Arroba do boi perde fôlego com demanda interna comprometida pela alta da carne e renegociação dos preços no mercado mundial

Publicado em 19/08/2020 12:50 e atualizado em 19/08/2020 18:23 3285 exibições
Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto
Com a entrada do boi de confinamento a partir de setembro, os ajustes nos preços da arroba poderão ser mais frequentes

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Entrevista com Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Analista de Mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira, ressaltou que os preços do boi gordo atingiram o ponto de equilíbrio já que a carne no atacado não consegue avançar o patamar dos R$ 15,00/kg. “A segunda quinzena do mês deu umas escaldada no mercado e os preços da arroba testaram patamares de R$ 228,00/@, mas seguimos tentando romper a máxima do ano passado de R$ 231,35/@”, afirma.

Os valores pagos pelos os atacadistas não estão evoluindo em função da demanda interna enfraquecida, provavelmente a primeira semana de setembro tenha um volume maior de compra. “Ainda não sabemos do real impacto da pandemia sobre a remuneração da população, na qual não sabemos se o auxilio emergencial vai durar mais alguns meses”, comenta.

Do lado da demanda externa, os volumes embarcados estão com um bom ritmo só que a remuneração dos frigoríficos registrou uma queda com a renegociação de preços dos Chineses. “O preço médio da tonelada saiu de US$ 5 mil no início do ano, e hoje, está em US$ 4,029 mil por tonelada. Eles reduziram o valor pago e gera uma menor receita para o produto”, destacou.

Com relação ao confinamento, o analista aponta que os preços da reposição estão pensando muito na intenção de confinar e os preços do milho seguem com valorizações.

A tendência é que os preços da arroba vão permanecer firmes ao longo deste ano, mas durante o mês de outubro pode ocorrer uma queda com a entrada de animais do confinamento do mercado. “Eu vejo um cenário de muita firmeza para o boi gordo até o final do ano”, conclui Travagini.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Ronaldo Brejauba goiania - GO

    Bom, o que o "analista" se esqueceu de mencionar é que a tonelada de US$ 4 mil, dá aos frigoríficos a capacidade de pagamento de R$ 300 por @,.. e que o mercado interno se encontra em desabastecimento, devido à intensa escassez de matéria prima.... O mercado internacional é ditado pela China e Hong Kong, que, na verdade são apenas China. Se houver ali uma ameaça à segurança alimentar, a massa seria incontrolável. Concluindo, apesar das falsas informações divulgadas, o mercado, tanto internamente quanto no exterior, vai subir e bater novos recordes. PECUÁRIA PRECISA DE ESTÍMULO. Preços altos e diminuição das margens estratosfericas dos mega-frigoríficos que fabricam falsas projeções aos incautos.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      A alimentação humana tem preços distintos nos seus nutrientes. Os carboidratos têm seu valor mais baixo na escala. Tanto é verdade que existe um termo usado para definir a qualidade alimentar. Quando o individuo apresenta subdesenvolvimento advindo de uma má alimentação, normalmente usa-se o termo "fome proteica". ... A proteína animal tem suas especificidades. De acordo com a sua disponibilidade, o mercado a valoriza. Proteínas de carnes brancas (peixes e aves) são de preços mais acessíveis e proteínas de carnes vermelhas (suínos e bovinos) mais caras. Mas, dentre esse mercado existe um item chamado "elasticidade". ... Quando o preço aumenta além da capacidade do consumidor, ele procura outra fonte proteica de valor mais acessível. ... Então o mercado é bem complicado pois, se a carne vermelha aumenta, o consumidor vai para a carne branca e, para o ovo. ... ... Ele vai descendo os degraus de preços. ... Aí ... o produto "encalha" ....

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