32 e atualizado em 29/04/2020 16:40 3292 exibições
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone
China deve evoluir com as compras no Brasil mas pode esbarrar num teto produtivo se não habilitar novas plantas

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone sobre o Mercado do Boi Gordo

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As referências para a arroba do boi gordo segue estável no estado de São Paulo já que as indústrias estão retraídas das compras em função das incertezas do mercado doméstico. Porém a expectativa de mercado é que tenha uma melhora no consumo de carne bovina devido a volta parcial dos comércios para a comemoração no dias das mães.

Segundo o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, os preços praticados para o arroba do boi gordo em São Paulo estão estáveis e a cotação está ao redor de R$ 200,00/@. “Lembrando que a oferta de preços em R$ 200,00/@ é para animais que atendem o padrão de exportação para a China. Temos uma segunda classe que são os animais com destino ao mercado interno que tem preços em torno de R$ 190,00/@ a R$ 192,00/@”, comenta. 

Com período de desova se aproximando, a oferta de animais no mercado vem aumentando gradualmente em algumas localidades. “Não vamos ter um volume expressivo de animais de uma hora para outra, mas pelo fato de entrar animal convencional no mercado pode contribuir para uma queda acentuada da arroba para o boi com destino ao mercado interno e o boi china continuar valorizado”, afirma.

Com relação à demanda externa, o consultor ressalta que as compras chinesas por carne bovina brasileira vão evoluir. “Se os Estados Unidos começarem a ter problemas na produção, a China pode adquirir os produtos com mais afinco e poderia impulsionar os preços. Só que os nossos estudos mostraram que podemos ter um teto produtivo de carne bovina”, relata. 

A expectativa é que tenha novas plantas frigoríficas habilitadas a exportar para a China, mas alguns fatores podem dificultar esse processo. “O primeiro ponto é que os chineses estão acompanhando a evolução do coronavírus no Brasil. O segundo fator que eles levam em conta é, até que pontos eles podem ficar refém da nossa carne já que quando você precisa do produto não negocia preço. O terceiro ponto é as indústrias nos Estados Unidos”, aponta.

Nesta terça-feira (28), o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que as indústrias frigoríficas no País devem seguir abertas para garantir o abastecimento de alimentos, mesmo com a disseminação do coronavírus no Brasil. “Essa questão vai impactar no mercado de suínos do que na carne bovina, mas é muito cedo para determinar alguma coisa. Nós não estamos livre desse contexto de contaminação e os frigoríficos estão adotando medidas para que isso não aconteça”, destaca. 

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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