Movimento de pressão nos preços da arroba do boi começa a perder força

Publicado em 13/07/2020 13:18 e atualizado em 13/07/2020 16:28 11924 exibições
Cesar de Castro Alves - Consultor de Agronegócio do Itaú BBA
Oferta restrita de animais e alta das demais proteínas ( suínos e aves) dão suporte aos preços da carne bovina

Podcast

Entrevista com Cesar de Castro Alves - Consultor de Agronegócio do Itaú BBA sobre o Mercado do Boi Gordo

Download

LOGO nalogo

Com os pecuaristas cautelosos em negociar animais com oferta de preços menores, as indústrias frigoríficas tiveram que mudar a estratégia adotada e elevar os preços pagos. A expectativa é que a entrada de animais em agosto e setembro não deve pressionar os preços da arroba já que a disponibilidade de animais ainda é baixa.

De acordo com o Consultor de Agronegócio do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, as tentativas dos frigoríficos em reduzir o valor pago pela a arroba não surgiu efeito e tiveram que recuar na estratégia. “É normal que os frigoríficos tentem moderar um pouco esse movimento, pois os preços no segundo semestre costumam a ficar ascendentes”, comenta.

Os pecuaristas muito antenado nas informações optaram por não negociar os animais esperando por novas ofertas de preços. “Terminamos a semana passada com preços de lado, e hoje, o mercado futuro opera com firmeza e mostrando animo com novas altas”, alerta.

Com relação à oferta de animais, o consultor esclarece que não deve ter uma entrada maior de gado já que o ciclo pecuário é de baixa e que não ocorreu tantos investimento no primeiro giro do confinamento já que os preços da arroba não estimulavam. “Os confinamentos estão bastante restritos nesta época e devemos ter até setembro a disponibilidade de animais ainda restrita”, destaca.

A retomada da economia após a pandemia deve trazer firmeza aos preços da carne bovina no atacado. “Desde o início do isolamento social não tivemos queda nos valores da carne no atacado. Por outro lado, acredito que devemos ter muitas seqüelas econômicas devido toda essa situação que ainda não saímos”, aponta.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário