Sem acordo sobre o preço da tonelada, carne que seria destinada para China pode pressionar mercado interno

Publicado em 07/07/2020 14:20 e atualizado em 07/07/2020 16:03 4648 exibições
Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos
Frigoríficos se antecipam a possibilidade de mais oferta de carne no mercado interno e já pressionam preços da arroba; mas ainda sem sucesso em SP

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Sem acordo sobre o preço da tonelada, carne que seria destinada para China pode pressionar mercado interno

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, ressaltou que ainda não teve uma definição dos preços da tonelada de carne negociada com a China. “Esses contratos antigos que estavam em vigência vão encerrar no dia 10 de julho e algumas indústrias optaram por direcionar o produto que seria exportado para o mercado interno”, relata.

Ainda segundo o analista, o mercado interno aparenta estar abastecido e sem ofertar preços. “Os frigoríficos não querem dar preço em mercadoria e evitando prolongar as escalas de abate. As indústrias estão se posicionando com uma estratégia de acompanhar e ver como vão ser as compras da China”, destaca.

Algumas informações apontam que os compradores de Hong Kong devem buscar por mais matérias primas do Brasil. “Provavelmente essa carne vai entrar na China, mas diretamente por intermédio da potencia asiática. É uma boa notícia e que a demanda é crescente”, pontua.

Na última semana, as indústrias frigoríficas do estado de São Paulo começaram a ofertar preços para a arroba do boi a R$ 225,00/@ e alguns casos pontuais negócios de R$ 230,00/@. “Os valores atuais ofertados são os mesmos das últimas semanas e não têm máximas acima dos R$225,00/@, mas o mercado está em compasso de espera”, comenta.

Com relação à oferta de animais, Junqueira aponta que os pastos estão bem secos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e o sul Goiás. “Uma situação de pastagem muito degradada e vamos passar por um vazio de oferta como estamos vendo nesses últimos dias”, diz.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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