Boi: confinamento em 2020 deve ser 20% menor. Para reverter esse cenário futuro da @ teria que sinalizar preços acima de R$ 240

Publicado em 23/07/2020 12:55 e atualizado em 23/07/2020 16:09 2313 exibições
Maurício Velloso - Presidente Assocon
Além da falta de incentivo dos preços futuros, pecuaristas fazem as contas e percebem contínuo aumento no custo de produção

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Entrevista com Maurício Velloso - Presidente Assocon sobre o Mercado do Boi Gordo

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso, reportou que no início do ano os preços futuros do boi não estavam atrativos e os insumos estavam elevados. “Poucos pecuaristas decidiram investir no primeiro giro do confinamento e estamos vendo uma baixa oferta de animais. Além disso, temos mais de 95% dos animais sendo abatidos com menos de 36 meses para atender a demanda asiática”, comenta.

Para estimular o pecuarista a confinar e ter margens de lucros, o valor da arroba deveria estar precificado a R$ 240,00/@. “O mercado futuro não sinaliza de forma confortável para que o pecuarista invista no segundo giro do confinamento, porém não fecha a conta se for trabalhar com o animal cotado a R$ 208,00/@”, afirma.

Os valores da arroba seguem sustentados diante da oferta restrita de animais, mas a tendência é que os preços se valorizem no curto prazo já que a disponibilidade de animais deve ser manter restrita. “Eu não acho que a oferta de animais vai aumentar, mas vamos continuar com uma disponibilidade equiparada a demanda”, pontua.

O déficit na oferta de animais do primeiro giro do confinamento está consolidado em 15% a 22%. “É preciso que o mercado futuro sinalize um valor maior para que o pecuarista faça o head e garanta margem para o confinamento. Com essas margens apertadas, os pecuaristas vai esperar chover para terminar os animais e isso é ruim para todos os elos da cadeia”, informou.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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